segunda-feira, janeiro 31, 2005

Hoje vamos aprender coisas novas!

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Ora bem, nas aulas de História da Arte Românica e Gótica a matéria é algo densa e espalha-se por quase todos os quadrantes. E por diversas vezes, eu pelo menos, sou confrontado com um léxico de díficil apreensão. Na aula de hoje, entre vários termos novos, surgiu o gablete. Segundo a explicação do professor, o gabelete é um elemento decorativo exterior, que não é obrigatoriamente, uma entrada para a igreja. No caso da igreja de Alcochete (na foto), trata-se de um normal gablete. Se por acaso o gabelete acabar em algo parecido a um pináculo, estamos perante um gablete acogulhado. Agora digam-me lá se este vocabulário tem ou não piada?
Ah, já agora e para concluir este tempo de aprendizagem, em 2001, o concelho de Alcochete possuía 13010 habitantes, dos quais 542 eram imigrantes, formando assim uma taxa de 4.4% de imigração na população total.
Não é bom sabermos estas coisas?

Maybe not...

domingo, janeiro 30, 2005

Jovem! Tens mais de 20 anos e ainda brincas com carros telecomandados? Este anúncio é para ti:

Faz-te à vida! Esses carros não te transportam, gastam energia que será util para o futuro, não dão assim tanto divertimento e ainda custam dinheiro!

sexta-feira, janeiro 28, 2005

quarta-feira, janeiro 26, 2005

Bem, parece que resolvi escrever novamente por aqui.

A vida não tem sido fácil, apesar da pressão apenas vir da faculdade e das notas elaboradas pelos seus docentes, que teimam em não facilitar as coisas. Há excepções claro, mas elas são raras. No entanto, a universidade é o ponto mais alto do estudo de qualquer matéria, e por isso, é normal que se peça um pouco de acerto e de visão sobre o mundo que nos rodeia. E para isso também temos que distinguir as matérias que são proveitosas para a nossa vida futura e aquelas que não o são. No meu curso há de facto disciplinas que foram colocadas para 'encher'. Não vou especificar, porque cabe a cada um dizer quais as matérias que melhor apreendem, seja por vocação, ou por motivação. Fazer o curso perfeito é dificil, e muito mais num curso tão global e que tenta ser especifico em vários quadrantes como é o de Estudos Europeus.
Voltando à vida particular, a pressão só vem mesmo da faculdade. Há algo que gostaria que também me pressionasse, mas esse algo não acontece. A idade não aperta, por isso ainda há muito tempo, mas mesmo assim há algo que me faz falta para encarar o mundo com outros olhos. Pode ser que apareça quando menos espero, como reza a lenda.

domingo, janeiro 02, 2005

Não tenho vindo aqui. Já não me cativa muito escrever neste blog. Acho que se trata de uma tendência entre muitos bloggers, passou-se a moda e muitos desistiram dos seus blogs. Eu devo ser mais um deles. Vou tentar escrever mais por aqui, mas nem sei sequer se ainda há leitores assíduos do sobre-vivência.

Entretanto deixo-vos aqui o link de um novo blog que recomendo:
http://eternal7whispers.blogspot.com

sábado, outubro 23, 2004

Teatro dos Sonhos

Parece que mais uma alma encantada pela música de Dream Theater se juntou à blogosfera. Falo do Rui e do seu TeatrodosSonhos onde eu espero ler excelentes histórias e comentários, como é apanágio deste colega da Faculdade de Letras. Se puderem deem uma vista de olhos ao blog, pois decerto não se arrependerão.

E por falar no Rui, foi ele que me emprestou o album que estou a ouvir neste preciso momento e sobre o qual gostaria de fazer uma referência. Muito se falou e ainda se fala da saída de Derek Sherinian de Dream Theater, após 3 albuns editados com a banda. As comparações dos fans de Dream Theater entre ele e os outros teclistas são inevitáveis e normalmente pouco honrosas para Derek, que desde a sua saída da banda sempre foi algo 'enxovalhado', também muito por culpa de Mike Portnoy que apontou sem receios que a origem do problema foi o ego de Sherinian e a sua pose de estrela, sempre algo distante da realidade que a banda pretendia transmitir. Quero eu com todo este assunto dizer que considero Derek um dos maiores executantes dos teclados que já ouvi, e para tecer este elogio não me posso restringir apenas aos albuns editados com Dream Theater. Para se conhecer o real génio deste músico é absolutamente necessário ouvir o seu trabalho a solo que contém uma preciosidade chamada Inertia. Se nunca ouviram façam o favor de arranjar este album soberbo. Aparte do feitio de Derek, o registo mais notório que ele nos deixa é a sua música e não as suas histórias com Dream Theater, por isso não ignorem a sua música.

sexta-feira, outubro 08, 2004

Sociedade em crise

Pois é, a última grande vantagem que nos trouxe o governo de Santana Lopes foi a censura. Após a desorganizada (não) colocação dos professores nas respectivas escolas, o governo, através do ministro-remendo Gomes da Silva, criticou fortemente Marcelo Rebelo de Sousa por este ser mais inimigo do governo que a própria oposição. Eu fiquei estupefacto pelo tom acérrimo com que Gomes da Silva criticou o professor Marcelo, até porque nesse domingo cheguei tarde do trabalho e a crónica semanal do professor era o único programa de interesse que estava a ser emitido enquanto jantava. Ouvi atentamente as suas palavras e concordei com a maior parte das suas afirmações, sobretudo quando ele se pôs contra a ponte de segunda-feira, alegando que o governo tinha pedido mais trabalho e que estava a efectuar exactamente o contrário do pretendido. Nunca pensei é que tais palavras fossem escamoteadas daquela forma.

Após isto, Marcelo Rebelo de Sousa encontrou-se com o presidente da república Jorge Sampaio para discutirem tal acontecimento. E com isto viram-se dois bons exemplos de como está o nosso mundo político:

1) O Presidente da República tem uma audiência com o professor Marcelo alguns dias após o seu abandono da televisão, para conhecer os factos que o levaram a cometer tal acto. Imagine-se que eu escrevia um livro que era crítico em relação ao governo e este era censurado não pela minha editora, mas sim por ordem governamental. Quanto tempo teria eu de esperar para ser ouvido pelo presidente? Seria eu alguma vez ouvido pelo presidente?

2) Santana Lopes ficou fragilizado nesta situação, encontrando-se cada vez mais isolado na esfera política. O apoio que o Presidente da Republica manifestou ao seu executivo vai-se esfumando; o apoio dentro do PSD é cada vez menor, dado que Durão Barroso não o pode acudir neste momento; a oposição conhece-o bem e apresenta uma vitalidade que não se via desde a primeira candidatura de Guterres ao executivo. neste cenário, há condições para continuarmos a acreditar que este governo fará algo positivo por nós no que resta do seu mandato?

sexta-feira, setembro 17, 2004

Constatação

Vê-se gente bué estranha por aí.

segunda-feira, agosto 30, 2004

Jogos Olímpicos de Atenas 2004

Já não escrevia aqui há algum tempo. Ando a levar o termo férias demasiado a peito e ainda bem.

Vou aproveitar para expôr um comentário que escrevi no www.relvado.com no dia 27 de Agosto sobre algumas das incidências que marcam o desporto com base nos Jogos Olímpicos.

Se há algo que se tem desvanecido nos últimos Jogos Olimpicos é o espirito olimpico. Ele ainda existe, mas está cada vez mais perdido entre os patrocinios, as federações, os prémios monetários e a falta de fair-play entre os atletas.

Uma imagem que indica isto é a final dos 200 metros, onde o trio norte-americano fez jus ao favoritismo e assim ganharam os três primeiros lugares no podium. Nessa final, aquando as imagens antes da partida reparei na atitude do atleta Crawford, que posando às camâras, mostrou uma face arrogante e convencida, como se estivesse no trono do mundo. Essa imagem do atleta gabarolas em contraste com a concentração do namibiano Fredericks, que pedia ao mesmo tempo silêncio ao público, chegou para que eu ganhasse alguma aversão ao norte-americano. E maior ficou essa mesma aversão após o final da prova, já que Crawford ignorou os atletas dos outros países que o tentavam cumprimentar/felicitar, optando por unir-se aos seus 'irmãos de armas'.
Foi uma tremenda falta de respeito para com os seus concorrentes e foi uma atitude egocêntrica. Quando os melhores corredores são assim, é porque o desporto está em crise, é porque os valores de união, do combate leal, do respeito pelo adversário estão em crise. Após esses valores estarem em crise não me interessa se amam o país como mais ninguém, pois a realidade é que não são atletas olimpicos, são meros mercenários, aliçercados em patrocinios e treinadores que muitas vezes optam por caminhos desleais. O facto de 2 dos 3 primeiros classificados na prova dos 200m serem treinados pelo mesmo treinador da 'acabada' Marion Jones chega-me para saber de antemão que esta não terá sido uma prova justa. Acredito piamente que haja doping envolvido nesta prova.

E acredito também que há ainda atletas valentes e humildes como o Rui Silva ou a Fernanda Ribeiro (para citar só alguns) que tanto nos deram, mas que ainda assim são criticados como se as vitórias fossem uma obrigação. O público também tem uma certa culpa, pois já não vê os JO com o intuito de assistir a um espectaculo, mas sim com o intuito de ver a sua nação ganhar. Tornou-se um pouco como os adeptos que vão aos campos de futebol portugueses.

Há uma falha enorme na cultura desportiva, e essa só poderá ser reposta na educação familiar e escolar.

segunda-feira, agosto 02, 2004

Entre-os-Fogos

A primeira etapa da volta a Portugal em bicicleta foi uma boa janela para os olhos dos que ainda duvidam da força do fogo. Ao mesmo tempo que os ciclistas rolavam pelo asfalto quente das terras próximas de Castelo Branco, o telespectador podia contemplar a paisagem completamente arrasada pelo fogo dos últimos dias naquela outrora verdejante floresta.
Eu sabia que o Euro2004 tinha sido uma excepção à nossa capacidade organizacional, não sabia é que o exemplo seguinte seria logo passado um mês.
Outro acontecimento do qual me recordei quando me deparei com esta nova vaga de chamas no solo nacional foi o de Entre-os-Rios. Tal como no ano passado ( e no anterior), falou-se de protecção civil, políticas ambientais e apoios às corporações de bombeiros a nível terrestre e essencialmente aéreo, mas, e para não variar no nosso cantinho à beira-mar plantado, as orelhas continuam todas moucas e será necessária uma catástrofe (como se esta situação já não fosse uma) para que hajam medidas. Foi por isto que me lembrei de Entre-os-Rios, visto que foi preciso a ponte cair para existirem vistorias e obras de recuperação às envelhecidas pontes espalhadas pelo nosso país. E, apesar de toda as medidas efectuadas com base na tragédia, ainda houve quem se limitasse a procurar culpados entre os areeiros e os governantes municipais, como se não passasse tudo de um jogo político. É neste contexto que cada vez mais situo os fogos em Portugal: numa luta política de interesses que desconhecemos, mas que certamente serão pessoais ou monetários.
No mesmo patamar criminal dos piromaníacos só mesmo essas pessoas preocupadas com tais interesses.

quinta-feira, julho 15, 2004

É este o mundo em que (sobre)vivemos

É o país mais pobre do continente sul-americano e em alguns aspectos a sua situação social é pior do que a existente no Sudão. Os numerosos golpes de estado que se vão sucedendo nas últimas décadas e o esquecimento da comunidade internacional provocaram o desaparecimento quase total, do Haiti.

A insegurança é o principal problema e a polícia apenas dispõe de 6.000 agentes efectivos para velar pelos 8 milhões de habitantes do território.
80% da população haitiana sobrevive com menos de um dólar diário e não tem acesso a água potável e a electricidade. A SIDA cresce assombrosamente numa população em que a esperança média de vida não supera os 50 anos.

A história do Haiti é marcada pela saga dos ditadores Duvalier (François Duvalier e Jean-Luc Duvalier) e pelas Tonton Macoutes (voluntários a quem era dada licença para torturar e matar os opositores das políticas dos Duvaliers).
Em 1994, o país caribenho foi ocupado pelas tropas dos Estados Unidos, que devolveram o poder a Jean Bertrand Aristide. O seu governo manteve-se por 3 meses, quando as revoltas provocadas pela sua corrupçao o obrigaram a exilar-se na África do Sul.
Instaurou-se depois um governo provisório até às eleições do próximo ano. Muitos haitianos consideram que esta será a última oportunidade para erguer um país devastado política e socialmente.

É este o mundo que olhamos todos os dias e que continua, estranhamente, a rodar sobre si próprio, como se nada disto estivesse a acontecer. Pensamos nós que por vezes todo o mal do mundo nos cai em cima, mas para variar, esquecemo-nos daqueles que nada têm e que dariam tudo o que têm (que é pouco) para terem uma oportunidade como a nossa. Daí eu achar que os nossos problemas são cada vez mais rídiculos comparados com os problemas daqueles que pisam o mesmo mundo que nós.
Mais uma vez caí na real...


Faleceu Germano Figueiredo

Germano Figueiredo, defesa-central da equipa do Benfica que se sagrou bicampeã europeia, faleceu esta tarde, com 71 anos, deixando o futebol português de luto.
Considerado um dos melhores defesas de todos os tempos em Portugal, Germano foi recentemente recordado nas comemorações do Jubileu da UEFA, sendo 53.º classificado entre 250 futebolistas que mais se destacaram para aquele organismo desde 1954.
Durante a sua carreira passou pelo Atlético (1951-1960) e pelo Benfica (1960-1966), tendo representado a Selecção portuguesa em 24 ocasiões, inclusivamente no célebre Mundial-66, no qual foi o «capitão» da equipa das Quinas que arrancou o terceiro posto final.
Verdadeiro líder dentro do campo, Germano destacou-se ainda pela sua polivalência, ficando na memória de todos a sua prestação na final da Taça dos Clubes Campeões Europeus de 1964/65, em San Siro, com o Inter, onde substituiu Costa Pereira na baliza do Benfica.


Por tudo o que fez pelo futebol português, o seu nome perdurará entre os grandes mitos do desporto em Portugal. Que descanse em paz

segunda-feira, julho 12, 2004

Bloguices I

Não tem havido muito tempo para eu actualizar isto com 'posts' que não sejam dedicados ao futebol. Porque o futebol é uma matéria básica de que qualquer um pode falar por menos capacidade de raciocínio que tenha.
É o futebol e a política.
Sobre a actual situação política de Portugal anda toda a populaça num bumba meu boi de opiniões politico-partidárias baseadas em conversas de café e jornais sensacionalistas. Não digo que as conversas de café sejam todas más, mas afirmo que as conversas sobre futebol e política em cafés costumam resultar apenas num motivo para gozar com o 'senhor que disse aquela estupidez da outra vez' ou resulta em conflitos introspectivos de dúbia sensatez porque é formado pelas opiniões que o 'outro gajo disse'.

segunda-feira, julho 05, 2004

Voltando à vida normal no que ao futebol diz respeito, observo com ar espantado a Superliga para a próxima época. Espantado e com orgulho, pois esta será uma Superliga repleta de jogadores campeões europeus a nível de clubes e de finalistas do Euro 2004. Quanto a treinadores, esta Liga não ficará nada atrás das outras.

FC Porto - Del Neri
- Apologista do ataque, mestre em surpresas através de um grande trabalho técnico-táctico, resta a dúvida se Del Neri será capaz de se adaptar ao futebol português.

SL Benfica - Trappatoni
- Treinador de índole defensiva, foi campeão seis vezes em Itália (Juventus [5]; Inter de Milão [1]) e uma na Alemanha (Bayern de Munique). Decepcionou no Euro2004 e alguns dizem que está em fase descendente da carreira.

Sporting CP - Peseiro
- Um treinador metódico e disciplinador, não apresenta grande currículo enquanto treinador principal. É uma aposta para o futuro e será bem sucedido se a estrutura dirigente do Sporting o permitir.

Boavista FC - Jaime Pacheco
- Jaime Pacheco poderá planear a época desde o ínicio e isso poderá tornar o Boavista na tal equipa aguerrida e eficaz que foi campeã em 2000/01.

domingo, julho 04, 2004



Portugal 0 - 1 Grécia (Final do Euro2004)

Os deuses do futebol estão loucos e decidiram premiar o futebol cínico e pouco vistoso desta Grécia germanizada. Estas são as características que fizeram dos helénicos campeões:
- o 'rolo compressor' defensivo, incluíndo as dobras constantes por mais do que um defesa;
- a ocupação total dos espaços a meio-campo;
- a rapidez de processamento e adaptabilidade da equipa face ás mudanças tácticas do adversário;
- a frieza na hora de encarar a baliza adversária;
- a energia que o treinador transmite para a equipa;
- e finalmente, a sorte.

Pesquisando as estatísticas, elas que são cruéis e não mentem, reparamos que a Grécia foi a equipa que conseguiu derrotar por 2 vezes o país anfitrião, derrotou a França (favorita pela carreira na fase de qualificação) e a Rep. Checa (favorita pela carreira no Europeu) e pelo meio empatou com a Espanha, perdendo com a Rússia pela margem de um golo, o suficiente para passarem.

Os meus sinceros parabens à Grécia!

E claro, os meus parabens a Portugal pelo aspecto desportivo e acima de tudo organizativo! Estamos todos de parabens porque realizámos um enorme evento onde as qualidades e defeitos de todos nós ficaram expostas. Pelo que deu para ver, os estrangeiros ficaram contentes com o nosso acolhimento e só podemos sentir-nos realizados por isso.

quinta-feira, julho 01, 2004



Ainda sobre o Portugal - Holanda, não sei se é por falta de algo melhor para fazer ou por tentar dar mérito aos jogadores portugueses, mas vou proceder a uma análise individual dos tugas:

Ricardo - Está super confiante e é um dos ícones do seleccionador Scolari. A maneira como acorre às bolas e como motiva os seus companheiros é meritória.
Miguel - Aproveitou o deslize de Paulo Ferreira no jogo inaugural e não mais largou o lugar. Aguerrido a defender, 'secou' um dos principais motores de jogo holandeses: Robben
Ricardo Carvalho - Chamá-lo Deus da defesa não é blasfémia. É o melhor central do mundo. Está em todo o lado, antecipa-se aos avançados em todas as situações e transporta jogo para a frente.
Jorge Andrade - Infeliz no auto-golo, conseguiu recompôr-se. É um excelente complemento a R. Carvalho devido ao seu jogo de cabeça e á sua rapidez.
Nuno Valente - Andou 'apertado' com a rapidez de Overmars mas o seleccionador holandês foi amigo e substituiu o avançado ao intervalo. A partir daí foi mais central que lateral.
Costinha - Parecia que andava meio perdido do jogo mas cortou muitas mais bolas que Davids. Fez do posicionamento a sua melhor arma contra os médios holandeses.
Maniche - Aquele golo está só ao alcance dos predestinados. Um golo fabuloso que comprova a utilidade deste médio de coração e raça em campo.
Deco - A maneira como partia sem medo para cima de 3 ou 4 defesas e só lhe tiravam a bola com faltas ( a maior parte não assinaladas) é de alguém que quer muito ganhar.
Cristiano Ronaldo - Irreverente, quer dar espectáculo a todo o custo. Marcou o golo inaugural no 'seu' estádio.
Figo - Foi o melhor em campo e isso diz tudo. Foi o Figo de Barcelona que ontem esteve em campo e que mexeu com tudo e todos. Saiu do campo a chorar de alegria. Um ídolo.
Pauleta - Não está bem a finalizar, mas conseguiu mexer com o ataque português, ao contrário do últimos jogos em que passou ao lado do jogo.
Petit - Muito útil na recuperação de bola, foi um entrave às pretensões atacantes dos holandeses.
Fernando Couto - O 'capitão' é ainda um grande central. Muito útil no jogo aéreo aquando o sufoco holandês.
Nuno Gomes - Esteve mais apagado do que Pauleta, embora tenha colaborado numas preciosas tabelinhas.

É esta a nossa selecção! É nela que acreditamos!



Portugal 2 - 1 Holanda

Como eu não tenho palavras para esta grandiosa vitória e a consequente passagem para a final - feito único no futebol português - resta-me ler (com especial gozo) o que se escreve na imprensa do país vizinho sobre Portugal e a sua selecção.

Esta é a recolha e tradução de excertos do artigo de opinião escrito por Eduardo Torrico para o jornal As:

(...)Figo trabalhou durante toda a temporada ao lado de eles (Raul, Beckham, Zidane, etc) e às ordens dos mesmos treinadores, e não só foi o jogador mais destacado do Real Madrid como também foi capaz de conservar a forma para chegar pletórico a Portugal(...)
(...)Neste galáctico Real Madrid apenas há um verdadeiro campeão: Luis Figo. É ele o único que quer ganhar até as peladinhas.
Por isso, aquela famosa frase que disse ao As: Se não me querem, faço as malas. Porque está farto de deixar a pele em campo para que os méritos sejam reconhecidos a outros que fazem bastante menos.
Aqui em Portugal não tem esse problema. Aqui não só é líder, dentro e fora do campo, como é também o ídolo nacional(...)


Por seu lado, Juan Cruz diz:

(...)No final, quebrou Deco. Parece que está próximo do Barça. Espero que não vejamos uma miragem no extraordinário futebolista. Se fosse eu que comprasse jogadores com os cheques de Barcelona voltaria a contratar Figo. Esteve imenso quase sempre; parecia o Figo que jogou no Barcelona(...)

J.M. Gozalo afirma:

(...)Luis Figo saiu de Alvalade a marcar a impronta do futebol luso, a apresentar as suas credenciais e a apagar todo o rasto de dúvida. Rápido, vertical, hábil, poderoso, jogando pela direita e pela esquerda, como nos seus melhores momentos(...)

Por fim, Juan Trueba comenta:

(...)Os nossos vizinhos da esquerda jogarão com toda a justiça a final do Europeu que eles mesmos organizam e isso deveria animarmos (aos espanhóis) um pouco, nem que seja por partilharmos a península e por muitos de nós termos alí parentes mais ou menos próximos(...)

terça-feira, junho 29, 2004

Nulidades

- Tou a começar a ficar bronzeado, o que não sendo lá muito interessante, não deixa de ser notícia.

sexta-feira, junho 25, 2004



Portugal 2 - 2 Inglaterra
(6 - 5 após grandes penalidades)

Ganhámos!!!
E desta vez com inteira justiça porque fomos a melhor equipa em campo. Tivémos azar com quase tudo, começando pelo parcial árbitro e pelo cínico futebol inglês que marcou golos quando não os merecia. Mas o futebol é injusto e eu já não me admirava se não passássemos às meias-finais. Mas passámos, e os heróis são todos: jogadores, equipa técnica, público, povo português e até o desportivismo inglês! Foi uma festa incrível e agora...venha o próximo!

terça-feira, junho 22, 2004

Barreirense - Basquetebol termina 76 anos depois

(...)O Futebol Clube Barreirense não apresentou a candidatura à próxima edição do Campeonato da Liga de Basquetebol. O prazo de inscrição, estipulado pelos regulamentos para as equipas concorrentes à competição profissional, terminou no dia 15 de Junho. Os excelentes resultados obtidos nesta modalidade, parecem não ter sido suficientes para reerguer a situação do clube(...)
(...)Ao que tudo indica o Barreirense, o primeiro clube a ter basquetebol em toda a Margem Sul, vai ter mesmo de suspender a modalidade de basquetebol, que inclui neste momento cerca de 1800 atletas em formação, 76 anos depois do seu início(...)


Há noticias que me deixam completamente atónito. E esta que o Diário do Barreiro noticiou é uma delas. Tinha lido num dos vários panfletos municipais que o Barreirense estava numa grave situação financeira e que a solução passava pela escolha entre o futebol e o basquetebol, as modalidades que mais adeptos e praticantes atraem no concelho. E claro, o sacrificado é sempre o basquetebol, vá lá eu perceber porquê...
O futebol do Barreirense tem a sua equipa sénior a jogar na 2ª divisão B há mais de 10 anos e nesses anos penso que era obrigação a estabilização económica do clube. Contrariamente a esta estagnação do futebol, o basquetebol do Barreirense criou uma grande equipa, alicerçada em jovens formados no clube e que, segundo os técnicos de basquetebol, dentro de 2 ou 3 anos seria uma equipa para lutar pelo título. Um trabalho que demorou vários anos a ser construído, à custa de muito esforço pessoal de certas pessoas que vivem escondidas no suor diário de um trabalho que ninguém quer ver. Mais uma vez, perguntou-me pela coerência da escolha entre o futebol e o basquetebol.
Por último pergunto-me pelo que esses 1800 jovens (número exagerado quanto a mim...penso serem na ordem dos 500 e não 1800) sentirão com esta medida. Acho que esta não é a melhor maneira para eles criarem raízes pela sua cidade. Para além de lhes retirarem o que gostam de fazer, também não vi a criação de outras medidas (leia-se actividades) que os possam entreter.

Numa cidade com 100.000 habitantes, e com as recentes contribuições autárquicas e impostos vários parece-me absurdo que não se arranjem verbas que possam manter os basquetebol barreirense.