O pior que podia acontecer, o maior de todos, a notícia mais escandalosa, o paraíso mais fascinante. O mundo está carregado de hipérboles e cada vez estará mais, tal é a necessidade pessoal de sobressair. Curioso é que os que mais se escondem acabam por ser os que mais aparecem nos escaparates. São eles os idosos do interior português que não se queixam de falta de subsídio porque nem sabiam que o podiam pedir, tal como os desportistas amadores que lá vão treinando e competindo nos intervalos da vida profissional ou simplesmente, os que escrevem em blogues, cadernos e guardanapos, explorando realidades que os outros olhos não vêem. Assim que algum deles tropeça na passadeira da fama, logo é considerado elitista e fútil, mesmo que nada tenha feito para isso. Tudo porque a sociedade precisa de caras novas, caras para reciclar, caras que nada valem e que são colocadas no ar, naquele minuto de fama, no meio de outros imberbes de opinião desfasada. Infelizmente, o idoso, o desportista e o escritor não mais terão momentos de fama, pois tudo se resumiu aquela reportagem onde se descobriam os mesmo temas de sempre como a subsidio-dependência ou a dificuldade de imposição no meio. Mesmo que nenhum deles se tenha queixado disso, basta um pequeno traço do discurso e pronto, lá se foi o minuto de fama e da pior maneira possível. Obrigado mundo.
segunda-feira, janeiro 05, 2009
I
O pior que podia acontecer, o maior de todos, a notícia mais escandalosa, o paraíso mais fascinante. O mundo está carregado de hipérboles e cada vez estará mais, tal é a necessidade pessoal de sobressair. Curioso é que os que mais se escondem acabam por ser os que mais aparecem nos escaparates. São eles os idosos do interior português que não se queixam de falta de subsídio porque nem sabiam que o podiam pedir, tal como os desportistas amadores que lá vão treinando e competindo nos intervalos da vida profissional ou simplesmente, os que escrevem em blogues, cadernos e guardanapos, explorando realidades que os outros olhos não vêem. Assim que algum deles tropeça na passadeira da fama, logo é considerado elitista e fútil, mesmo que nada tenha feito para isso. Tudo porque a sociedade precisa de caras novas, caras para reciclar, caras que nada valem e que são colocadas no ar, naquele minuto de fama, no meio de outros imberbes de opinião desfasada. Infelizmente, o idoso, o desportista e o escritor não mais terão momentos de fama, pois tudo se resumiu aquela reportagem onde se descobriam os mesmo temas de sempre como a subsidio-dependência ou a dificuldade de imposição no meio. Mesmo que nenhum deles se tenha queixado disso, basta um pequeno traço do discurso e pronto, lá se foi o minuto de fama e da pior maneira possível. Obrigado mundo.
O pior que podia acontecer, o maior de todos, a notícia mais escandalosa, o paraíso mais fascinante. O mundo está carregado de hipérboles e cada vez estará mais, tal é a necessidade pessoal de sobressair. Curioso é que os que mais se escondem acabam por ser os que mais aparecem nos escaparates. São eles os idosos do interior português que não se queixam de falta de subsídio porque nem sabiam que o podiam pedir, tal como os desportistas amadores que lá vão treinando e competindo nos intervalos da vida profissional ou simplesmente, os que escrevem em blogues, cadernos e guardanapos, explorando realidades que os outros olhos não vêem. Assim que algum deles tropeça na passadeira da fama, logo é considerado elitista e fútil, mesmo que nada tenha feito para isso. Tudo porque a sociedade precisa de caras novas, caras para reciclar, caras que nada valem e que são colocadas no ar, naquele minuto de fama, no meio de outros imberbes de opinião desfasada. Infelizmente, o idoso, o desportista e o escritor não mais terão momentos de fama, pois tudo se resumiu aquela reportagem onde se descobriam os mesmo temas de sempre como a subsidio-dependência ou a dificuldade de imposição no meio. Mesmo que nenhum deles se tenha queixado disso, basta um pequeno traço do discurso e pronto, lá se foi o minuto de fama e da pior maneira possível. Obrigado mundo.
domingo, dezembro 14, 2008
sexta-feira, novembro 14, 2008
sábado, novembro 08, 2008
Será o espírito de 'mudança' suficiente?
Seguindo as perguntas elaboradas pelo André no seu vox clamantis in deserto sobre as capacidades de mudança de Barack Obama, deixo aqui, em jeito de comentário, as minhas ideias sobre os resultados das eleições americanas.
Será que o Barack Hussain Obama agirá em defesa dos interesses do mundo ou dos interesses dos EUA?
Parece-me que o plano é agir claramente em defesa dos americanos. Obama parece acreditar que uma América forte é o suficiente para que os outros países sigam o exemplo das suas políticas. Talvez devido a essa ideia de fomento interior ao invés do exterior, escolheu alguém mais conservador (Joe Biden) para vice-presidente.
Será que o discurso de mudança, proferido com voz de profeta, não tocou o nosso imaginário?
Num mundo onde estamos cada vez mais de mãos atadas face aos poder dos grandes empresários e dos políticos mutáveis, é óbvio que quando aparece alguém com [muito] poder a querer mudar o estabelecido, entramos num ídilio que nos permite encarar o futuro com a esperança que finalmente alguma coisa mude para melhor.
Será que a sociedade portuguesa reagiria bem a "um candidato Cigano à C.M. Lores, um Angolano à CM Amadora, um luso-brasileiro à CM Setúbal ou um luso-ucraniano à C.M. Loulé?"
Portugal ainda não está preparado para nada disso. O exemplo tem que vir de cima, daí que apenas se Obama tiver sucesso, as coisas possam mudar um pouco por aqui. Basta perguntar-nos quantos negros, ciganos ou luso-brasileiros temos no topo da classe política portuguesa para termos a resposta se estamos ou não preparados para essa mudança.
Será que foi por magia que a abstenção nos Estados Unidos foi das mais baixas dos últimos 100 anos?
Os EUA mudaram-me muito nos últimos 30 anos, com a emergência de grandes camadas de população preenchidas por hispânicos da América Latina e afro-americanos que, face ao poder conservador estabelecido, viram em Obama alguém capaz de olhar por eles com real capacidade de mudar a sua condição de vida. Daí que tenham acorrido em massa ás mesas de voto.
Será que os jovens americanos são menos alienados do que os Portugueses?
Os jovens portugueses são altamente conservadores e influenciáveis pela opinião dos pais. Querem fazer tudo aquilo que os pais fizeram, assim como acabam por pensar muito como as anteriores gerações. Os americanos são mais independentes nesse aspecto, daí que sejam mais aptos a influências exteriores do que os jovens portugueses.
Será que o Barack Hussain Obama agirá em defesa dos interesses do mundo ou dos interesses dos EUA?
Parece-me que o plano é agir claramente em defesa dos americanos. Obama parece acreditar que uma América forte é o suficiente para que os outros países sigam o exemplo das suas políticas. Talvez devido a essa ideia de fomento interior ao invés do exterior, escolheu alguém mais conservador (Joe Biden) para vice-presidente.
Será que o discurso de mudança, proferido com voz de profeta, não tocou o nosso imaginário?
Num mundo onde estamos cada vez mais de mãos atadas face aos poder dos grandes empresários e dos políticos mutáveis, é óbvio que quando aparece alguém com [muito] poder a querer mudar o estabelecido, entramos num ídilio que nos permite encarar o futuro com a esperança que finalmente alguma coisa mude para melhor.
Será que a sociedade portuguesa reagiria bem a "um candidato Cigano à C.M. Lores, um Angolano à CM Amadora, um luso-brasileiro à CM Setúbal ou um luso-ucraniano à C.M. Loulé?"
Portugal ainda não está preparado para nada disso. O exemplo tem que vir de cima, daí que apenas se Obama tiver sucesso, as coisas possam mudar um pouco por aqui. Basta perguntar-nos quantos negros, ciganos ou luso-brasileiros temos no topo da classe política portuguesa para termos a resposta se estamos ou não preparados para essa mudança.
Será que foi por magia que a abstenção nos Estados Unidos foi das mais baixas dos últimos 100 anos?
Os EUA mudaram-me muito nos últimos 30 anos, com a emergência de grandes camadas de população preenchidas por hispânicos da América Latina e afro-americanos que, face ao poder conservador estabelecido, viram em Obama alguém capaz de olhar por eles com real capacidade de mudar a sua condição de vida. Daí que tenham acorrido em massa ás mesas de voto.
Será que os jovens americanos são menos alienados do que os Portugueses?
Os jovens portugueses são altamente conservadores e influenciáveis pela opinião dos pais. Querem fazer tudo aquilo que os pais fizeram, assim como acabam por pensar muito como as anteriores gerações. Os americanos são mais independentes nesse aspecto, daí que sejam mais aptos a influências exteriores do que os jovens portugueses.
domingo, novembro 02, 2008
Quando vemos o início do caos...
Como terra de sonho e futuro que é, o Barreiro decidiu há uns anos que deveria ter, tal como Montijo, Almada e Alcochete, uma estrutura gigantesca capaz de oferecer lojas e lazer. Porém, numa tentativa de ser diferente, decidiu-se fazer o fórum no centro do Barreiro. Cedo começou a contestação do comércio tradicional que viu com maus olhos um espaço para lojas internacionais a preços mais competitivos. Resolvido esse problema através de compensações físicas e monetárias ou simplesmente pelo conformismo de nada poder fazer para combater o grande espaço comercial, o comércio tradicional sente-se incapaz de sobreviver nos tempos futuros.
Este é o caos comercial que se segue, mas infelizmente não é tudo. Ao nível do tráfego, o Barreiro vai ser possivelmente uma das zonas mais caóticas do território nacional, equiparando-se apenas a áreas como Sete Rios ou Praça de Espanha. E isto porquê? Explicação relativamente simples através de vários factores negativos para a arrumação do trânsito: excesso de semáforos, poucas rotundas, estacionamento pago nos pisos subterrâneos do fórum, pouco estacionamento fora do Fórum, necessidade de estacionamento para os habitantes barreirenses que antes do Fórum já têm dificuldades em conseguir lugar, um dos acessos principais (Av. Alfredo da Silva) completamente em obras), outros acessos ainda por acabar (Largo das Obras) e por fim, obras em toda a parte (Mercado Municipal, Estações e Apeadeiros da linha ferroviária, etc) e estradas em péssimo estado.
Com isto tudo, é fácil de antever que o Barreiro será simplesmente caótico após a inauguração do Fórum. Boa sorte para todos nós.
Este é o caos comercial que se segue, mas infelizmente não é tudo. Ao nível do tráfego, o Barreiro vai ser possivelmente uma das zonas mais caóticas do território nacional, equiparando-se apenas a áreas como Sete Rios ou Praça de Espanha. E isto porquê? Explicação relativamente simples através de vários factores negativos para a arrumação do trânsito: excesso de semáforos, poucas rotundas, estacionamento pago nos pisos subterrâneos do fórum, pouco estacionamento fora do Fórum, necessidade de estacionamento para os habitantes barreirenses que antes do Fórum já têm dificuldades em conseguir lugar, um dos acessos principais (Av. Alfredo da Silva) completamente em obras), outros acessos ainda por acabar (Largo das Obras) e por fim, obras em toda a parte (Mercado Municipal, Estações e Apeadeiros da linha ferroviária, etc) e estradas em péssimo estado.
Com isto tudo, é fácil de antever que o Barreiro será simplesmente caótico após a inauguração do Fórum. Boa sorte para todos nós.
(clique para ampliar)
- A vermelho: áreas em profunda remodelação
- A verde: semáforos nos acessos à cidade
- A vermelho: áreas em profunda remodelação
- A verde: semáforos nos acessos à cidade
quinta-feira, outubro 02, 2008
Greve da Soflusa
Mais um mês, mais uma greve de 3 dias. Sempre a pensar no utente, a Soflusa decidiu uma vez mais protestar face à diferença salarial entre os operadores e os mestres das embarcações. Talvez tenham razão naquilo que reinvidicam, no entanto, um pouco por todo o Barreiro, vai fazendo cada vez mais confusão esta luta, pois além do inevitável cansaço que uma travessia mais longa para chegar a Lisboa implica, as pessoas começam também a questionar-se se é razoável, numa sociedade em plena crise social, estar uma classe de trabalhadores a entrar em greve porque dizem merecer ganhar tanto como os seus superiores. Além de parecer uma clara utopia, os utentes lesados pela greve acreditam que 3 dias de greve é um completo exagero [isto baseado naquilo que ouço um pouco por todo o Barreiro] visto que é muito condicionador a quem se desloca para trabalhar desculpar-se sistematicamente aos seus patrões pelos possíveis atrasos que uma greve desde género implica.
Numa era em que manter os empregos é uma tarefa árdua, todo este movimento grevista deixa no ar uma nuvem de hipocrisia díficil de aguentar pelos utentes da Soflusa.
Mais um mês, mais uma greve de 3 dias. Sempre a pensar no utente, a Soflusa decidiu uma vez mais protestar face à diferença salarial entre os operadores e os mestres das embarcações. Talvez tenham razão naquilo que reinvidicam, no entanto, um pouco por todo o Barreiro, vai fazendo cada vez mais confusão esta luta, pois além do inevitável cansaço que uma travessia mais longa para chegar a Lisboa implica, as pessoas começam também a questionar-se se é razoável, numa sociedade em plena crise social, estar uma classe de trabalhadores a entrar em greve porque dizem merecer ganhar tanto como os seus superiores. Além de parecer uma clara utopia, os utentes lesados pela greve acreditam que 3 dias de greve é um completo exagero [isto baseado naquilo que ouço um pouco por todo o Barreiro] visto que é muito condicionador a quem se desloca para trabalhar desculpar-se sistematicamente aos seus patrões pelos possíveis atrasos que uma greve desde género implica.
Numa era em que manter os empregos é uma tarefa árdua, todo este movimento grevista deixa no ar uma nuvem de hipocrisia díficil de aguentar pelos utentes da Soflusa.
sábado, agosto 30, 2008
By the way...
"Portugal é hoje um paraíso criminal onde alguns inocentes imbecis se levantam para ir trabalhar, recebendo por isso dinheiro que depois lhes é roubado pelos criminosos e ajuda a pagar ordenados aos iluminados que bolsam certas leis".
- Barra da Costa, criminologista, "Jornal de Notícias", 30-08-2008
quinta-feira, agosto 28, 2008
Mais um mail de perguntas idiotas
Há pessoal que se deve julgar no direito de fazer perguntas destas, pura e simplesmente porque têm um espírito curioso e tudo lhes faz confusão, ou então porque não têm mesmo mais nada que fazer. Perguntas como "Porque temos consciência?" ou "Porque há pessoas que julgam ter renascido dos mortos?" têm muito mais interesse do que aquelas que aqui deixo e respondo:
P - Como é que se escreve zero em algarismos Romanos?
R - O povo romano era sobretudo prático e ter um algarismo que vale zero é irrelevante para a vida.
Porque é que os Flintstones comemoravam o Natal se eles viviam numa época antes de Cristo?
Porque o Son Goku mudava a cor do cabelo quando passava para super guerreiro? Porque os Pokemons saem de dentro de bolas? It's just a fuckin' cartoon!
Porque é que os filmes de batalha espaciais têm explosões tão barulhentas se o som não se propaga no vácuo?
Há pessoal que descobre qualquer coisa e parte logo para a desmistificação total. A maior parte da malta que gosta de Sci-Fi sabe disso, no entanto é só perguntar que qualquer um diz que o Star Wars não seria o mesmo se a Death Star não tivesse feito barulho nenhum.
Se depois do banho estamos limpos porque é que lavamos a toalha?
Se não for lavada a suavidade vai-se toda. Claro que para quem toma banho de palha de aço isso tanto faz...
Se Deus está em todo lugar, porque é que as pessoas olham para cima para falar com ele?
Pirâmides, Obeliscos, Dólmens e Catedrais não dizem nada? Sim, estão todos a apontar para o céu e são todos marcos religiosos. O Cristianismo apenas seguiu o exemplo.
Se os homens são todos iguais, porque é que as mulheres escolhem tanto?
As mulheres que escolhem muito são normalmente as que tiveram várias decepções, daí que digam que são todos iguais.
Porque é que a palavra 'Grande' é menor do que a palavra 'Pequeno'?
Interessa o sentido das palavras, não o seu número de letras.
Porque é que 'Separado' se escreve tudo junto e 'Tudo junto' se escreve separado?
Interessa o sentido das palavras, não a sua morfologia.
Se o vinho é liquido, como pode existir vinho seco?
Esta até é engraçada, pois o vinho seco, como tem mais açúcar por litro do que um vinho normal, acaba por nos dar sede depois de o bebermos. Olha que há coisas...
Porque é que as luas dos outros planetas têm nome mas a nossa se chama só Lua?
Lua é o nome do satélite natural da terra. Chamar lua a um outro satélite de outro planeta não é de todo correcto, no entanto é o recorrente. Não vejo problemas nisso.
Por que as pessoas apertam o comando da televisão com mais força quando a pilha está fraca?
É uma forma de aliviar a frustração por terem perdido poder sobre a TV, visto que parou exactamente nos morangos com açúcar e o botão para mudar de canal não quer funcionar.
O Instituto que emite os certificados de qualidade ISO 9002 tem qualidade certificada por quem?
Pelos elaboradores dos certificados ou instituição acima desta. Caso não haja, parabéns, chegaste ao mais alto dos degraus de certificação de qualidade!
Quando inventaram o relógio como sabiam que horas eram para poder acertá–lo?
Andaram os povos ancestrais a medir o tempo através do Sol, da Lua, das marés e dos ventos para quê? Para vir um parvo qualquer gozar com o trabalho deles desta maneira?
Se a ciência consegue desvendar até os mistérios do DNA, porque é que ninguém descobriu ainda a fórmula da Coca-Cola?
Isso é porque ainda não experimentaram a Coca-Cola do Pingo Doce. É igualzinha!
Como foi que a placa 'É Proibido Pisar a Relva' foi lá colocada?
Antes da relva crescer? Pelo jardineiro? Pelo dono da relvinha? Oh well...
Porque é que quando alguém nos pede que ajudemos a procurar um objecto perdido temos a mania de perguntar: 'Onde é que perdeste?
Por acaso tenho o felicidade de não perguntar isso... não devo ser deste mundo aparentemente.
Porque é que há pessoas que acordam os outros para perguntar se estavam a dormir?
Eu por acaso pergunto "Estás acordado/a?" Enfim, não sou definitivamente deste mundo, onde perguntas escusadas reinam e ocupam espaço no mundo virtual.
Sobre o dirigismo em Portugal
Acabou há poucos minutos a entrevista efectuada pela SIC ao presidente do Comité Olímpico Português, Vicente Moura de seu nome, tendo resultado desta uma profunda crítica aos órgãos de comunicação social, pois segundo o mesmo, foi passada uma mensagem em Portugal diferente daquilo que realmente aconteceu em Pequim. Concluída com a promessa de enviar ao governo um relatório detalhado do que falhou nos Jogos Olímpicos, Vicente Moura salientou ainda que existe a necessidade de encontrar alguém adequado para falar à imprensa em nome da comitiva.Na minha perspectiva, penso que Vicente Moura esteve bem na sua função. Além de ter conseguido criar pressão competitiva nos atletas através do número de medalhas que esperava alcançar (se tivesse dito que só esperava 2 medalhas chamavam-lhe de conformado e pouco ambicioso), conseguiu depois reconhecer que a pressão sobre a comitiva começou a ser exagerada (culpa integral da comunicação social que empolou a 1ª semana sem medalhas a um nível de escândalo) e soube canalizar as atenções quando chamou a si a notícia da sua demissão, dando a cobertura necessária para Nelson Évora realizar a sua final sem expectativas desmedidas.
Dito isto, estranha-me que se veicule pela comunicação social que o dirigismo olímpico português precisa de mudanças rapidamente quando escândalos de corrupção abalam o futebol português constantemente. Esses sim devem ser criticados e julgados o mais brevemente possível e de forma justa. Isto para não falar dos presidentes que prometem títulos ano após ano sem sucesso e no entanto sobrevivem à frente dos seus clubes.
Voltando ao Olimpismo, há que dizer que, no meio de toda esta algazarra desmedida à volta dos Jogos, esqueceu-se do principal: a concepção dos Jogos Olímpicos é a sua participação, competição e glória. Conquistar tudo isso está ao alcance de poucos, porém não devemos criticar quem atinge só a participação, pois só isso já é um feito digno de realce num mundo cada vez mais crítico, selvagem e desprezador dos feitos individuais ou colectivos.
É ainda na participação que está a base do desporto, por isso é inteira competência dos dirigentes apelarem à mesma e não colocar entraves monetários, físicos ou psicológicos à sua prática. Ao menosprezarem a participação, os dirigentes tornam-se nos principais inimigos do desporto, daí que diga que a atitude de valorização do grupo por parte de Vicente Moura (mesmo quando muitos tentavam quebrar o espírito de equipa) tenha sido um dos melhores exemplos de gestão dado por um alto cargo do desporto português nos últimos tempos.
quinta-feira, agosto 21, 2008
Balanço Olímpico de Portugal nos Jogos Olímpicos de Pequim 2008

2 medalhas, uma de ouro e outra de prata. Este é o pecúlio português, que à vista desarmada parece pouco, mas que se trata somente da mais vencedora presença portuguesa na prova!
Parece pouco porque as expectativas dadas pelo Comité Olímpico Português ao governo (que possibilitaram assim um maior investimento em relação a 2004) foram cifradas em 4 medalhas. Parece igualmente pouco tendo em conta que o número de atletas portugueses presentes em Pequim foi o mais alto de sempre. E finalmente, parece pouco pois a nossa tendência negativista tornou os fiascos numa notícia com mais impacto do que os bons resultados.
Visto isto, importa afirmar que Portugal poderia ter trazido melhores resultados, inclusive mais uma ou duas medalhas. A falta de sorte nos momentos decisivos pode explicar algo, assim como a falta de mentalidade vencedora de alguns atletas. Ainda assim, folgo em saber que o investimento efectuado acabou por dar frutos. Não tanto nas grandes promessas a medalhas (que já passarei a referir em pormenor) mas sim nos desconhecidos, naqueles que fizeram excelentes resultados e que ganharam em Pequim uma experiência muito útil para o futuro. Entre esses nomes destaco Ana Cabecinha, Vera Santos, Ana Hormigo, Diogo Ganchinho ou Marco Freitas. São nomes para o futuro e dos quais se espera já algo para 2012.
Por outro lado, há uma palavra a dizer sobre os experientes que fizeram bons resultados nestes jogos: António Pereira e a dupla Bernardo Santos -Afonso Domingos, assim como Bruno Pais obtiveram excelentes resultados, dignos de menção. Se conseguirem manter a forma pode ser que consigam ir mais além em 2012, embora a idade acabe na maior parte das vezes por ser um obstáculo intransponível em desporto.
Segue agora a análise individual dos candidatos portugueses a medalhas à partida para estes jogos:
Vanessa Fernandes: Líder do Ranking Mundial Feminino, foi apenas superada na prova por uma australiana imparável. A medalha de prata sabe a pouco tendo em conta o grande valor de Vanessa, mas por outro lado não deixou de ser a confirmação de um talento dourado do desporto português. Nota 16 (de 0 a 20)
Telma Monteiro: Infelizmente o 9º lugar obtido não representa o valor desta jovem e aguerrida atleta. As provas não lhe correram de feição e não superou o peso de estar nuns JO, mas fica a experiência para 2012. Nota 9
Gustavo Lima: Lutou muito contra todos e ficou a um pequeno passo das medalhas. O 4º lugar representa um grande dissabor, mas fica na retina a luta deste bravo português. Nota 16
Nélson Évora: Grandioso espectáculo no triplo salto onde alcançou o lugar mais alto do pódio. Excelente performance e confiança. Depois de ter sido o porta-estandarte da comitiva, foi igualmente o salvador da mesma ao nível das medalhas. Nota 20
Francis Obikwelu: Foi decepcionante vê-lo acabar a eliminatória a perder para adversários que Obikwelu num dia normal supera. Mesmo com o espectro de um temível Bolt, Obikwelu ficou muito além da fasquia traçada por ele mesmo. Nota 8
Naide Gomes: Foi possivelmente a maior decepção. Passou de favorita a desqualificada num ápice e sem qualquer honra. Em 2012 esperamos que ela tenha superado o trauma que estes jogos lhe deixarão. Nota 6
Parece pouco porque as expectativas dadas pelo Comité Olímpico Português ao governo (que possibilitaram assim um maior investimento em relação a 2004) foram cifradas em 4 medalhas. Parece igualmente pouco tendo em conta que o número de atletas portugueses presentes em Pequim foi o mais alto de sempre. E finalmente, parece pouco pois a nossa tendência negativista tornou os fiascos numa notícia com mais impacto do que os bons resultados.
Visto isto, importa afirmar que Portugal poderia ter trazido melhores resultados, inclusive mais uma ou duas medalhas. A falta de sorte nos momentos decisivos pode explicar algo, assim como a falta de mentalidade vencedora de alguns atletas. Ainda assim, folgo em saber que o investimento efectuado acabou por dar frutos. Não tanto nas grandes promessas a medalhas (que já passarei a referir em pormenor) mas sim nos desconhecidos, naqueles que fizeram excelentes resultados e que ganharam em Pequim uma experiência muito útil para o futuro. Entre esses nomes destaco Ana Cabecinha, Vera Santos, Ana Hormigo, Diogo Ganchinho ou Marco Freitas. São nomes para o futuro e dos quais se espera já algo para 2012.
Por outro lado, há uma palavra a dizer sobre os experientes que fizeram bons resultados nestes jogos: António Pereira e a dupla Bernardo Santos -Afonso Domingos, assim como Bruno Pais obtiveram excelentes resultados, dignos de menção. Se conseguirem manter a forma pode ser que consigam ir mais além em 2012, embora a idade acabe na maior parte das vezes por ser um obstáculo intransponível em desporto.
Segue agora a análise individual dos candidatos portugueses a medalhas à partida para estes jogos:
Vanessa Fernandes: Líder do Ranking Mundial Feminino, foi apenas superada na prova por uma australiana imparável. A medalha de prata sabe a pouco tendo em conta o grande valor de Vanessa, mas por outro lado não deixou de ser a confirmação de um talento dourado do desporto português. Nota 16 (de 0 a 20)
Telma Monteiro: Infelizmente o 9º lugar obtido não representa o valor desta jovem e aguerrida atleta. As provas não lhe correram de feição e não superou o peso de estar nuns JO, mas fica a experiência para 2012. Nota 9
Gustavo Lima: Lutou muito contra todos e ficou a um pequeno passo das medalhas. O 4º lugar representa um grande dissabor, mas fica na retina a luta deste bravo português. Nota 16
Nélson Évora: Grandioso espectáculo no triplo salto onde alcançou o lugar mais alto do pódio. Excelente performance e confiança. Depois de ter sido o porta-estandarte da comitiva, foi igualmente o salvador da mesma ao nível das medalhas. Nota 20
Francis Obikwelu: Foi decepcionante vê-lo acabar a eliminatória a perder para adversários que Obikwelu num dia normal supera. Mesmo com o espectro de um temível Bolt, Obikwelu ficou muito além da fasquia traçada por ele mesmo. Nota 8Naide Gomes: Foi possivelmente a maior decepção. Passou de favorita a desqualificada num ápice e sem qualquer honra. Em 2012 esperamos que ela tenha superado o trauma que estes jogos lhe deixarão. Nota 6
terça-feira, agosto 05, 2008
Perguntas e respostas
Qual a acção a tomar para saber "ler" notícias?
- Procurar aquilo que nos é útil e não aquilo que é passageiro.
O que fazer quando a desinspiração é o motor de vida dos jovens?
- Ouvir o que eles têm a dizer e aumentar assim a nossa auto-estima.
Como acompanhar a moda?
- Perguntando a alguém mais velho se estamos suficientemente ridículos.
Como poupar dinheiro?
- Não ter cartão multibanco.
Porque é que os velhos resmungam tanto?
- Porque é a moda mais velha da humanidade.
- Procurar aquilo que nos é útil e não aquilo que é passageiro.
O que fazer quando a desinspiração é o motor de vida dos jovens?
- Ouvir o que eles têm a dizer e aumentar assim a nossa auto-estima.
Como acompanhar a moda?
- Perguntando a alguém mais velho se estamos suficientemente ridículos.
Como poupar dinheiro?
- Não ter cartão multibanco.
Porque é que os velhos resmungam tanto?
- Porque é a moda mais velha da humanidade.
sexta-feira, julho 25, 2008
O preço da miséria
A inflação galopante do Zimbabwe oferece-nos estes casos: a nova nota de 100 mil milhões de dólares do Zimbabwe dá para comprar algo como 3 ovos ou um quilo de arroz. Vincula-se que é necessária uma ampla reforma no preço do dinheiro neste país de África ao que eu acrescento: urge sim uma reforma total no modo como o país está a ser conduzido. No estado em que as coisas estão, o futuro do Zimbabwe não passará de um mito.sábado, julho 12, 2008
Fados
A discussão em torno da Fundação Amália mostra-me de forma inequívoca que os valores do fado que a acompanhavam foram com ela para a tumba. Dizem-me que alguém tem que gerir o que por ela foi deixado, embora ninguém queira assumir a completa responsabilidade de tal tarefa, pois o fardo é pesado demais. Curiosamente, quem participa na discussão são exactamente aqueles que, acabado o funeral, se levantaram logo exigindo que o seu espólio fosse para o local certo. Claro que nunca se deram ao trabalho de explicar qual o caminho desse local, deixando os seus bens - que não passam disso, bens pessoais da fadista - entregues a si mesmos. Já passa algum tempo do falecimento da fadista e é pena, que aqueles que se insurgiram contra o interesse do Estado no espólio, peçam agora que este actue.
Pelo meio, encontro em Lisboa um japonês, com uma guitarra portuguesa ao lado, lendo artigos de fado, embrenhado num mundo que para nós portugueses, diz cada vez menos, muito devido a todas as quezílias e interesses que reinam no fado-negócio.
A esperança do fado encontra-se nestes ilustres desconhecidos turistas, que tentam aos poucos assimilar a cultura fadista, ouvindo aqui e acolá aquelas intragáveis palavras que dizem que apenas os portugueses podem apreciar na plenitude o fado. Triste, muito triste o nosso fado, quando queremos guardar o sentimento só para nós.
Pelo meio, encontro em Lisboa um japonês, com uma guitarra portuguesa ao lado, lendo artigos de fado, embrenhado num mundo que para nós portugueses, diz cada vez menos, muito devido a todas as quezílias e interesses que reinam no fado-negócio.
A esperança do fado encontra-se nestes ilustres desconhecidos turistas, que tentam aos poucos assimilar a cultura fadista, ouvindo aqui e acolá aquelas intragáveis palavras que dizem que apenas os portugueses podem apreciar na plenitude o fado. Triste, muito triste o nosso fado, quando queremos guardar o sentimento só para nós.
domingo, junho 15, 2008
O fim da pior semana socrática
Esta semana foi, sem grandes dúvidas, a pior semana vivida pelo governo de Sócrates durante o seu mandato. O estado de anarquia em que parte da sociedade entrou revelou-nos cenários que, embrenhados numa vida quotidiana e já de si difícil, julgávamos impossíveis de acontecer. É certo que não foi o princípio de uma guerra, mas também há a reconhecer que foi uma balbúrdia pior que a do buzinão da ponte em 1995 (que se revelou o princípio do fim do governo cavaquista) e, tendo em conta esse facto, é importante perguntar: será que o protesto dos camionistas marca igualmente o fim de Sócrates como PM?
É curioso que parte da resposta a essa questão tenha vindo de onde menos se esperava: da Irlanda. O Não irlandês no referendo ao Tratado de Lisboa foi para Sócrates a última facada pelas costas que poderia ter recebido numa semana indescritivelmente má, pois o esforço levado a cabo por ele na política externa foi imenso e, falhando esta, desvaneceu-se igualmente uma das suas últimas tábuas de salvação. As restantes são apenas duas: os valores estatísticos positivos numa era de dificuldade económica global e a oposição frágil. De salientar que apenas a estatística ainda é controlada por ele, ou seja, Sócrates tem agora muito pouco por onde se agarrar quando chegarmos às eleições.
Falo nisto sob a perspectiva das várias opiniões que tenho ouvido, pois considero que Sócrates tem procedido bem com algumas políticas que já há muito deveriam ter sido elaboradas. Refiro-me concretamente à aposta nas energias renováveis, à reestruturação dos sectores da educação e da saúde e ao reordenamento da função pública. Em teoria, isto já devia ter sido feito há longos anos atrás, contudo, a maneira como está a ser feito tem sido demasiado tecnocrata. Todos sabemos que são processos difíceis face a muitos valores tradicionais e anti-progressistas incutidos nas pessoas, mas ainda assim este governo deveria ter maior capacidade de visão aos problemas reais das pessoas. Como fazê-lo? Essa é a grande questão que este governo não vai solucionar, nem possivelmente nenhum que lhe venha a suceder. É um problema acima de tudo de modelo. A nossa democracia carece de comunicação entre os governantes e o cidadão comum, sendo que o intermediário - vulgo deputado - está preso perante a opinião da sua bancada e não defende seriamente o território que o elegeu, ou seja, o deputado é apenas um número, um voto. Esse é possivelmente o maior problema do nosso modelo democrático e que dificulta em muito a tarefa de quem deseja impor medidas ajustadas à realidade.
É curioso que parte da resposta a essa questão tenha vindo de onde menos se esperava: da Irlanda. O Não irlandês no referendo ao Tratado de Lisboa foi para Sócrates a última facada pelas costas que poderia ter recebido numa semana indescritivelmente má, pois o esforço levado a cabo por ele na política externa foi imenso e, falhando esta, desvaneceu-se igualmente uma das suas últimas tábuas de salvação. As restantes são apenas duas: os valores estatísticos positivos numa era de dificuldade económica global e a oposição frágil. De salientar que apenas a estatística ainda é controlada por ele, ou seja, Sócrates tem agora muito pouco por onde se agarrar quando chegarmos às eleições.
Falo nisto sob a perspectiva das várias opiniões que tenho ouvido, pois considero que Sócrates tem procedido bem com algumas políticas que já há muito deveriam ter sido elaboradas. Refiro-me concretamente à aposta nas energias renováveis, à reestruturação dos sectores da educação e da saúde e ao reordenamento da função pública. Em teoria, isto já devia ter sido feito há longos anos atrás, contudo, a maneira como está a ser feito tem sido demasiado tecnocrata. Todos sabemos que são processos difíceis face a muitos valores tradicionais e anti-progressistas incutidos nas pessoas, mas ainda assim este governo deveria ter maior capacidade de visão aos problemas reais das pessoas. Como fazê-lo? Essa é a grande questão que este governo não vai solucionar, nem possivelmente nenhum que lhe venha a suceder. É um problema acima de tudo de modelo. A nossa democracia carece de comunicação entre os governantes e o cidadão comum, sendo que o intermediário - vulgo deputado - está preso perante a opinião da sua bancada e não defende seriamente o território que o elegeu, ou seja, o deputado é apenas um número, um voto. Esse é possivelmente o maior problema do nosso modelo democrático e que dificulta em muito a tarefa de quem deseja impor medidas ajustadas à realidade.
quinta-feira, maio 01, 2008
sexta-feira, março 28, 2008
Chelas-Barreiro
Com o apoio dado pelo LNEC à opção Chelas-Barreiro, quase de certeza que o debate da melhor opção para a terceira travessia sobre o Tejo fica arrumado. Não duvido que uma nova ponte seja fundamental para melhorar a acessibilidade a Lisboa, no entanto, fica a ideia que o processo foi demasiado acelerado para um país que ainda há pouco tempo investiu tanto numa outra ponte. Para realçar a questão, há que também contar com o investimento recentemente realizado pela Soflusa nos novos navios que fazem a ligação entre Barreiro e Lisboa e que, com uma nova ponte, podem vir a cair em desuso. Por fim, dá-me também a impressão que as outras alternativas não foram realmente tidas em conta. Algés-Trafaria é um percurso que mais cedo ou mais tarde se irá realizar, mas que foi praticamente esquecido neste processo. Pelo meio, a CM Barreiro e do Seixal já estão a tratar de reconstruir a ponte que outrora unia as duas freguesias e que possibilitará um fluxo de trânsito para sudoeste da península de Setúbal, exactamente onde encaixaria a ponte Algés-Trafaria. Parece-me que este assunto de enorme importância nacional foi tratado com alguma leviandade por parte dos responsáveis governamentais e pelas restantes forças políticas e consequentemente, poderá ter um enorme impacto negativo na nossa já frágil economia.
sexta-feira, março 14, 2008
Desmistificação da manifestação dos professores
Recolhi alguns comentários e ideias sobre a greve dos professores, que segundo os organizadores, levou mais de 100 mil professores à rua e cheguei à conclusão que, de facto, alguém está muito enganado, senão vejamos:
- O Terreiro do Paço tem cerca de 2km² e a meu quarto tem 16m². Se eu meter 100 mil pessoas em 2km², isso significa que, em proporção, caberiam 50 pessoas num espaço semelhante ao do meu quarto, o que me parece possível apenas se se amontoarem todos em cima uns dos outros. Pelas imagens de televisão vimos muitas clareiras e não vimos professores ao colo uns dos outros, logo diria que tivessem apenas metade desses 100 mil.
- Dessas 50 mil pessoas que se manifestaram no Terreiro do Paço (e em outros locais de Lisboa), acho que apenas metade ou um terço era realmente professor, pois grande maioria dos docentes levaram com eles família (a maior parte o cônjuge, outros até os filhos).
- Há ainda a juntar aqueles que receberam SMS e que acabaram por aderir e aqueles que estiveram lá em apoio dos professores. Eu recebi uma SMS para "juntar-me à luta", mas não fui. Contudo, acredito que devam ter ido umas 10 mil pessoas via sms, convite ou meramente por apoio político ou social.
Para mim, a sindicalização e partidarização do protesto dos professores não os leva a lado nenhum. Se querem realmente ser ouvidos unam-se, façam greve ou levem o caso para Bruxelas. Remeter tudo para um conjunto de indivíduos que apenas quer encher os bolsos é aquilo que se passa durante o resto do ano.
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