Voltando à vida normal no que ao futebol diz respeito, observo com ar espantado a Superliga para a próxima época. Espantado e com orgulho, pois esta será uma Superliga repleta de jogadores campeões europeus a nível de clubes e de finalistas do Euro 2004. Quanto a treinadores, esta Liga não ficará nada atrás das outras.
FC Porto - Del Neri
- Apologista do ataque, mestre em surpresas através de um grande trabalho técnico-táctico, resta a dúvida se Del Neri será capaz de se adaptar ao futebol português.
SL Benfica - Trappatoni
- Treinador de índole defensiva, foi campeão seis vezes em Itália (Juventus [5]; Inter de Milão [1]) e uma na Alemanha (Bayern de Munique). Decepcionou no Euro2004 e alguns dizem que está em fase descendente da carreira.
Sporting CP - Peseiro
- Um treinador metódico e disciplinador, não apresenta grande currículo enquanto treinador principal. É uma aposta para o futuro e será bem sucedido se a estrutura dirigente do Sporting o permitir.
Boavista FC - Jaime Pacheco
- Jaime Pacheco poderá planear a época desde o ínicio e isso poderá tornar o Boavista na tal equipa aguerrida e eficaz que foi campeã em 2000/01.
segunda-feira, julho 05, 2004
domingo, julho 04, 2004
Portugal 0 - 1 Grécia (Final do Euro2004)
Os deuses do futebol estão loucos e decidiram premiar o futebol cínico e pouco vistoso desta Grécia germanizada. Estas são as características que fizeram dos helénicos campeões:
- o 'rolo compressor' defensivo, incluíndo as dobras constantes por mais do que um defesa;
- a ocupação total dos espaços a meio-campo;
- a rapidez de processamento e adaptabilidade da equipa face ás mudanças tácticas do adversário;
- a frieza na hora de encarar a baliza adversária;
- a energia que o treinador transmite para a equipa;
- e finalmente, a sorte.
Pesquisando as estatísticas, elas que são cruéis e não mentem, reparamos que a Grécia foi a equipa que conseguiu derrotar por 2 vezes o país anfitrião, derrotou a França (favorita pela carreira na fase de qualificação) e a Rep. Checa (favorita pela carreira no Europeu) e pelo meio empatou com a Espanha, perdendo com a Rússia pela margem de um golo, o suficiente para passarem.
Os meus sinceros parabens à Grécia!
E claro, os meus parabens a Portugal pelo aspecto desportivo e acima de tudo organizativo! Estamos todos de parabens porque realizámos um enorme evento onde as qualidades e defeitos de todos nós ficaram expostas. Pelo que deu para ver, os estrangeiros ficaram contentes com o nosso acolhimento e só podemos sentir-nos realizados por isso.
quinta-feira, julho 01, 2004
Ainda sobre o Portugal - Holanda, não sei se é por falta de algo melhor para fazer ou por tentar dar mérito aos jogadores portugueses, mas vou proceder a uma análise individual dos tugas:
Ricardo - Está super confiante e é um dos ícones do seleccionador Scolari. A maneira como acorre às bolas e como motiva os seus companheiros é meritória.
Miguel - Aproveitou o deslize de Paulo Ferreira no jogo inaugural e não mais largou o lugar. Aguerrido a defender, 'secou' um dos principais motores de jogo holandeses: Robben
Ricardo Carvalho - Chamá-lo Deus da defesa não é blasfémia. É o melhor central do mundo. Está em todo o lado, antecipa-se aos avançados em todas as situações e transporta jogo para a frente.
Jorge Andrade - Infeliz no auto-golo, conseguiu recompôr-se. É um excelente complemento a R. Carvalho devido ao seu jogo de cabeça e á sua rapidez.
Nuno Valente - Andou 'apertado' com a rapidez de Overmars mas o seleccionador holandês foi amigo e substituiu o avançado ao intervalo. A partir daí foi mais central que lateral.
Costinha - Parecia que andava meio perdido do jogo mas cortou muitas mais bolas que Davids. Fez do posicionamento a sua melhor arma contra os médios holandeses.
Maniche - Aquele golo está só ao alcance dos predestinados. Um golo fabuloso que comprova a utilidade deste médio de coração e raça em campo.
Deco - A maneira como partia sem medo para cima de 3 ou 4 defesas e só lhe tiravam a bola com faltas ( a maior parte não assinaladas) é de alguém que quer muito ganhar.
Cristiano Ronaldo - Irreverente, quer dar espectáculo a todo o custo. Marcou o golo inaugural no 'seu' estádio.
Figo - Foi o melhor em campo e isso diz tudo. Foi o Figo de Barcelona que ontem esteve em campo e que mexeu com tudo e todos. Saiu do campo a chorar de alegria. Um ídolo.
Pauleta - Não está bem a finalizar, mas conseguiu mexer com o ataque português, ao contrário do últimos jogos em que passou ao lado do jogo.
Petit - Muito útil na recuperação de bola, foi um entrave às pretensões atacantes dos holandeses.
Fernando Couto - O 'capitão' é ainda um grande central. Muito útil no jogo aéreo aquando o sufoco holandês.
Nuno Gomes - Esteve mais apagado do que Pauleta, embora tenha colaborado numas preciosas tabelinhas.
É esta a nossa selecção! É nela que acreditamos!
Portugal 2 - 1 Holanda
Como eu não tenho palavras para esta grandiosa vitória e a consequente passagem para a final - feito único no futebol português - resta-me ler (com especial gozo) o que se escreve na imprensa do país vizinho sobre Portugal e a sua selecção.
Esta é a recolha e tradução de excertos do artigo de opinião escrito por Eduardo Torrico para o jornal As:
(...)Figo trabalhou durante toda a temporada ao lado de eles (Raul, Beckham, Zidane, etc) e às ordens dos mesmos treinadores, e não só foi o jogador mais destacado do Real Madrid como também foi capaz de conservar a forma para chegar pletórico a Portugal(...)
(...)Neste galáctico Real Madrid apenas há um verdadeiro campeão: Luis Figo. É ele o único que quer ganhar até as peladinhas.
Por isso, aquela famosa frase que disse ao As: Se não me querem, faço as malas. Porque está farto de deixar a pele em campo para que os méritos sejam reconhecidos a outros que fazem bastante menos.
Aqui em Portugal não tem esse problema. Aqui não só é líder, dentro e fora do campo, como é também o ídolo nacional(...)
Por seu lado, Juan Cruz diz:
(...)No final, quebrou Deco. Parece que está próximo do Barça. Espero que não vejamos uma miragem no extraordinário futebolista. Se fosse eu que comprasse jogadores com os cheques de Barcelona voltaria a contratar Figo. Esteve imenso quase sempre; parecia o Figo que jogou no Barcelona(...)
J.M. Gozalo afirma:
(...)Luis Figo saiu de Alvalade a marcar a impronta do futebol luso, a apresentar as suas credenciais e a apagar todo o rasto de dúvida. Rápido, vertical, hábil, poderoso, jogando pela direita e pela esquerda, como nos seus melhores momentos(...)
Por fim, Juan Trueba comenta:
(...)Os nossos vizinhos da esquerda jogarão com toda a justiça a final do Europeu que eles mesmos organizam e isso deveria animarmos (aos espanhóis) um pouco, nem que seja por partilharmos a península e por muitos de nós termos alí parentes mais ou menos próximos(...)
terça-feira, junho 29, 2004
sexta-feira, junho 25, 2004
Portugal 2 - 2 Inglaterra
(6 - 5 após grandes penalidades)
Ganhámos!!!
E desta vez com inteira justiça porque fomos a melhor equipa em campo. Tivémos azar com quase tudo, começando pelo parcial árbitro e pelo cínico futebol inglês que marcou golos quando não os merecia. Mas o futebol é injusto e eu já não me admirava se não passássemos às meias-finais. Mas passámos, e os heróis são todos: jogadores, equipa técnica, público, povo português e até o desportivismo inglês! Foi uma festa incrível e agora...venha o próximo!
terça-feira, junho 22, 2004
Barreirense - Basquetebol termina 76 anos depois
(...)O Futebol Clube Barreirense não apresentou a candidatura à próxima edição do Campeonato da Liga de Basquetebol. O prazo de inscrição, estipulado pelos regulamentos para as equipas concorrentes à competição profissional, terminou no dia 15 de Junho. Os excelentes resultados obtidos nesta modalidade, parecem não ter sido suficientes para reerguer a situação do clube(...)
(...)Ao que tudo indica o Barreirense, o primeiro clube a ter basquetebol em toda a Margem Sul, vai ter mesmo de suspender a modalidade de basquetebol, que inclui neste momento cerca de 1800 atletas em formação, 76 anos depois do seu início(...)
Há noticias que me deixam completamente atónito. E esta que o Diário do Barreiro noticiou é uma delas. Tinha lido num dos vários panfletos municipais que o Barreirense estava numa grave situação financeira e que a solução passava pela escolha entre o futebol e o basquetebol, as modalidades que mais adeptos e praticantes atraem no concelho. E claro, o sacrificado é sempre o basquetebol, vá lá eu perceber porquê...
O futebol do Barreirense tem a sua equipa sénior a jogar na 2ª divisão B há mais de 10 anos e nesses anos penso que era obrigação a estabilização económica do clube. Contrariamente a esta estagnação do futebol, o basquetebol do Barreirense criou uma grande equipa, alicerçada em jovens formados no clube e que, segundo os técnicos de basquetebol, dentro de 2 ou 3 anos seria uma equipa para lutar pelo título. Um trabalho que demorou vários anos a ser construído, à custa de muito esforço pessoal de certas pessoas que vivem escondidas no suor diário de um trabalho que ninguém quer ver. Mais uma vez, perguntou-me pela coerência da escolha entre o futebol e o basquetebol.
Por último pergunto-me pelo que esses 1800 jovens (número exagerado quanto a mim...penso serem na ordem dos 500 e não 1800) sentirão com esta medida. Acho que esta não é a melhor maneira para eles criarem raízes pela sua cidade. Para além de lhes retirarem o que gostam de fazer, também não vi a criação de outras medidas (leia-se actividades) que os possam entreter.
Numa cidade com 100.000 habitantes, e com as recentes contribuições autárquicas e impostos vários parece-me absurdo que não se arranjem verbas que possam manter os basquetebol barreirense.
(...)O Futebol Clube Barreirense não apresentou a candidatura à próxima edição do Campeonato da Liga de Basquetebol. O prazo de inscrição, estipulado pelos regulamentos para as equipas concorrentes à competição profissional, terminou no dia 15 de Junho. Os excelentes resultados obtidos nesta modalidade, parecem não ter sido suficientes para reerguer a situação do clube(...)
(...)Ao que tudo indica o Barreirense, o primeiro clube a ter basquetebol em toda a Margem Sul, vai ter mesmo de suspender a modalidade de basquetebol, que inclui neste momento cerca de 1800 atletas em formação, 76 anos depois do seu início(...)
Há noticias que me deixam completamente atónito. E esta que o Diário do Barreiro noticiou é uma delas. Tinha lido num dos vários panfletos municipais que o Barreirense estava numa grave situação financeira e que a solução passava pela escolha entre o futebol e o basquetebol, as modalidades que mais adeptos e praticantes atraem no concelho. E claro, o sacrificado é sempre o basquetebol, vá lá eu perceber porquê...
O futebol do Barreirense tem a sua equipa sénior a jogar na 2ª divisão B há mais de 10 anos e nesses anos penso que era obrigação a estabilização económica do clube. Contrariamente a esta estagnação do futebol, o basquetebol do Barreirense criou uma grande equipa, alicerçada em jovens formados no clube e que, segundo os técnicos de basquetebol, dentro de 2 ou 3 anos seria uma equipa para lutar pelo título. Um trabalho que demorou vários anos a ser construído, à custa de muito esforço pessoal de certas pessoas que vivem escondidas no suor diário de um trabalho que ninguém quer ver. Mais uma vez, perguntou-me pela coerência da escolha entre o futebol e o basquetebol.
Por último pergunto-me pelo que esses 1800 jovens (número exagerado quanto a mim...penso serem na ordem dos 500 e não 1800) sentirão com esta medida. Acho que esta não é a melhor maneira para eles criarem raízes pela sua cidade. Para além de lhes retirarem o que gostam de fazer, também não vi a criação de outras medidas (leia-se actividades) que os possam entreter.
Numa cidade com 100.000 habitantes, e com as recentes contribuições autárquicas e impostos vários parece-me absurdo que não se arranjem verbas que possam manter os basquetebol barreirense.
domingo, junho 20, 2004
Espanha 0 - 1 Portugal
Passámos! E assim o povo já pode sair à rua e buzinar com os seus bólides pela noite dentro como se tivéssemos vencido a última das batalhas contra a invencível armada. Somos (também o sou porque nasci neste solo) uma cambada de incivilizados que aproveita o mais mesquinho dos triunfos para nos esbatermos em cerveja, gritos e festa e também para esquecer momentaneamente o estado socioeconómico de Portugal. Uma boa vitória que nos permitiu o avanço para os quartos-de-final do Euro2004 e é só. Porque estamos todos a festejar como loucos isto? Ganhámos alguma coisa? Talvez por isto é que nunca ganhámos nenhum trofeu relevante a nível de selecções. Porque festejamos antes do tempo. Porque após o jogo contra os gregos erámos uma merda e agora somos uma equipa soberba.
Honro a equipa portuguesa que não se deixou abater pelo mau resultado inicial, mas condeno o euforia desmedida dos portugueses quando a equipa ganha.
sábado, junho 19, 2004
Holanda 2 - 3 Rep. Checa
Grande jogo de futebol! A Holanda teve a sorte do jogo até ao seu 2º golo mas depois os novos mestres das reviravoltas fantásticas apareceram. 3 golos espectaculares (o segundo então é capaz de ser o melhor golo deste europeu em termos colectivos) e a Holanda a fazer contas. Os checos já haviam ganho a estes holandeses na fase de qualificação e demonstraram uma vez mais que as grandes equipas são aquelas em que as individualidades só aparecem depois. Quanto aos checos, foram a primeira equipa qualificada para os quartos-de-final. Uma pequena nota para o 'tiro' de Nedved ao poste da baliza de Van Der Sar, executado a mais de 30 metros da baliza e que se entrasse era simplesmente o melhor golo do europeu. A potência e colocação de cada remate deste esquerdino é simplesmente apaixonante.
terça-feira, junho 15, 2004
Suécia 5 - 0 Bulgaria
Bom jogo, em que os suecos revelaram uma extrema eficácia, a fazer lembrar as equipas italianas. O jogo foi algo aberto com as oportunidades de golo a repartirem-se. A Bulgaria só se pode queixar de si própria, pois das quatro ou cinco oportunidades de golos (uma delas flagrante) não logrou marcar um único golo. Do outro lado, os suecos foram implacáveis na hora de visar a baliza búlgara, com especial destaque para Henrik Larsson. Marcou 2 golos (o primeiro deles soberbo) e originou a desmarcação para a grande penalidade sobre Allbäck. Estiveram também em evidência Ibrahimovic e Ljungberg, jogando e fazendo jogar. De qualquer maneira pareceu-me um resultado injusto nos numeros, pois a equipa búlgara, pelo que jogou (especialmente Martin Petrov e Peev) não mereciam tal goleada. Quem não se compadeceu disso foi Larsson, o herói sueco e um dos avançados mais subvalorizados do futebol mundial.
Letónia 1 - 2 Rep. Checa
Boa partida de futebol, em que a disposição táctica das equipas foi a esperada: Letónia a defender com acutilância sobre o seu meio-campo e Rep. Checa a centrar o seu jogo nos pés de Rosicky e Nedved. Como estes dois não estavam muito inspirados, optou-se pelo nosso conhecido Poborsky e aí o jogo ganhou mais rapidez e interesse. Contra a corrente do jogo e após um jogada gananciosa de Baros, a Letónia partiu para o contra-ataque e conseguiu marcar um golo no final da 1ª parte. Verpakovskis foi o autor. A surpresa durou até meio da 2ª parte, quando a Rep. Checa empatou através de Baros após uma excelente jogada do dinâmico Poborsky. Com este golo, os letões perderam o seu rigor defensivo e, sem surpresa, Heinz marcou o golo da vitória a 10 minutos do final. No final, fico com a ideia que esta Letónia é uma equipa muito bem trabalhada defensivamente com jogadores muito rápidos no ataque. Quanto ao meio-campo, não há um médio ofensivo, apenas médios de destruição. Talvez consigam um ponto nos seus 3 jogos e isso seria um bom prémio para esta equipa. Quanto aos checos, espero bem mais deles do que mostraram neste jogo.
domingo, junho 13, 2004
França 2 - 1 Inglaterra
O primeiro grande espectáculo do Europeu foi-nos oferecido hoje com a antecipada 'final' entre Inglaterra e França. O jogo foi chato na primeira parte (que eu não pude ver mas que me foi resumido nessa palavra), apenas abalado pelo golo de Lampard. Um golo contra a corrente de jogo e que perturbou o ataque dos 'bleus', transmitindo confiança à remendada defesa inglesa. Um tal de King a central demonstrou esses remendos e a verdade é que até esteve muito bem.
Depois surgiu a segunda parte e com ela o momento chave do jogo: o penalty sobre o puto Rooney. A popstar Bechkam encarregou-se da marcação do penalty e não o converteu, tendo Barthez defendido espectacularmente o remate de Becks. Aí viu-se uma diferença de inspiração entre o redes francês e o português. O que veio a seguir foi de loucos. Zidane marcou o golo de empate no minuto 90 depois de uma execução perfeita de um livre directo, e, passado 2 minutos, marcou o penalty vitorioso castigando falta sobre Henry (depois de um passe infantil de Gerrard). Quando a equipa dos galos mais precisa aparece sempre alguém e esta é a principal diferença entre os franceses e os portugueses. Foi assim em 1984, em 1998, em 2000 e agora em 2004. Se Deus agora é francês, então devíamos ter naturalizado o Pires em vez do Deco..eheh
sexta-feira, junho 11, 2004
Eleições Europeias
Ainda sobre a cegueira futebolística que referi no artigo de 28 de Maio, o João elaborou um excelente artigo dando conta desse fenómeno. Leiam e reflictam.
Quanto a mim e apesar de ir trabalhar às 10 da manhã no Domingo, também irei votar. Ainda não sei com precisão em quem, pois o candidato que me parecia mais coerente caiu numa tragédia que nos deixa sem palavras. Outro factor que me deixa indeciso é o facto desta campanha para as europeias ter sido pautada pela miséria do debate europeu, pois não vislumbrei qualquer troca de argumentos que não tivesse como base o estado da politica portuguesa. Talvez como no futebol, a visão política dos portugueses para a Europa ainda está na fase do kick and rush.
Ainda sobre a cegueira futebolística que referi no artigo de 28 de Maio, o João elaborou um excelente artigo dando conta desse fenómeno. Leiam e reflictam.
Quanto a mim e apesar de ir trabalhar às 10 da manhã no Domingo, também irei votar. Ainda não sei com precisão em quem, pois o candidato que me parecia mais coerente caiu numa tragédia que nos deixa sem palavras. Outro factor que me deixa indeciso é o facto desta campanha para as europeias ter sido pautada pela miséria do debate europeu, pois não vislumbrei qualquer troca de argumentos que não tivesse como base o estado da politica portuguesa. Talvez como no futebol, a visão política dos portugueses para a Europa ainda está na fase do kick and rush.
segunda-feira, junho 07, 2004
sexta-feira, maio 28, 2004
sábado, maio 22, 2004
Já repararam numa coisa: quem menos "palas nos olhos" parece apresentar, mais acérrimo defensor de certos ideais se torna. Assim, transforma-se numa fonte de discórdia e fanatismo por certas pessoas e ideologias, descurando o estudo das outras realidades. Pior do que se tivesse palas nos olhos, fica cego. Broncos da sociedade ou não, o certo é que se torna díficil ter conversas com essas pessoas.
terça-feira, maio 11, 2004
Mudaram a configuração do blogger. Oxalá isto não traga mudanças negativas, embora eu tenha um palpite que tal vai acontecer.
Quanto à minha vidinha, basicamente tenho andado numa de afterthoughts constantes o que resulta, invariavelmente, em retratos pessoais algo cruéis. Enfim, deve ser do pólen...
Quanto à minha vidinha, basicamente tenho andado numa de afterthoughts constantes o que resulta, invariavelmente, em retratos pessoais algo cruéis. Enfim, deve ser do pólen...
quinta-feira, abril 29, 2004
Translatio emperii, translatio studii do homem no mundo comtemporâneo
Aproveitando o saber adquirido durantes as aulas, sorri e dei por mim em afterthoughts sobre a matéria apreendida nas aulas de matrizes. E escrevi isto:
O transporte de elementos identificadores do velho continente para o Estados Unidos da América após a sua independência é o motivo mais recente de translatio imperii, translatio studii. Tal como o império romano deslocou elementos helenísticos para o seu território, também a estátua da liberdade oferecida pelos franceses, a língua inglesa e o obelisco na capital Washington são (porventura sem os próprios americanos o notarem) sinónimos de deslocação do poder político e porque não?, do poder ideológico e cultural. Hoje o grande império que se expande até ao médio oriente tal como Alexandre e Augusto o fizeram é o império dos EUA. Aliado a este fenómeno histórico assistimos também ao bom dispêndio das politicas globalizantes, das indecisões da política europeia que se atrasa dois passos cada vez que dá um e, obviamente, de factores históricos: o colonialismo despregado e ditatorial criou severas revoltas que culminaram com a morte de soldados europeus, criando isto uma crise etária, para além do esgotamento e mau emprego das matérias-primas trazidas das colónias. A corrupção do homem, o seu desejo bélico e os seus sonhos magnânimos acabaram por tornar as matérias-primas coloniais em nada. Construíram-se novos meios de comunicação como pontes e auto-estradas, modernizaram-se as cidades e no entanto, o comum cidadão continua pobre e sem ambições. É triste assistir nos dias de hoje a jovens com um potencial imenso a desejarem ser obscuros recepcionistas ou secretários de pequenas e médias empresas. Tal como os nossos pais emigraram para Lisboa e Porto à procura de trabalho para conseguirem uma vida no mínimo, estável, também nós lutamos actualmente pelo mesmo. Foi assim há 30 anos e é assim agora.
Mais do que nunca assistimos à deslocação em sentido inverso. Os obeliscos já não se situam na terra e apontam para o céu, são sim afiados e perfuradores da carne do povo. O clero/igreja continua envolto em mistérios de corrupção e o futebol assim como o lazer segue-lhe o caminho. O processo "apito dourado" é demonstrativo das estranhas ligações entre instituições e os dinheiros públicos. Hospitais, centros de saúde, escolas, faculdades e a totalidade dos serviços públicos estão envoltos num manto burocrático que nos corrói a paciência, a boa disposição e o tempo.
É assim o nosso tempo: lento em processos de valor perjorativo ao Estado e rápido em processos contra o cidadão do mundo, o cosmopolita que os gregos inventaram, os romanos aperfeiçoaram e os contemporâneos esbanjam em ócios relacionados com as suas necessidades básicas de sexo e violência.
Para mim existe hoje uma deslocação cultural e política herdada dos romanos e representada actualmente pelos EUA, que culminará num conflito à escala planetária (vicissitudes da globalização) com efeitos arrasadores que ninguém saberá. Mas não tenho dúvida alguma que esta é idade de ferro que Hesíodo falava, a ultima das idades, o ultimo dos porquês.
Aproveitando o saber adquirido durantes as aulas, sorri e dei por mim em afterthoughts sobre a matéria apreendida nas aulas de matrizes. E escrevi isto:
O transporte de elementos identificadores do velho continente para o Estados Unidos da América após a sua independência é o motivo mais recente de translatio imperii, translatio studii. Tal como o império romano deslocou elementos helenísticos para o seu território, também a estátua da liberdade oferecida pelos franceses, a língua inglesa e o obelisco na capital Washington são (porventura sem os próprios americanos o notarem) sinónimos de deslocação do poder político e porque não?, do poder ideológico e cultural. Hoje o grande império que se expande até ao médio oriente tal como Alexandre e Augusto o fizeram é o império dos EUA. Aliado a este fenómeno histórico assistimos também ao bom dispêndio das politicas globalizantes, das indecisões da política europeia que se atrasa dois passos cada vez que dá um e, obviamente, de factores históricos: o colonialismo despregado e ditatorial criou severas revoltas que culminaram com a morte de soldados europeus, criando isto uma crise etária, para além do esgotamento e mau emprego das matérias-primas trazidas das colónias. A corrupção do homem, o seu desejo bélico e os seus sonhos magnânimos acabaram por tornar as matérias-primas coloniais em nada. Construíram-se novos meios de comunicação como pontes e auto-estradas, modernizaram-se as cidades e no entanto, o comum cidadão continua pobre e sem ambições. É triste assistir nos dias de hoje a jovens com um potencial imenso a desejarem ser obscuros recepcionistas ou secretários de pequenas e médias empresas. Tal como os nossos pais emigraram para Lisboa e Porto à procura de trabalho para conseguirem uma vida no mínimo, estável, também nós lutamos actualmente pelo mesmo. Foi assim há 30 anos e é assim agora.
Mais do que nunca assistimos à deslocação em sentido inverso. Os obeliscos já não se situam na terra e apontam para o céu, são sim afiados e perfuradores da carne do povo. O clero/igreja continua envolto em mistérios de corrupção e o futebol assim como o lazer segue-lhe o caminho. O processo "apito dourado" é demonstrativo das estranhas ligações entre instituições e os dinheiros públicos. Hospitais, centros de saúde, escolas, faculdades e a totalidade dos serviços públicos estão envoltos num manto burocrático que nos corrói a paciência, a boa disposição e o tempo.
É assim o nosso tempo: lento em processos de valor perjorativo ao Estado e rápido em processos contra o cidadão do mundo, o cosmopolita que os gregos inventaram, os romanos aperfeiçoaram e os contemporâneos esbanjam em ócios relacionados com as suas necessidades básicas de sexo e violência.
Para mim existe hoje uma deslocação cultural e política herdada dos romanos e representada actualmente pelos EUA, que culminará num conflito à escala planetária (vicissitudes da globalização) com efeitos arrasadores que ninguém saberá. Mas não tenho dúvida alguma que esta é idade de ferro que Hesíodo falava, a ultima das idades, o ultimo dos porquês.
terça-feira, abril 20, 2004
Originalidade versus Imitação II
Sobre a minha questão do quão original era o ser humano nos presentes dias, acrescento agora um novo dado: a ansiedade de influência. Não fui eu que inventei este termo, mas sim Harold Bloom, célebre escritor norte-americano que apela ao combate das influências sobre o génio criativo. O que está implícito na obra feita e o porquê deste combate?
Este novo dado entra em conflito com a minha teoria sobre as novas criações, que podem ser puras e livres de qualquer influência. Eu questiono: porque existe a necessidade de revermos as obras numa outra obra de um outro autor? Não entendo esta torrente de influencialização sobre as novas criações. Estão a querer dizer-me que alguem isolado de todo o mundo globalizado e que lhe passe na cabeça pintar um quadro, será sempre alvo de atribuição de influência de pintor X ou Y ?!
Como referi no meu post anterior, o criador (e devido à nossa sociedade actual) será provavelmente louco e como tal, altamente influenciável pelo meio ambiente em que está envolvido e devido a isso a questão de ter ido "beber sumo" a um qualquer autor soa-me como absurda. Tal como Dalí inovou (e revolucionou), também esse louco estará a criar algo novo, sem qualquer ansiedade de influências para além do próprio meio ambiente em que está inserido.
Mais um pequeno ponto sobre a discussão entre o original e o influenciado.
Sobre a minha questão do quão original era o ser humano nos presentes dias, acrescento agora um novo dado: a ansiedade de influência. Não fui eu que inventei este termo, mas sim Harold Bloom, célebre escritor norte-americano que apela ao combate das influências sobre o génio criativo. O que está implícito na obra feita e o porquê deste combate?
Este novo dado entra em conflito com a minha teoria sobre as novas criações, que podem ser puras e livres de qualquer influência. Eu questiono: porque existe a necessidade de revermos as obras numa outra obra de um outro autor? Não entendo esta torrente de influencialização sobre as novas criações. Estão a querer dizer-me que alguem isolado de todo o mundo globalizado e que lhe passe na cabeça pintar um quadro, será sempre alvo de atribuição de influência de pintor X ou Y ?!
Como referi no meu post anterior, o criador (e devido à nossa sociedade actual) será provavelmente louco e como tal, altamente influenciável pelo meio ambiente em que está envolvido e devido a isso a questão de ter ido "beber sumo" a um qualquer autor soa-me como absurda. Tal como Dalí inovou (e revolucionou), também esse louco estará a criar algo novo, sem qualquer ansiedade de influências para além do próprio meio ambiente em que está inserido.
Mais um pequeno ponto sobre a discussão entre o original e o influenciado.
domingo, abril 18, 2004
O animal de estimação
Interessante o sentido das palavras. O animal que estimamos. Tão simples como isso. Mas não, o homem tem a mania de complicar o que é fácil e torna as criaturas em animais de companhia, de caça, de criação, entre outros.
Digo isto como referência ao gato do Lder, que está nas últimas mas que ainda há de chegar ao aniversário dele. Parece-me que é um bom exemplo de animal de estimação, pese a natural reserva que os gatos têm por humanos. O gato do JP também é interessante, pois vai para além da indiferença para com os humanos e prefere agredi-los com as suas patadas que devido ao seu crescimento já não são muito mansinhas, antes pelo contrário.
Li há pouco tempo que as crianças que têm contacto constante com animais têm tendência para criar anticorpos contra as alergias. É estranho que muitos pais afastem as crianças dos animais e eles afinal sejam benéficos à saúde dos pequenos seres. Quando li a notícia pela primeira vez até achei piada, mas depois reparei no meu caso e vi que provavelmente o artigo tem uma boa dose de verdade. Eu fui criado com uma gata muito meiga até aos meus 10 anos sensivelmente e a realidade é que não tenho alergias a nada que me lembre. Ao pó que é natural que nos faça alergia, a mim faz-me espirrar uma vez ou outra, mas nada mais que isso. Nada de borbulhas, comichões ou dores de cabeça provocados por alergias. Em contrapartida eu e o Sol não nos damos lá muito bem, mas isso é outra história.
Interessante o sentido das palavras. O animal que estimamos. Tão simples como isso. Mas não, o homem tem a mania de complicar o que é fácil e torna as criaturas em animais de companhia, de caça, de criação, entre outros.
Digo isto como referência ao gato do Lder, que está nas últimas mas que ainda há de chegar ao aniversário dele. Parece-me que é um bom exemplo de animal de estimação, pese a natural reserva que os gatos têm por humanos. O gato do JP também é interessante, pois vai para além da indiferença para com os humanos e prefere agredi-los com as suas patadas que devido ao seu crescimento já não são muito mansinhas, antes pelo contrário.
Li há pouco tempo que as crianças que têm contacto constante com animais têm tendência para criar anticorpos contra as alergias. É estranho que muitos pais afastem as crianças dos animais e eles afinal sejam benéficos à saúde dos pequenos seres. Quando li a notícia pela primeira vez até achei piada, mas depois reparei no meu caso e vi que provavelmente o artigo tem uma boa dose de verdade. Eu fui criado com uma gata muito meiga até aos meus 10 anos sensivelmente e a realidade é que não tenho alergias a nada que me lembre. Ao pó que é natural que nos faça alergia, a mim faz-me espirrar uma vez ou outra, mas nada mais que isso. Nada de borbulhas, comichões ou dores de cabeça provocados por alergias. Em contrapartida eu e o Sol não nos damos lá muito bem, mas isso é outra história.
sexta-feira, abril 16, 2004
segunda-feira, abril 12, 2004
"Blogosfera fight"
Round 1
Não sabia que isto para além de intrumento pouco útil de crítica, agora também servia para guerra que extravasa o opinativa atitude de quem aqui escreve. Os blogs viraram arma de arremesso contra a prepotência e arrogância de certos pensamentos. A opção dos comentários demonstra isso mesmo: venham criticar-me, venham falar mal para que eu possa ter um pretexto que me leve além da formal discussão.
Round 2
O intuito do blog é escrevermos arte e não usarmos do nosso rico léxico para insultar (in)directamente os outros. Há muito blog que se limita, e bem, a escrever um pensamento, uma opinião sobre determinada situação, momento ou pessoa. O meu blog pretende ser apenas isto. Se me insultarem do outro lado da blogosfera eu não irei assinar uma declaração de guerra, antes tentarei falar abertamente com essa pessoa sem necessidade de praça pública, como se isto fosse um coliseu com cartazes apelando à violência gratuita nas palavras dos seus participantes.
Round 3 - Final Round
Não é esse o meu espírito, desculpem lá se incomodo alguma alma carente de pacifismo. Eu só quero revelar certas partes da minha vida, certas reflexões sobre determinado assunto, para que conheçam um pouco mais da minha pessoa e dos meus próximos.
Nota: Este post surge como alusão à guerra verbal e desnecessária em que encontrei envolvido o meu colega João.
Round 1
Não sabia que isto para além de intrumento pouco útil de crítica, agora também servia para guerra que extravasa o opinativa atitude de quem aqui escreve. Os blogs viraram arma de arremesso contra a prepotência e arrogância de certos pensamentos. A opção dos comentários demonstra isso mesmo: venham criticar-me, venham falar mal para que eu possa ter um pretexto que me leve além da formal discussão.
Round 2
O intuito do blog é escrevermos arte e não usarmos do nosso rico léxico para insultar (in)directamente os outros. Há muito blog que se limita, e bem, a escrever um pensamento, uma opinião sobre determinada situação, momento ou pessoa. O meu blog pretende ser apenas isto. Se me insultarem do outro lado da blogosfera eu não irei assinar uma declaração de guerra, antes tentarei falar abertamente com essa pessoa sem necessidade de praça pública, como se isto fosse um coliseu com cartazes apelando à violência gratuita nas palavras dos seus participantes.
Round 3 - Final Round
Não é esse o meu espírito, desculpem lá se incomodo alguma alma carente de pacifismo. Eu só quero revelar certas partes da minha vida, certas reflexões sobre determinado assunto, para que conheçam um pouco mais da minha pessoa e dos meus próximos.
Nota: Este post surge como alusão à guerra verbal e desnecessária em que encontrei envolvido o meu colega João.
sexta-feira, abril 09, 2004
Trance
O trance é sem dúvida um tipo de som diferente de tudo o resto. A fusão entre batidas fortes e bem marcadas com efeitos mirabolantes que nos sugerem tão variadas visões e ideias é fabulosa. Não é um estado de transe mas provoca alguma abstracção do mundo se sentirmos a música a entrar dentro do nosso corpo.
Uma das curiosidades do trance é o facto de ser poder ser tanto dançável como reflexivo. Podemos agitar o nosso corpo ao som dos suas melodias bem delineadas e também podemos entrar num estado de viagem até algum sítio imaginário que a música eventualmente nos transporte. A mensagem do trance está nisso mesmo e por vezes é mais fácil criticar do que dar mérito aos seus autores.
Tal como muita gente deste país tenho que associar o trance às drogas. Mas não tomo a minoria pelo todo. É verdade que se fazem festas com o intuito de diversão e algo mais que isso, mas muita gente vai lá por curiosidade ou por convívio. Mas enfim, se quiserem saber algo mais sigam para esta página. Eu aprovo os gostos musicais deste meu vizinho pela totalidade (excepto Evanescence).
O trance é sem dúvida um tipo de som diferente de tudo o resto. A fusão entre batidas fortes e bem marcadas com efeitos mirabolantes que nos sugerem tão variadas visões e ideias é fabulosa. Não é um estado de transe mas provoca alguma abstracção do mundo se sentirmos a música a entrar dentro do nosso corpo.
Uma das curiosidades do trance é o facto de ser poder ser tanto dançável como reflexivo. Podemos agitar o nosso corpo ao som dos suas melodias bem delineadas e também podemos entrar num estado de viagem até algum sítio imaginário que a música eventualmente nos transporte. A mensagem do trance está nisso mesmo e por vezes é mais fácil criticar do que dar mérito aos seus autores.
Tal como muita gente deste país tenho que associar o trance às drogas. Mas não tomo a minoria pelo todo. É verdade que se fazem festas com o intuito de diversão e algo mais que isso, mas muita gente vai lá por curiosidade ou por convívio. Mas enfim, se quiserem saber algo mais sigam para esta página. Eu aprovo os gostos musicais deste meu vizinho pela totalidade (excepto Evanescence).
quinta-feira, abril 08, 2004
Descontextualizado:
- Não ando a ler nada de útil para a faculdade. Ver se a maré muda e deixar de lado alguns textos quentes...muito ambíguos para esta fase.
- Quero ir ver a "Paixão de Cristo" do Mel Gibson. Acho estranho as classificações que os cinéfilos fazem para os jornais: filme a evitar ou obra-prima. Decidam-se.
- Ando a ouvir o Death Cult Armageddon de Dimmu Borgir que já passou de moda. Agora é a vez dos novos albuns de Disturbed e My Dying Bride, projectados para a extracção em bruto pelos seus aficcionados pupilos.
- Não ando a ler nada de útil para a faculdade. Ver se a maré muda e deixar de lado alguns textos quentes...muito ambíguos para esta fase.
- Quero ir ver a "Paixão de Cristo" do Mel Gibson. Acho estranho as classificações que os cinéfilos fazem para os jornais: filme a evitar ou obra-prima. Decidam-se.
- Ando a ouvir o Death Cult Armageddon de Dimmu Borgir que já passou de moda. Agora é a vez dos novos albuns de Disturbed e My Dying Bride, projectados para a extracção em bruto pelos seus aficcionados pupilos.
terça-feira, abril 06, 2004
O futebol é uma caixinha de surpresas...
...e nem o facto de se possuir as maiores estrelas do futebol mundial garante títulos. O que aconteceu hoje ao Real Madrid foi uma clara demonstração que o futebol é um jogo colectivo e só depois é um jogo de individualidades.
O Monaco foi uma equipa aguerrida e lutadora, muito bem explanada e com cada jogador a saber quais as suas funções em campo. A única maneira de eliminar uma equipa como o Real Madrid é simplesmente ser-se mais equipa, possuíndo os jogadores unidos dentro e fora das quatro linhas. Não foi apenas azar o que aconteceu aos "galácticos", foi também a prova final de erros acumulados logo no ínicio da época. A pre-época na Asia com vista primeiro ao lucro e só depois à preparação dos jogadores foi só o primeiro índicio. Um outro foi o claro desiquilíbrio no plantel, com a já afamada falta de um central de méritos reconhecidos e de um médio defensivo à altura do agora londrino Makelélé. Não foi ao acaso que Carlos Queiroz disse que a "cantera madrileña" deveria estar ao nível das grandes escolas de formação, como as do Ajax, Auxerre ou Sporting. Depois deste falhanço, percebo agora que Queiroz disse isto como crítica ao director desportivo (Valdano): se não se podem contratar jogadores então só resta ir buscá-los ao próprio clube, e se o clube não oferece jovens com garantias como pode ele aspirar a grandes conquistas?
Pior que tudo, Queiroz é o primeiro a ser "apedrejado", por culpa própria, pois se os jogadores falham ele é o primeiro a dizer-se responsável pelas derrotas. Erradamente quanto a mim.
Quanto a Figo, fico com pena por ele, pois ele trabalha primeiro para a equipa e só depois para si mesmo. Ele é (e sempre foi) o primeiro a remar contra a maré, o primeiro a esboçar a reacção quando tudo parece perdido. Por isso aquele golo contra Inglaterra será sempre o melhor golo da sua carreira - é o golo que caracteriza a "raça" de Figo. Por isso, fico triste pelo Figo e também por Casillas, pois hoje eles não mereciam ser derrotados naquele estádio.
No outro jogo, parece que os milhões do russo Abramovich sempre estão a dar resultado. A outrora moribunda equipa do Chelsea, que lutava pelos postos de acesso às competições europeias é hoje uma grande equipa europeia , tendo vencido hoje o rival arsenal e internamente, está no 2º lugar do campeonato. Impulsionada pelos investimentos avultados e bem aplicados do milionário russo, a equipa de Ranieri está em boa forma, e as grandes estrelas jogam bastante para a equipa.
Mais do que comprar grandes estrelas só pelo nome, o Chelsea comprou bem e reforçou a equipa com jogadores de créditos firmados no futebol europeu como Crespo, Mutu ou Makelélé e com boas esperanças como Bridge (hoje decisivo). Para a próxima época está assegurada a contratação de mais uma esperança, Robben de seu nome.
Com um nome parecido e que muito me tem surpreendido, tem sido o jogador Rothen, do Monaco. Com um pé esquerdo a fazer lembrar Drulovic, este será provavelmente um jogador fascinante a curto/médio prazo.
...e nem o facto de se possuir as maiores estrelas do futebol mundial garante títulos. O que aconteceu hoje ao Real Madrid foi uma clara demonstração que o futebol é um jogo colectivo e só depois é um jogo de individualidades.
O Monaco foi uma equipa aguerrida e lutadora, muito bem explanada e com cada jogador a saber quais as suas funções em campo. A única maneira de eliminar uma equipa como o Real Madrid é simplesmente ser-se mais equipa, possuíndo os jogadores unidos dentro e fora das quatro linhas. Não foi apenas azar o que aconteceu aos "galácticos", foi também a prova final de erros acumulados logo no ínicio da época. A pre-época na Asia com vista primeiro ao lucro e só depois à preparação dos jogadores foi só o primeiro índicio. Um outro foi o claro desiquilíbrio no plantel, com a já afamada falta de um central de méritos reconhecidos e de um médio defensivo à altura do agora londrino Makelélé. Não foi ao acaso que Carlos Queiroz disse que a "cantera madrileña" deveria estar ao nível das grandes escolas de formação, como as do Ajax, Auxerre ou Sporting. Depois deste falhanço, percebo agora que Queiroz disse isto como crítica ao director desportivo (Valdano): se não se podem contratar jogadores então só resta ir buscá-los ao próprio clube, e se o clube não oferece jovens com garantias como pode ele aspirar a grandes conquistas?
Pior que tudo, Queiroz é o primeiro a ser "apedrejado", por culpa própria, pois se os jogadores falham ele é o primeiro a dizer-se responsável pelas derrotas. Erradamente quanto a mim.
Quanto a Figo, fico com pena por ele, pois ele trabalha primeiro para a equipa e só depois para si mesmo. Ele é (e sempre foi) o primeiro a remar contra a maré, o primeiro a esboçar a reacção quando tudo parece perdido. Por isso aquele golo contra Inglaterra será sempre o melhor golo da sua carreira - é o golo que caracteriza a "raça" de Figo. Por isso, fico triste pelo Figo e também por Casillas, pois hoje eles não mereciam ser derrotados naquele estádio.
No outro jogo, parece que os milhões do russo Abramovich sempre estão a dar resultado. A outrora moribunda equipa do Chelsea, que lutava pelos postos de acesso às competições europeias é hoje uma grande equipa europeia , tendo vencido hoje o rival arsenal e internamente, está no 2º lugar do campeonato. Impulsionada pelos investimentos avultados e bem aplicados do milionário russo, a equipa de Ranieri está em boa forma, e as grandes estrelas jogam bastante para a equipa.
Mais do que comprar grandes estrelas só pelo nome, o Chelsea comprou bem e reforçou a equipa com jogadores de créditos firmados no futebol europeu como Crespo, Mutu ou Makelélé e com boas esperanças como Bridge (hoje decisivo). Para a próxima época está assegurada a contratação de mais uma esperança, Robben de seu nome.
Com um nome parecido e que muito me tem surpreendido, tem sido o jogador Rothen, do Monaco. Com um pé esquerdo a fazer lembrar Drulovic, este será provavelmente um jogador fascinante a curto/médio prazo.
segunda-feira, abril 05, 2004
Originalidade versus Imitação
É uma questão interessante de ser abordada. Ontem em mais uma das minhas incursões pela noite barreirense surgiu essa discussão. É mesmo díficil ser-se original nos dias que correm. E quanto mais nos aplicamos para ser originais, pior se torna. Acho que original é aquele que nem dá por isso, que faz as coisas sempre com um propósito de ajudar em alguma coisa, remodelar algo, instruir alguém através da criação. Agora criar só para ser original...parece-me dificil que essa pessoa consiga fazer algo diferente de tudo o que já foi feito. A impossibilidade de tal tarefa começa logo no plano, pois segundo essa pessoa, o original terá de ter uma base em algo já orquestrado.
Para mim, a originalidade surge quando menos esperamos e depois de alcançada agarramo-nos tanto à nossa obra de arte de dificilemente compartilhamos com os outros. Não é uma questão de egoísmo, é apenas o receio de que ninguém compreenda a mensagem do que acabámos de criar.
Por isso os verdadeiros artistas são loucos, vivem desesperados por terem a sua vida revelada a todo o mundo e pior que tudo, ninguém compreende o que querem transmitir.
O auge de toda esta problemática é definir o que é original e o que é imitação. Não me debrucarei muito sobre este assunto, esta foi apenas uma opinião geral sobre a questão. Vou deixar as grandes discussões sobre isto para depois...pode ser que encontre algum artista realmente original até lá.
E já que falamos em arte, e porque este blog também é frequentado por alguns colegas da Faculdade de Letras, deixo aqui alguns trabalhos do Pedro Sousa.
É uma questão interessante de ser abordada. Ontem em mais uma das minhas incursões pela noite barreirense surgiu essa discussão. É mesmo díficil ser-se original nos dias que correm. E quanto mais nos aplicamos para ser originais, pior se torna. Acho que original é aquele que nem dá por isso, que faz as coisas sempre com um propósito de ajudar em alguma coisa, remodelar algo, instruir alguém através da criação. Agora criar só para ser original...parece-me dificil que essa pessoa consiga fazer algo diferente de tudo o que já foi feito. A impossibilidade de tal tarefa começa logo no plano, pois segundo essa pessoa, o original terá de ter uma base em algo já orquestrado.
Para mim, a originalidade surge quando menos esperamos e depois de alcançada agarramo-nos tanto à nossa obra de arte de dificilemente compartilhamos com os outros. Não é uma questão de egoísmo, é apenas o receio de que ninguém compreenda a mensagem do que acabámos de criar.
Por isso os verdadeiros artistas são loucos, vivem desesperados por terem a sua vida revelada a todo o mundo e pior que tudo, ninguém compreende o que querem transmitir.
O auge de toda esta problemática é definir o que é original e o que é imitação. Não me debrucarei muito sobre este assunto, esta foi apenas uma opinião geral sobre a questão. Vou deixar as grandes discussões sobre isto para depois...pode ser que encontre algum artista realmente original até lá.
E já que falamos em arte, e porque este blog também é frequentado por alguns colegas da Faculdade de Letras, deixo aqui alguns trabalhos do Pedro Sousa.
sexta-feira, abril 02, 2004
A Seleçcão é de todos nós
Ou pelo menos já foi. Agora acho que é só do Scolari. Depois do descalabro no mundial coreano/japonês vi muita gente a pedir um treinador que impusesse disciplina nos jogadores portugueses e tiveram-no. Agora aguentem-se à bronca. Quanto a mim não era preciso ir buscar um "sargentão" para a selecção, pois o Major Valentim Loureiro também podia fazer isso. Os defensores da escolha de Scolari dizem que ele é campeão do mundo. Eu cá digo que o sistema táctico do Brasil que ele utilizou era ridículo e foi apenas através de favorecimento das arbitragens que o Brasil chegou à final. A haver um vencedor que tivesse sido a Alemanha, que apesar de não ter efectuado grandes exibições ao menos não precisou da ajuda dos árbitros para chegar à final. Aliás, esse mundial foi quase tão mau como o Itália 90, pois das quatro equipas presentes nas meias-finais, duas delas foram fortemente beneficiadas pelos árbitros (Brasil e Coreia do Sul).
Mas estou a afastar-me da questão Scolari. A verdade é que ele não liga nada se o povo quer jogador X ou Y na equipa. A equipa é dele e pronto. Logo, e como jogamo em casa, o mínimo que podemos pedir é a vitória. Infelizmente acho que isto vai correr mal e nem aos quarto-de-final chegamos. Tou apenas a ser pessimista (característica de qualquer luso que se preze), e tenho muitos motivos para pensar assim: a seleccão não joga nada e não mostra a atitude que o treinador pede. E se não mostra de quem é a culpa? Do treinador obviamente, pois não consegue incutir à equipa essa mesma atitude.
De qualquer maneira, espero que corra tudo bem a Portugal no Europeu de futebol e como está na moda fazer selecções, eu cá também faço a minha:
Ricardo; Paulo Ferreira, Ricardo Carvalho, Jorge Andrade e Nuno Valente; Costinha, Maniche, Figo, Rui Costa e Simão; Pauleta
Claro que não me serve de muito se tiver estes jogadores a correrem sem grande empenhamento, por isso o melhor mesmo é o meninos da selecção treinarem bem a atitude, que isso é que faz falta.
Ou pelo menos já foi. Agora acho que é só do Scolari. Depois do descalabro no mundial coreano/japonês vi muita gente a pedir um treinador que impusesse disciplina nos jogadores portugueses e tiveram-no. Agora aguentem-se à bronca. Quanto a mim não era preciso ir buscar um "sargentão" para a selecção, pois o Major Valentim Loureiro também podia fazer isso. Os defensores da escolha de Scolari dizem que ele é campeão do mundo. Eu cá digo que o sistema táctico do Brasil que ele utilizou era ridículo e foi apenas através de favorecimento das arbitragens que o Brasil chegou à final. A haver um vencedor que tivesse sido a Alemanha, que apesar de não ter efectuado grandes exibições ao menos não precisou da ajuda dos árbitros para chegar à final. Aliás, esse mundial foi quase tão mau como o Itália 90, pois das quatro equipas presentes nas meias-finais, duas delas foram fortemente beneficiadas pelos árbitros (Brasil e Coreia do Sul).
Mas estou a afastar-me da questão Scolari. A verdade é que ele não liga nada se o povo quer jogador X ou Y na equipa. A equipa é dele e pronto. Logo, e como jogamo em casa, o mínimo que podemos pedir é a vitória. Infelizmente acho que isto vai correr mal e nem aos quarto-de-final chegamos. Tou apenas a ser pessimista (característica de qualquer luso que se preze), e tenho muitos motivos para pensar assim: a seleccão não joga nada e não mostra a atitude que o treinador pede. E se não mostra de quem é a culpa? Do treinador obviamente, pois não consegue incutir à equipa essa mesma atitude.
De qualquer maneira, espero que corra tudo bem a Portugal no Europeu de futebol e como está na moda fazer selecções, eu cá também faço a minha:
Ricardo; Paulo Ferreira, Ricardo Carvalho, Jorge Andrade e Nuno Valente; Costinha, Maniche, Figo, Rui Costa e Simão; Pauleta
Claro que não me serve de muito se tiver estes jogadores a correrem sem grande empenhamento, por isso o melhor mesmo é o meninos da selecção treinarem bem a atitude, que isso é que faz falta.
domingo, março 28, 2004
Os cegos não podem ter um Deja Vu
Não me apetece falar de nada, apenas sinto o desejo de escrever aqui, à espera que assunto apareça, corrigindo o que escrevo...enfim, passando algum tempo a testar a minha prática com os dedos no teclado. Por falar nisso, gostava de saber quanto músculos utilizamos quando escrevemos num teclado. Será que são mais do que quando estamos a escrever numa folha? Provavelmente são. Já agora, creio que a utilização dos teclados ao invés da escrita deverá influenciar o nosso desenvolvimento futuramente: tal como o polegar se afastou gradualmente do resto dos dedos, também alguma (de)formação irá existir no futuro. Isto se não acabarem com o mundo primeiro. O mundo em que todos nós vivemos, usamos as nossas capacidades de raciocínio básicas e complexas, em que forçamos o físico muitas vezes além do recomendado. O mundo que continua em rotação e em órbita constante e que nós, na insignificância do nosso ser, dizemos muitas vezes que é uma merda. Interessantes, no mínimo, estas afirmações. Acho que não devia ter escrito uma asneira agora. Estraguei o post, agora já toda a gente vai dizer que sou mal-educado e que não tenho respeito por ninguém. Mas não fazem de propósito, é uma questão de subconsciente. Uma pessoa que tenha umas teorias bem argumentadas mas que se explane dizendo milhares de asneiras não tem crédito. Por muito que gostemos dessa pessoa, o nosso subconsciente diz-nos que essa pessoa não presta. É como o Deja Vu. Não sabemos porque é assim, a verdade é que acontecem. Dizem que é um atraso da memória visual para com a memória instalada no nosso cérebro. E dizem também que acontece a quem passa muitas horas frente a um computador. Partindo desta teoria, os cegos não podem ter um Deja Vu: Fixe, consegui ter acesso a uma informação extremamente válida para o meu futuro. Aliás, vou até colocar como título isso. Claro que as pessoas que lêem "os cegos não podem ter um Deja Vu" ficam logo atraídos pelo que vou escrever, apesar de só estar a dizer merda irrelevante. Disse merda outra vez. E outra vez. É um ciclo, e é também das palavras que fazem parte do vocabulário activo da maior parte dos portugueses. Alguns politicos preferem dizer "palerma", expressão tão usual como "cretino" ou "idiota". Os politicos nunca chamam "estúpido" uns aos outros porque, diz-se por aí, tem um sentido altamente perjurativo. E como toda a gente lhes liga, eles não podem dar maus exemplos. Por isso é que já vi colegas a serem expulsos da aula porque chamaram estúpido a não sei quem. Se tivessem chamado palerma provavelmente poderiam ter continuado na aula....
...ou não!
Não me apetece falar de nada, apenas sinto o desejo de escrever aqui, à espera que assunto apareça, corrigindo o que escrevo...enfim, passando algum tempo a testar a minha prática com os dedos no teclado. Por falar nisso, gostava de saber quanto músculos utilizamos quando escrevemos num teclado. Será que são mais do que quando estamos a escrever numa folha? Provavelmente são. Já agora, creio que a utilização dos teclados ao invés da escrita deverá influenciar o nosso desenvolvimento futuramente: tal como o polegar se afastou gradualmente do resto dos dedos, também alguma (de)formação irá existir no futuro. Isto se não acabarem com o mundo primeiro. O mundo em que todos nós vivemos, usamos as nossas capacidades de raciocínio básicas e complexas, em que forçamos o físico muitas vezes além do recomendado. O mundo que continua em rotação e em órbita constante e que nós, na insignificância do nosso ser, dizemos muitas vezes que é uma merda. Interessantes, no mínimo, estas afirmações. Acho que não devia ter escrito uma asneira agora. Estraguei o post, agora já toda a gente vai dizer que sou mal-educado e que não tenho respeito por ninguém. Mas não fazem de propósito, é uma questão de subconsciente. Uma pessoa que tenha umas teorias bem argumentadas mas que se explane dizendo milhares de asneiras não tem crédito. Por muito que gostemos dessa pessoa, o nosso subconsciente diz-nos que essa pessoa não presta. É como o Deja Vu. Não sabemos porque é assim, a verdade é que acontecem. Dizem que é um atraso da memória visual para com a memória instalada no nosso cérebro. E dizem também que acontece a quem passa muitas horas frente a um computador. Partindo desta teoria, os cegos não podem ter um Deja Vu: Fixe, consegui ter acesso a uma informação extremamente válida para o meu futuro. Aliás, vou até colocar como título isso. Claro que as pessoas que lêem "os cegos não podem ter um Deja Vu" ficam logo atraídos pelo que vou escrever, apesar de só estar a dizer merda irrelevante. Disse merda outra vez. E outra vez. É um ciclo, e é também das palavras que fazem parte do vocabulário activo da maior parte dos portugueses. Alguns politicos preferem dizer "palerma", expressão tão usual como "cretino" ou "idiota". Os politicos nunca chamam "estúpido" uns aos outros porque, diz-se por aí, tem um sentido altamente perjurativo. E como toda a gente lhes liga, eles não podem dar maus exemplos. Por isso é que já vi colegas a serem expulsos da aula porque chamaram estúpido a não sei quem. Se tivessem chamado palerma provavelmente poderiam ter continuado na aula....
...ou não!
sexta-feira, março 26, 2004
segunda-feira, março 22, 2004
sábado, março 20, 2004
Inveja escocesa
Em declarações a um jornal britânico, Martin O´Neill, treinador do Celtic Glasgow (clube que muito admiro) disse que ia rezar para que o Olympique Lyonnais eliminasse o FC Porto na Liga dos Campeões. Acrescentando, O'Neill afirma também que Mourinho é um "fala-barato" enquanto critica as pretensas simulações dos jogadores portistas na final da Taça UEFA 2002/2003. Por estranho que pareça, eu até pensava que estes treinadores tinham posturas idênticas, pois ambos são arrogantes, lançam muitas "postas" aos adversários e apresentam resultados fantásticos. Dos méritos de Mourinho todos os portugueses sabem, quanto aos de O'Neill, basta dizer que a nível escocês prepara-se para ganhar o campeonato e a Taça, enquanto continua em prova na Taça UEFA. Mas porque só fala agora o britânico quando já se passou tanto tempo? Partindo do pressuposto que ele não levou tantos meses para assimilar o que aconteceu em Sevilha, é fácil de adivinhar que há outras razões para estas críticas. Uma delas é o boato sobre a saída de Alex Ferguson do Manchester United. Um dos nomes mais bem posicionados para lhe suceder é, imagine-se, Martin O´Neill! E nada melhor do que repetir as palavras de Sir Alex Ferguson sobre as simulações dos jogadores portistas para cair no goto dos adeptos ingleses, mais propriamente, dos adeptos do Man Utd. Nesta história toda fico apenas com pena do Celtic, que vê o seu grande nome envolvido numa disputa de interesses. Saiba-se também que os adeptos do Celtic na final de Sevilha portaram-se de uma maneira exemplar e inclusivé, respeitaram os festejos portugueses. Tomara eu que todos os adeptos portugueses fossem tão educados como os escoceses do Celtic.
Quanto a Mourinho, ele não deve ter dado muita importância ao caso, até porque ele não precisa de ser papagaio de ninguém para chegar a um grande clube europeu.
Em declarações a um jornal britânico, Martin O´Neill, treinador do Celtic Glasgow (clube que muito admiro) disse que ia rezar para que o Olympique Lyonnais eliminasse o FC Porto na Liga dos Campeões. Acrescentando, O'Neill afirma também que Mourinho é um "fala-barato" enquanto critica as pretensas simulações dos jogadores portistas na final da Taça UEFA 2002/2003. Por estranho que pareça, eu até pensava que estes treinadores tinham posturas idênticas, pois ambos são arrogantes, lançam muitas "postas" aos adversários e apresentam resultados fantásticos. Dos méritos de Mourinho todos os portugueses sabem, quanto aos de O'Neill, basta dizer que a nível escocês prepara-se para ganhar o campeonato e a Taça, enquanto continua em prova na Taça UEFA. Mas porque só fala agora o britânico quando já se passou tanto tempo? Partindo do pressuposto que ele não levou tantos meses para assimilar o que aconteceu em Sevilha, é fácil de adivinhar que há outras razões para estas críticas. Uma delas é o boato sobre a saída de Alex Ferguson do Manchester United. Um dos nomes mais bem posicionados para lhe suceder é, imagine-se, Martin O´Neill! E nada melhor do que repetir as palavras de Sir Alex Ferguson sobre as simulações dos jogadores portistas para cair no goto dos adeptos ingleses, mais propriamente, dos adeptos do Man Utd. Nesta história toda fico apenas com pena do Celtic, que vê o seu grande nome envolvido numa disputa de interesses. Saiba-se também que os adeptos do Celtic na final de Sevilha portaram-se de uma maneira exemplar e inclusivé, respeitaram os festejos portugueses. Tomara eu que todos os adeptos portugueses fossem tão educados como os escoceses do Celtic.
Quanto a Mourinho, ele não deve ter dado muita importância ao caso, até porque ele não precisa de ser papagaio de ninguém para chegar a um grande clube europeu.
sexta-feira, março 19, 2004
Economistas
Que raça estranha a dos economistas. Que seres tão frios e apaixonados pelos números e pelo debate da globalização. Comparo-os a pequenos artesãos que se fecham em casa a construir uma nova invenção que apesar de não mudar o mundo, vai fazer deles ricos. Este alheamento do mundo é que lhes concede fazer declarações em época de reflexão política como "as aplicações Customer Relationship Management são outra área essencial que nos permitiu desenvolver soluções integradas e abrangentes de Enterprise Resource Management". Como se não chegasse, depois declaram que "Portugal é um país benchmark". O comum português ao saber isto e mais preocupado com os prováveis atentados terroristas do que com economia, pensa imediatamente que esta referência a Portugal, ainda mais com um termo técnico, só pode significar perigo eminente. E se o economista acrescentar "Portugal é seguramente um país a apostar", aí deve ser o pânico generalizado. Por isso é melhor que os pequenos artesãos fiquem mas é caladinhos e entretidos com a sua invenção em vez de usarem termos como flutuação de mercados ou ambiente standard porque isto já anda demasiado tenso para estes lados.
Que raça estranha a dos economistas. Que seres tão frios e apaixonados pelos números e pelo debate da globalização. Comparo-os a pequenos artesãos que se fecham em casa a construir uma nova invenção que apesar de não mudar o mundo, vai fazer deles ricos. Este alheamento do mundo é que lhes concede fazer declarações em época de reflexão política como "as aplicações Customer Relationship Management são outra área essencial que nos permitiu desenvolver soluções integradas e abrangentes de Enterprise Resource Management". Como se não chegasse, depois declaram que "Portugal é um país benchmark". O comum português ao saber isto e mais preocupado com os prováveis atentados terroristas do que com economia, pensa imediatamente que esta referência a Portugal, ainda mais com um termo técnico, só pode significar perigo eminente. E se o economista acrescentar "Portugal é seguramente um país a apostar", aí deve ser o pânico generalizado. Por isso é melhor que os pequenos artesãos fiquem mas é caladinhos e entretidos com a sua invenção em vez de usarem termos como flutuação de mercados ou ambiente standard porque isto já anda demasiado tenso para estes lados.
segunda-feira, março 15, 2004
O PSOE ganhou as eleições espanholas e José Zapatero (tem cara de ultra-corrupto) é o novo presidente. E depois? A merda já foi feita, isto agora são pormenores. E pior, não sei como ele conseguiu pôr tantos sonrisas quando ganhou as eleições, estando a Espanha de luto. Essa imagem do presidente a rir após ter ganho as eleições é elucidativa do quanto os governantes se preocupam com o povo real, aquele que ainda sofre as consequências do 11-M.
sábado, março 13, 2004
O Sol levantar-se-á de novo, mas por quanto tempo?
Por muito que queira pensar sobre o assunto, não consigo decifrar a verdadeira motivação que leva a cometer-se atentados como o de 11 de Março de 2004. Al Qaeda, ETA ou qualquer outro fundamentalismo apenas me causa repugnância e estranheza pelo mundo em que habitamos. No principio deste mês questionava as crenças e explicações para os actos de pedofilia cometidos em Bruxelas em 1997, e após este ataque, mais mergulhado em confusão e constrangimento me sinto. Eu sei que no mundo não são tudo rosas e que a criminalidade nos grandes centros urbanos aumenta a cada dia, assim como as divisões políticas são cada vez mais e que as fanáticas facções religiosas se multiplicam pelos países de terceiro mundo e até nos países ditos desenvolvidos. O que continuo sem compreender é como pode o homem continuar a chacinar falsos inimigos, apenas porque eles não acreditam no mesmo que ele? Onde está o respeito pelas opiniões de outros, onde está o respeito que as inscrições antigas clamam?
Aparte estas interrogações por detrás da tragédia, há que não esquecer a verdadeira tragédia, as 1400 pessoas (entre mortos e feridos) que não puderam estar nas gigantescas manifestações de ontem. As 1400 vítimas de uma barbárie que nem os antigos bárbaros seriam capazes de cometer. As 1400 almas que sem saberem como e porquê, viram-se envolvidas na luta que às élites pertence. É assim que a democracia dita leis. A nós (ao povo), cabe-nos esperar o melhor dos nossos governantes enquanto sofremos com os males que eles não conseguem pôr cobro. O que aconteceu no dia 11 de Março de 2004 é também um falhanço da Democracia, que nos faz pensar qual o estado político que lhe seguirá e como pode esse estado superar a Democracia, que ainda assim, considero a melhor escolha?
Questões a pensar, após uma tragédia de difícil esquecimento e que soa a alerta em vésperas de Europeu.
Por muito que queira pensar sobre o assunto, não consigo decifrar a verdadeira motivação que leva a cometer-se atentados como o de 11 de Março de 2004. Al Qaeda, ETA ou qualquer outro fundamentalismo apenas me causa repugnância e estranheza pelo mundo em que habitamos. No principio deste mês questionava as crenças e explicações para os actos de pedofilia cometidos em Bruxelas em 1997, e após este ataque, mais mergulhado em confusão e constrangimento me sinto. Eu sei que no mundo não são tudo rosas e que a criminalidade nos grandes centros urbanos aumenta a cada dia, assim como as divisões políticas são cada vez mais e que as fanáticas facções religiosas se multiplicam pelos países de terceiro mundo e até nos países ditos desenvolvidos. O que continuo sem compreender é como pode o homem continuar a chacinar falsos inimigos, apenas porque eles não acreditam no mesmo que ele? Onde está o respeito pelas opiniões de outros, onde está o respeito que as inscrições antigas clamam?
Aparte estas interrogações por detrás da tragédia, há que não esquecer a verdadeira tragédia, as 1400 pessoas (entre mortos e feridos) que não puderam estar nas gigantescas manifestações de ontem. As 1400 vítimas de uma barbárie que nem os antigos bárbaros seriam capazes de cometer. As 1400 almas que sem saberem como e porquê, viram-se envolvidas na luta que às élites pertence. É assim que a democracia dita leis. A nós (ao povo), cabe-nos esperar o melhor dos nossos governantes enquanto sofremos com os males que eles não conseguem pôr cobro. O que aconteceu no dia 11 de Março de 2004 é também um falhanço da Democracia, que nos faz pensar qual o estado político que lhe seguirá e como pode esse estado superar a Democracia, que ainda assim, considero a melhor escolha?
Questões a pensar, após uma tragédia de difícil esquecimento e que soa a alerta em vésperas de Europeu.
sexta-feira, março 12, 2004
quarta-feira, março 10, 2004
Ao poeta e à obra
É a história responsável pela imortalidade das figuras e dos factos. É a ela que devemos agradecer a maior parte das explicações do passado e, possivelmente, do futuro.
O poeta que passa à imortalidade é aquele que se insurge contra o tempo, não necessita dele para realizar a sua visão, pensamento, quiçá filosofia. É ao poeta que agradecemos a perspectiva histórica: de forma errada. Situar os poetas no tempo é um exercicio contra a humanidade. Muitos deles (poetas) reflectem nas suas palavras a inspiração do momento - prezo demais tais escritores, mas outros, instruídos pela revolta à sociedade em que viveram ou vivem, preferem atirar-se a ela, contribuíndo assim para o estudo histórico mas descontextualizando-se da real e eterna mensagem - a mensagem interior, a do ser humano, para sempre eterna.
Por isso, aos leitores de Fernando Pessoa é dada a escolha: amar ou odiar? Eu prefiro amar e odiar igualmente a sua obra. Nesta conta-se um índividuo angustiado, de óptima formação e educação, sofredor no mundo em que vivia. O imortal dos seus textos é a referência aos seus dissabores amorosos e problemas existenciais, é isto que define o carácter imortal da sua obra.
Qualquer tópico de relação histórica é um passo atrás na mente criativa de um poeta, são menos versos de intensidade humana, menos utopia, mais realidade.
Não é por isso que digo não à história. Ela é e será uma das principais fontes de estudo do comportamento humano, das massas e do mundo. Mas ela não tem emoção, é limitada nos sentimentos. Não a condeno por isso, porque não é a ela que cabe a expressão das sensações que nos fluem a vida. Ela deverá ser sim, categórica mas susceptível de mudança, tirana mas ouvinte de todos os relatos e documentos, solitária e dependente das outras ciências.
No entanto, a fronteira entre a mera mortalidade e plena imortalidade não se esgota na acreditação de quaisquer Deus(es), é sim um esforço que não retribuímos aos poetas, amantes das emoções e das palavras, e tristes pelo povo e pelo presente. Para melhor compreender como é o meu ideal de poeta, talvez seja melhor citar um dos tais:
Espírito que passas, quando o vento
Adormece no mar e surge a Lua,
Filho esquivo da noite que flutua,
Tu só entendes bem o meu tormento...
Antero de Quental
É assim através da luta pelo não envolvimento com o resto do mundo que o poeta perpetua a sua obra, não caíndo na exacta descrição dos seus olhos, não se tornando um historiador sofista.
É a história responsável pela imortalidade das figuras e dos factos. É a ela que devemos agradecer a maior parte das explicações do passado e, possivelmente, do futuro.
O poeta que passa à imortalidade é aquele que se insurge contra o tempo, não necessita dele para realizar a sua visão, pensamento, quiçá filosofia. É ao poeta que agradecemos a perspectiva histórica: de forma errada. Situar os poetas no tempo é um exercicio contra a humanidade. Muitos deles (poetas) reflectem nas suas palavras a inspiração do momento - prezo demais tais escritores, mas outros, instruídos pela revolta à sociedade em que viveram ou vivem, preferem atirar-se a ela, contribuíndo assim para o estudo histórico mas descontextualizando-se da real e eterna mensagem - a mensagem interior, a do ser humano, para sempre eterna.
Por isso, aos leitores de Fernando Pessoa é dada a escolha: amar ou odiar? Eu prefiro amar e odiar igualmente a sua obra. Nesta conta-se um índividuo angustiado, de óptima formação e educação, sofredor no mundo em que vivia. O imortal dos seus textos é a referência aos seus dissabores amorosos e problemas existenciais, é isto que define o carácter imortal da sua obra.
Qualquer tópico de relação histórica é um passo atrás na mente criativa de um poeta, são menos versos de intensidade humana, menos utopia, mais realidade.
Não é por isso que digo não à história. Ela é e será uma das principais fontes de estudo do comportamento humano, das massas e do mundo. Mas ela não tem emoção, é limitada nos sentimentos. Não a condeno por isso, porque não é a ela que cabe a expressão das sensações que nos fluem a vida. Ela deverá ser sim, categórica mas susceptível de mudança, tirana mas ouvinte de todos os relatos e documentos, solitária e dependente das outras ciências.
No entanto, a fronteira entre a mera mortalidade e plena imortalidade não se esgota na acreditação de quaisquer Deus(es), é sim um esforço que não retribuímos aos poetas, amantes das emoções e das palavras, e tristes pelo povo e pelo presente. Para melhor compreender como é o meu ideal de poeta, talvez seja melhor citar um dos tais:
Espírito que passas, quando o vento
Adormece no mar e surge a Lua,
Filho esquivo da noite que flutua,
Tu só entendes bem o meu tormento...
Antero de Quental
É assim através da luta pelo não envolvimento com o resto do mundo que o poeta perpetua a sua obra, não caíndo na exacta descrição dos seus olhos, não se tornando um historiador sofista.
terça-feira, março 09, 2004
Tanto futebol...
Pois é, o FC Porto fez uma exibição memorável no teatro dos sonhos (Old Trafford) e passou para a eliminatória seguinte da Liga dos Campeões. Do jogo há a destacar o golo de Costinha aos 89 minutos que garantiu a passagem. Um golo "à Costinha", fazendo lembrar o célebre golo frente à Roménia nos ultimos instantes da partida, a contar para o Europeu de 2000.
Já começou também o paleio barato: "o FCP está entre as 8 melhores equipas da Europa", "que venha o Real Madrid", etc...nada que não seja habitual, embora sinceramente, prefira ouvir falar os portistas em vez dos benfiquistas, já que estes últimos além de serem em maior número (começo a duvidar da teoria dos 6 milhões) são também mais chatos. Basta ganharem ao Sporting que saem logo todos à rua com os cachecóis e os barretes.
E por falar em futebol, hoje num conferência que decorreu na faculdade, salientou-se novamente o "espírito europeu" - essencial para traçar o bom caminho de uma Europa cada vez mais famigerada pelas suspeitas e falta de transparência. E relacionando o futebol e toda a disputa verbal, no campo e económica que assume na sociedade de hoje, não é dificil de adivinhar que o futebol é hoje um instrumento de patriotismo, nada benéfico à união da Europa e porventura, até prejudicial a esta.
Pois é, o FC Porto fez uma exibição memorável no teatro dos sonhos (Old Trafford) e passou para a eliminatória seguinte da Liga dos Campeões. Do jogo há a destacar o golo de Costinha aos 89 minutos que garantiu a passagem. Um golo "à Costinha", fazendo lembrar o célebre golo frente à Roménia nos ultimos instantes da partida, a contar para o Europeu de 2000.
Já começou também o paleio barato: "o FCP está entre as 8 melhores equipas da Europa", "que venha o Real Madrid", etc...nada que não seja habitual, embora sinceramente, prefira ouvir falar os portistas em vez dos benfiquistas, já que estes últimos além de serem em maior número (começo a duvidar da teoria dos 6 milhões) são também mais chatos. Basta ganharem ao Sporting que saem logo todos à rua com os cachecóis e os barretes.
E por falar em futebol, hoje num conferência que decorreu na faculdade, salientou-se novamente o "espírito europeu" - essencial para traçar o bom caminho de uma Europa cada vez mais famigerada pelas suspeitas e falta de transparência. E relacionando o futebol e toda a disputa verbal, no campo e económica que assume na sociedade de hoje, não é dificil de adivinhar que o futebol é hoje um instrumento de patriotismo, nada benéfico à união da Europa e porventura, até prejudicial a esta.
segunda-feira, março 08, 2004
Sonho
Com o frio deste ultimos dias, apetece é enfiar-nos numa casinha ladeada de neve e de onde o fumo sai através de uma chaminé sempre fumegante, o que nos faz imaginar uma sala acolhedora, com umas cadeiras almofadadas e com uma lareira diante de um senhor que vai apreciando o seu belo cachimbo e pensando nas eventualidades da sua vida, que decerto não terá sido fácil. Em suma, quero uma casa destas. Na serra da Estrela, na Lapónia, em Andorra-la-vella, qualquer local montanhosa com neve serve.
Curiosidade
O meu irmão veio agora contar-me a sequência do marcador no Jogo Grasshoppers - Zürich. Então é assim: 0-2, de seguida a equipa da casa reduz para 1-2, os forasteiros adiantam-se novamente para 1-4, o Grasshoppers reduz novamente aos 2-4, de seguida o Zürich amplia ainda mais para 2-5, e neta altura ja pensavam que estava o jogo ganho, mas uma 2ª parte de luxo levou o resultado até aos...imagine-se....6-5!!! Jogo de loucos que faz lembrar os meus jogos de futebol ao fim-de-semana que terminam quase sempre em 10-8, 10-9 ou qualquer coisa assim parecida.
Com o frio deste ultimos dias, apetece é enfiar-nos numa casinha ladeada de neve e de onde o fumo sai através de uma chaminé sempre fumegante, o que nos faz imaginar uma sala acolhedora, com umas cadeiras almofadadas e com uma lareira diante de um senhor que vai apreciando o seu belo cachimbo e pensando nas eventualidades da sua vida, que decerto não terá sido fácil. Em suma, quero uma casa destas. Na serra da Estrela, na Lapónia, em Andorra-la-vella, qualquer local montanhosa com neve serve.
Curiosidade
O meu irmão veio agora contar-me a sequência do marcador no Jogo Grasshoppers - Zürich. Então é assim: 0-2, de seguida a equipa da casa reduz para 1-2, os forasteiros adiantam-se novamente para 1-4, o Grasshoppers reduz novamente aos 2-4, de seguida o Zürich amplia ainda mais para 2-5, e neta altura ja pensavam que estava o jogo ganho, mas uma 2ª parte de luxo levou o resultado até aos...imagine-se....6-5!!! Jogo de loucos que faz lembrar os meus jogos de futebol ao fim-de-semana que terminam quase sempre em 10-8, 10-9 ou qualquer coisa assim parecida.
quinta-feira, março 04, 2004
Ran, os senhores da guerra
Eis o filme que hoje passava no canal holywood de manhã. Fiuei estupefacto uma vez mais com a qualidade deste filme realizado por Akira Kurusawa no ano de 1985. O melhor elogio que se pode dar é dizer que o Ultimo Samurai é ridículo comparado a este filme (com as devidas diferenças no argumento, claro está). Se já viram, ou possuem intenções de ver, recomendo vivamente. Atenção também à fotografia do filme: ambiente muito escuro quando necessário e extraordinária luminosidade nas cenas épicas.
Eis o filme que hoje passava no canal holywood de manhã. Fiuei estupefacto uma vez mais com a qualidade deste filme realizado por Akira Kurusawa no ano de 1985. O melhor elogio que se pode dar é dizer que o Ultimo Samurai é ridículo comparado a este filme (com as devidas diferenças no argumento, claro está). Se já viram, ou possuem intenções de ver, recomendo vivamente. Atenção também à fotografia do filme: ambiente muito escuro quando necessário e extraordinária luminosidade nas cenas épicas.
terça-feira, março 02, 2004
E vivó velho!
E se um dia alguém desatar ao pontapé num estádio? É um jogo de futebol normal e praticado num honroso fair-play pensará qualquer um. Mas não! Das trevas recambolescas e burocráticas da pacata civilização de Marco de Canaveses surge o aventureiro Avelino Ferreira Torres, capaz de pôr cobro à falta de arruamentos e de produzir o pior exemplo que um autarca pode dar. Pelo meio insulta jornalistas, chamando-os de mentirosos e aldrabões. E na última das suas forças, consegue dizer que tudo o que fez repetiria sem mudar nada. No final apenas me ocorre a palavra "herói" para definir este senhor. O herói que o povo gostaria de tornar mártir, qual D. Sebastião do novo milénio.
E se um dia alguém desatar ao pontapé num estádio? É um jogo de futebol normal e praticado num honroso fair-play pensará qualquer um. Mas não! Das trevas recambolescas e burocráticas da pacata civilização de Marco de Canaveses surge o aventureiro Avelino Ferreira Torres, capaz de pôr cobro à falta de arruamentos e de produzir o pior exemplo que um autarca pode dar. Pelo meio insulta jornalistas, chamando-os de mentirosos e aldrabões. E na última das suas forças, consegue dizer que tudo o que fez repetiria sem mudar nada. No final apenas me ocorre a palavra "herói" para definir este senhor. O herói que o povo gostaria de tornar mártir, qual D. Sebastião do novo milénio.
segunda-feira, março 01, 2004
Triste sina
Mentes perversas não me chegam para convencer dos crimes cometidos. Muito menos no caso da pedofilia. A demência de tais actos não pode ser desculpada com nenhuma pena excepto a morte. A pena capital é o único meio de findar vidas desesperadas, instruídas à vingança, não olhando à raça, sexo ou idade do ser humano.
Na Bélgica iniciou-se hoje o julgamento de Dutroux, o principal suspeito de crimes de pedofilia ocorridos no ano de 1997 no mesmo país. Devido à leveza da justiça belga, o máximo que pode aspirar o suspeito é a prisão perpétua. Oxalá viva longos anos enclausurado entre as grades, que sofra apenas metade do que as crianças que violou sofreram.
Loubna Ben-Aissa era uma pequena rapariga que vivia feliz, na doce ingenuidade da infantilidade quando, um "homem" a espancou, violou e deixou-a a sofrer dentro de um baú até ela dar o seu último suspiro. Que género de crime cometeu esta criança para morrer assim? Que género de crimes praticaram as crianças que morrem diariamente à fome? Que crimes fizeram as crianças para serem baleadas sem piedade em conflitos que os mais velhos deveriam ter posto termo há muitos anos atrás?
Por muito que se reze a uma religião, por muitas lamentações que suspiremos, por muitas explicações que possamos dar, estas crianças morreram injustamente num mundo estúpido. É este o fenómeno da Humanidade? Passamos o tempo a mandar a sujidade para debaixo do tapete, até que um dia alguém decide levantar o tapete. Quando esse dia chegar, e porque o homem é um ser mesquinho e teimoso, entraremos novamente em guerra, a última que acabará decerto com este mundo. No fundo é capaz de ser o melhor, visto como diz o poeta: "o mundo é das crianças", e a partir do momento que elas não têm espaço para nele viver, o melhor é acabar definitivamente com ele.
Mentes perversas não me chegam para convencer dos crimes cometidos. Muito menos no caso da pedofilia. A demência de tais actos não pode ser desculpada com nenhuma pena excepto a morte. A pena capital é o único meio de findar vidas desesperadas, instruídas à vingança, não olhando à raça, sexo ou idade do ser humano.
Na Bélgica iniciou-se hoje o julgamento de Dutroux, o principal suspeito de crimes de pedofilia ocorridos no ano de 1997 no mesmo país. Devido à leveza da justiça belga, o máximo que pode aspirar o suspeito é a prisão perpétua. Oxalá viva longos anos enclausurado entre as grades, que sofra apenas metade do que as crianças que violou sofreram.
Loubna Ben-Aissa era uma pequena rapariga que vivia feliz, na doce ingenuidade da infantilidade quando, um "homem" a espancou, violou e deixou-a a sofrer dentro de um baú até ela dar o seu último suspiro. Que género de crime cometeu esta criança para morrer assim? Que género de crimes praticaram as crianças que morrem diariamente à fome? Que crimes fizeram as crianças para serem baleadas sem piedade em conflitos que os mais velhos deveriam ter posto termo há muitos anos atrás?
Por muito que se reze a uma religião, por muitas lamentações que suspiremos, por muitas explicações que possamos dar, estas crianças morreram injustamente num mundo estúpido. É este o fenómeno da Humanidade? Passamos o tempo a mandar a sujidade para debaixo do tapete, até que um dia alguém decide levantar o tapete. Quando esse dia chegar, e porque o homem é um ser mesquinho e teimoso, entraremos novamente em guerra, a última que acabará decerto com este mundo. No fundo é capaz de ser o melhor, visto como diz o poeta: "o mundo é das crianças", e a partir do momento que elas não têm espaço para nele viver, o melhor é acabar definitivamente com ele.
domingo, fevereiro 29, 2004
Life is like a mystery
with many clues, but with few anwers
to tell us what it is that we can do to look
for messages that keep us from the truth
Há momentos assim...de clareza. O eterno Chuck Schuldiner deixou muitas mensagens, demasiado concretas e verdadeiras para ter deixado este mundo tão cedo.
Olhamos em volta e vemos o quê? Um mundo agitado, por todo o tipo de notícias, pela hipocrisia dos meios de comunicação, pelas multi-opiniões, quase todas vindas de fora e não saídas de dentro. Usar de opiniões dos outros para limitar a nossa é correcto até que ponto?
with many clues, but with few anwers
to tell us what it is that we can do to look
for messages that keep us from the truth
Há momentos assim...de clareza. O eterno Chuck Schuldiner deixou muitas mensagens, demasiado concretas e verdadeiras para ter deixado este mundo tão cedo.
Olhamos em volta e vemos o quê? Um mundo agitado, por todo o tipo de notícias, pela hipocrisia dos meios de comunicação, pelas multi-opiniões, quase todas vindas de fora e não saídas de dentro. Usar de opiniões dos outros para limitar a nossa é correcto até que ponto?
quarta-feira, fevereiro 25, 2004
Carnaval
Bemvindos à época da folia, dos trajes, das máscaras, do samba trazido do Brasil, das mulheres sem roupas trazidas do Brasil, dos reis do desfile trazidos do Brasil! Bemvindos à época mais pseudo-comemorativa do nosso povo! Consegue suplantar a Páscoa e o Natal e só por isso merece o nosso respeito. Neste ano o S. Pedro foi um tipo mais interessado nos seus afazeres que no tempo e lá mandou chuva para o fim-de-semana carnavalesco. Depois no dia de Carnaval lá alguém lhe disse que ele não era a Manuela Ferreira Leite para trabalhar toda a semana sem folga e ele resolveu dar umas benesses aos foliões portugueses. O Barreiro parecia o mercado da Ribeira. Tudo gente estranha a querer vender o seu produto (máscaras e trajes) a gente ainda mais estranha e disposta a gastar o seu parco dinheiro em confetis. Pois bem, comprassem antes Champomi que ao menos não estavam de garganta seca. Com os confetis devem fazer grande coisa...e além disso têm aquele cheiro característico do Carnaval que vos permite ter recordações desta triste época até à Páscoa!
Bemvindos à época da folia, dos trajes, das máscaras, do samba trazido do Brasil, das mulheres sem roupas trazidas do Brasil, dos reis do desfile trazidos do Brasil! Bemvindos à época mais pseudo-comemorativa do nosso povo! Consegue suplantar a Páscoa e o Natal e só por isso merece o nosso respeito. Neste ano o S. Pedro foi um tipo mais interessado nos seus afazeres que no tempo e lá mandou chuva para o fim-de-semana carnavalesco. Depois no dia de Carnaval lá alguém lhe disse que ele não era a Manuela Ferreira Leite para trabalhar toda a semana sem folga e ele resolveu dar umas benesses aos foliões portugueses. O Barreiro parecia o mercado da Ribeira. Tudo gente estranha a querer vender o seu produto (máscaras e trajes) a gente ainda mais estranha e disposta a gastar o seu parco dinheiro em confetis. Pois bem, comprassem antes Champomi que ao menos não estavam de garganta seca. Com os confetis devem fazer grande coisa...e além disso têm aquele cheiro característico do Carnaval que vos permite ter recordações desta triste época até à Páscoa!
segunda-feira, fevereiro 23, 2004
Now playing
Txi...já fazia um tempo que não vinha aqui escrever. É natural, visto ter estado nestes últimos dias a negociar um contrato com um habitante de Laos para a compra de terrenos em Marte. Achei-o uma pessoa de palavra e a documentação que esse senhor de nome Ming me mostrou, pareceu-me bastante interessante e acima de tudo válida. Claro que aceitei as condições propostas pelo respeitável Ming e assinei a escritura nos Açores. Achei muito simpático da parte do Sr. Ming ter-nos dado uma semana de férias nos Açores com tudo pago e apenas para que realizássemos a escritura. Tocou-me esse gesto. Assim lá assinei o contrato, confiando na palavra de Ming. Agora sou dono de uma cratera na zona oeste do planeta. Acho que foi um belo negócio. Ainda bem que o Ricardo falou-me nisto, assim pude investir em algo com futuro.
Fim de semana desportivo
Então não é que o Nacional tem o melhor ataque em casa e quer mesmo acabar o campeonato com esse estatuto?
O FC Porto cumpriu a sua obrigação e venceu por claros 3-0 o triste e desamparado Guimarães. O Nacional tinha que manter a distância neste particular campeonato e vai de marcar também 3 golos, e nada mais nada menos ao Benfica.
Um jogo emotivo, com Adriano a marcar mais 2 "buts" (leva 15 e é o melhor marcador da Sup€rLiga) e o Benfica a confirmar que aquela defesa mete água por tudo o que é canto.
O Sporting conseguiu não perder em Barcelos (!), mas também só trouxe um pontito. Resultado: encomenda das faixas por parte do FC Porto.
Segue-se a Liga dos Campeões e vamos lá comprovar se o Mourinho leva avante esta eliminatória. Tarefa extremamente árdua, mas se tal acontecer será tão festejado quanto a taça UEFA.
It's raining...
Pois é, andam aí uns temporais interessantes. Ontem vim de Lisboa para o Barreiro à 1.25h e ao meu lado para além dos nosso amigos africanos que frequentam o barco de todos nós, vinha também na companhia de uma série de raios que teimavam em ribombar a poucos kilómetros do barco. Vinha um bocado receoso, até porque a viagem ainda dura meia hora (é so até Abril...uff), mas no fim lá cheguei eu mais os meus amigos africanos ao terminal fluvial. Estava a chover "aos potes" (pouring rain -> ver letras de Symphony X) e o 3 ia cheio. Cheguei a casa molhado exteriormente e interiormente (tava uma beca bebâdo) e deitei-me num ápice. Hoje acordei com a minha mãe a refilar com qualquer coisa (situação normal) enquanto a persiana batia na calha como que uma metralhadora (situação anormal). Foi a tarde toda nisto, enquanto a mistura entre chuva e vento continuava incessante.
São duas da matina agora e a chuva continua forte. Apetece-me acabar de forma poética dizendo: esta chuva são lágrimas de uma natureza que chora a sua existência. Deixai-a chorar, pois enquanto ela chora nós humanos refrescamos as mentes perturbadas por uma sociedade em completa sobre-vivência.
Txi...já fazia um tempo que não vinha aqui escrever. É natural, visto ter estado nestes últimos dias a negociar um contrato com um habitante de Laos para a compra de terrenos em Marte. Achei-o uma pessoa de palavra e a documentação que esse senhor de nome Ming me mostrou, pareceu-me bastante interessante e acima de tudo válida. Claro que aceitei as condições propostas pelo respeitável Ming e assinei a escritura nos Açores. Achei muito simpático da parte do Sr. Ming ter-nos dado uma semana de férias nos Açores com tudo pago e apenas para que realizássemos a escritura. Tocou-me esse gesto. Assim lá assinei o contrato, confiando na palavra de Ming. Agora sou dono de uma cratera na zona oeste do planeta. Acho que foi um belo negócio. Ainda bem que o Ricardo falou-me nisto, assim pude investir em algo com futuro.
Fim de semana desportivo
Então não é que o Nacional tem o melhor ataque em casa e quer mesmo acabar o campeonato com esse estatuto?
O FC Porto cumpriu a sua obrigação e venceu por claros 3-0 o triste e desamparado Guimarães. O Nacional tinha que manter a distância neste particular campeonato e vai de marcar também 3 golos, e nada mais nada menos ao Benfica.
Um jogo emotivo, com Adriano a marcar mais 2 "buts" (leva 15 e é o melhor marcador da Sup€rLiga) e o Benfica a confirmar que aquela defesa mete água por tudo o que é canto.
O Sporting conseguiu não perder em Barcelos (!), mas também só trouxe um pontito. Resultado: encomenda das faixas por parte do FC Porto.
Segue-se a Liga dos Campeões e vamos lá comprovar se o Mourinho leva avante esta eliminatória. Tarefa extremamente árdua, mas se tal acontecer será tão festejado quanto a taça UEFA.
It's raining...
Pois é, andam aí uns temporais interessantes. Ontem vim de Lisboa para o Barreiro à 1.25h e ao meu lado para além dos nosso amigos africanos que frequentam o barco de todos nós, vinha também na companhia de uma série de raios que teimavam em ribombar a poucos kilómetros do barco. Vinha um bocado receoso, até porque a viagem ainda dura meia hora (é so até Abril...uff), mas no fim lá cheguei eu mais os meus amigos africanos ao terminal fluvial. Estava a chover "aos potes" (pouring rain -> ver letras de Symphony X) e o 3 ia cheio. Cheguei a casa molhado exteriormente e interiormente (tava uma beca bebâdo) e deitei-me num ápice. Hoje acordei com a minha mãe a refilar com qualquer coisa (situação normal) enquanto a persiana batia na calha como que uma metralhadora (situação anormal). Foi a tarde toda nisto, enquanto a mistura entre chuva e vento continuava incessante.
São duas da matina agora e a chuva continua forte. Apetece-me acabar de forma poética dizendo: esta chuva são lágrimas de uma natureza que chora a sua existência. Deixai-a chorar, pois enquanto ela chora nós humanos refrescamos as mentes perturbadas por uma sociedade em completa sobre-vivência.
quinta-feira, fevereiro 12, 2004
Amorphis - The Lost Name of God [J. Rechberger]
We have to know, we have to see
Religions so many, which one of them are so real,
That it makes us to believe ?
Crushing the chains of faith
To find the way of immortality,
We're hiding behind the cross
To find shelter,
we're searching for the name of god
In this maze of hatred
The name of god is lost
Under the flag of salvation
we are cleared this land of pagans
Under the cover of Christianity,
we stained our hands in blood
At these times of anguish
The name of God is lost
"I saw the coming of the end,
Sun stopped its shining,
Air is no longer fresh,
Then it was too late to realize,
that we can't breathe our hate."
The lost name of God
Simples e eficaz. Sem entrar em grande paleio e "cheirando" apenas o básico consegue dizer-se aquilo que todos nós pensamos ou eventualmente já pensámos. Quem me conhece sabe que eu não sou de grandes filosofias, embora goste de analisar todos os lados da questão. Nas letras das músicas e principalmente de bandas em ínicio de carreira (como os Amorphis o eram neste album datado de 1992) assistimos muito a essa vontade de querer mudar algo, de mostrar algo em que acreditam ou acreditaram em tempos.
We have to know, we have to see
Religions so many, which one of them are so real,
That it makes us to believe ?
Crushing the chains of faith
To find the way of immortality,
We're hiding behind the cross
To find shelter,
we're searching for the name of god
In this maze of hatred
The name of god is lost
Under the flag of salvation
we are cleared this land of pagans
Under the cover of Christianity,
we stained our hands in blood
At these times of anguish
The name of God is lost
"I saw the coming of the end,
Sun stopped its shining,
Air is no longer fresh,
Then it was too late to realize,
that we can't breathe our hate."
The lost name of God
Simples e eficaz. Sem entrar em grande paleio e "cheirando" apenas o básico consegue dizer-se aquilo que todos nós pensamos ou eventualmente já pensámos. Quem me conhece sabe que eu não sou de grandes filosofias, embora goste de analisar todos os lados da questão. Nas letras das músicas e principalmente de bandas em ínicio de carreira (como os Amorphis o eram neste album datado de 1992) assistimos muito a essa vontade de querer mudar algo, de mostrar algo em que acreditam ou acreditaram em tempos.
terça-feira, fevereiro 10, 2004
Sindicalismos
Foi com grande entusiasmo que assisti a uma óptima notícia. Não para nós, porque somos muito pobrezinhos e não contestamos nada até ao momento em que se acabou tudo. A notícia vem sim do país vizinho, que numa clara demonstração de poder sindical, conseguiu que os seus bancários fossem aumentados em 2,75%, 0.15% acima da inflação real do país. Tem ainda mais força esta situação, porque não seguiram a inflação média da União Europeia (bem mais baixa) e sim a inflação do país. Em Portugal seguimos a média da UE. Como se não chegasse toda esta demonstração, os bancários espanhóis ficaram ainda com a garantia que as tabelas iriam ser actualizadas automaticamente até final de 2005. Ou seja, dois anos de paz para o sector bancário espanhol, em contraste com o nosso sindicalismo barato, em que Carvalho da Silva da CGTP foi reeleito (alguém sabia?) por quatro anos. Como uma das maiores forças sindicais a par da UGT, acho que deveria ser dada mais referência a quem discute e negoceia os nossos salários, aumentos, despedimentos, etc. Mas, como habitual, o português olha para a TV e diz "este é que é o chefe da CGTP?". Não nos ralamos com isso porque é só 1% do ordenado. "Só". Pena que muitos por cento dêem milhões para os novos ricos que aparecem bem vestidos na TV para dois dedos de conversa.
Foi com grande entusiasmo que assisti a uma óptima notícia. Não para nós, porque somos muito pobrezinhos e não contestamos nada até ao momento em que se acabou tudo. A notícia vem sim do país vizinho, que numa clara demonstração de poder sindical, conseguiu que os seus bancários fossem aumentados em 2,75%, 0.15% acima da inflação real do país. Tem ainda mais força esta situação, porque não seguiram a inflação média da União Europeia (bem mais baixa) e sim a inflação do país. Em Portugal seguimos a média da UE. Como se não chegasse toda esta demonstração, os bancários espanhóis ficaram ainda com a garantia que as tabelas iriam ser actualizadas automaticamente até final de 2005. Ou seja, dois anos de paz para o sector bancário espanhol, em contraste com o nosso sindicalismo barato, em que Carvalho da Silva da CGTP foi reeleito (alguém sabia?) por quatro anos. Como uma das maiores forças sindicais a par da UGT, acho que deveria ser dada mais referência a quem discute e negoceia os nossos salários, aumentos, despedimentos, etc. Mas, como habitual, o português olha para a TV e diz "este é que é o chefe da CGTP?". Não nos ralamos com isso porque é só 1% do ordenado. "Só". Pena que muitos por cento dêem milhões para os novos ricos que aparecem bem vestidos na TV para dois dedos de conversa.
segunda-feira, fevereiro 02, 2004
Rebaldaria em Guimarães
Com o Euro2004 aí à porta, os jogadores do Guimarães e do Boavista brindaram-nos com um espectáculo pleno de violência e de vergonha desportiva. Uma semana após a morte do avançado magiar Féher, os jogadores da nossa Superliga (de super não tem mesmo nada) trataram de homenegeá-lo da pior maneira possível. Foram cadeiras a voar, insultos bem audíveis pela TV e de uma linguagem triste para as pessoas envolvidas e a equipa que pior futebol pratica na nossa Liga : O Boavista. Torna-se ridículo assistir a jogos do Boavista, tal o anti-jogo e desrespeito pela arte futebolística que empregam. Apesar disso ostentam o 5º lugar na classificação.
Quanto ao Guimarães, acredito que recuperará, embora o tempo comece a escassear, e o treinador Jorge Jesus nõa me diga absolutamente nada.
Com o Euro2004 aí à porta, os jogadores do Guimarães e do Boavista brindaram-nos com um espectáculo pleno de violência e de vergonha desportiva. Uma semana após a morte do avançado magiar Féher, os jogadores da nossa Superliga (de super não tem mesmo nada) trataram de homenegeá-lo da pior maneira possível. Foram cadeiras a voar, insultos bem audíveis pela TV e de uma linguagem triste para as pessoas envolvidas e a equipa que pior futebol pratica na nossa Liga : O Boavista. Torna-se ridículo assistir a jogos do Boavista, tal o anti-jogo e desrespeito pela arte futebolística que empregam. Apesar disso ostentam o 5º lugar na classificação.
Quanto ao Guimarães, acredito que recuperará, embora o tempo comece a escassear, e o treinador Jorge Jesus nõa me diga absolutamente nada.
segunda-feira, janeiro 26, 2004
Desapontado
Tou desapontado com o povo português. O sensacionalismo televisivo tomou outra vez conta da televisão pública de uma forma desmesurada e ultrapassando os valores familiares e religiosos. O que a TVI, a SIC e a própria RTP1 fizeram foi idiota e susceptível de correcção em situações futuras. O que eu vi hoje nos poucos minutos em que me liguei à TV para assistir ao cortejo fúnebre do malogrado futebolista Miklos Feher, foi isto: desrespeito pela família do jogador, que viu o funeral do seu filho ser transformado numa guerra de audiências, agravado com o facto da mesma família do jogador se ver envolvida nessa mesma guerra, quando a situação pedia um afastamento dos "media" e momentos de solidão entre a família e o falecido.
Como se não chegasse esta quebra dos valores familiares, vi também velas a serem afastadas de um lado para o outro como se fossem meras decorações de um caixão. Aquelas velas têm um simbolismo, não sabiam mentecaptos?
Por fim, não gostei de ver também os fotográfos em cima do grupo de jogadores unidos na morte do companheiro, desrespeitando essa mesma união, com o intuito básico de vender.
Audiências através dos sentimentos inerentes a uma morte? Já tinha visto de quase tudo em "reality shows", mas esta foi novidade para mim. Tirem-me deste filme!
Tou desapontado com o povo português. O sensacionalismo televisivo tomou outra vez conta da televisão pública de uma forma desmesurada e ultrapassando os valores familiares e religiosos. O que a TVI, a SIC e a própria RTP1 fizeram foi idiota e susceptível de correcção em situações futuras. O que eu vi hoje nos poucos minutos em que me liguei à TV para assistir ao cortejo fúnebre do malogrado futebolista Miklos Feher, foi isto: desrespeito pela família do jogador, que viu o funeral do seu filho ser transformado numa guerra de audiências, agravado com o facto da mesma família do jogador se ver envolvida nessa mesma guerra, quando a situação pedia um afastamento dos "media" e momentos de solidão entre a família e o falecido.
Como se não chegasse esta quebra dos valores familiares, vi também velas a serem afastadas de um lado para o outro como se fossem meras decorações de um caixão. Aquelas velas têm um simbolismo, não sabiam mentecaptos?
Por fim, não gostei de ver também os fotográfos em cima do grupo de jogadores unidos na morte do companheiro, desrespeitando essa mesma união, com o intuito básico de vender.
Audiências através dos sentimentos inerentes a uma morte? Já tinha visto de quase tudo em "reality shows", mas esta foi novidade para mim. Tirem-me deste filme!
domingo, janeiro 25, 2004
Estou no rescaldo da situação Fehér. Ainda não sei se sobreviverá ou não, apenas sei que fui um grande choque para mim e para o resto do pessoal que assistia á TV no café. Mas no meio de toda a confusão, e repito, sem conhecer o verdadiero estado de saúde do jogador, pude constantar alguns factos:
- A ambulância demorou dez minutos a entrar no relvado
- Os jogadores tiveram que retirar os obstáculos (painéis de publicidade, bandeirola de canto, etc)
- A primeira reanimação foi feita à volta de 5 minutos após o colapso do jogador.
- Se for um ataque cardiaco, o sangue é bombeado ao cérebro apenas nos primeiros 4 minutos. O resto do tempo resulta em danos cerebrais ou morte.
- O hospital é a 5 minutos de distância do Estádio. Em Leiria e Braga é bem mais longe.
Para finalizar, desejo as melhoras a Miklos Fehér.
- A ambulância demorou dez minutos a entrar no relvado
- Os jogadores tiveram que retirar os obstáculos (painéis de publicidade, bandeirola de canto, etc)
- A primeira reanimação foi feita à volta de 5 minutos após o colapso do jogador.
- Se for um ataque cardiaco, o sangue é bombeado ao cérebro apenas nos primeiros 4 minutos. O resto do tempo resulta em danos cerebrais ou morte.
- O hospital é a 5 minutos de distância do Estádio. Em Leiria e Braga é bem mais longe.
Para finalizar, desejo as melhoras a Miklos Fehér.
quarta-feira, janeiro 21, 2004
Dia de extrema inutilidade.
12 horas a dormir devem chegar, acrescentando umas 8 horas a deambular pelo CM4 e por uns foruns esquisitos. Agora vou aproveitar a nocturna e beber um café para descongestionar a cabeça.
Tive a actualizar o site, tá com poucos conteúdos no índice. Vou esperar que me surja alguma ideia. Entretanto aconselho-vos a verem os caminhos obscuros dos dinamarqueses pequeninos.
12 horas a dormir devem chegar, acrescentando umas 8 horas a deambular pelo CM4 e por uns foruns esquisitos. Agora vou aproveitar a nocturna e beber um café para descongestionar a cabeça.
Tive a actualizar o site, tá com poucos conteúdos no índice. Vou esperar que me surja alguma ideia. Entretanto aconselho-vos a verem os caminhos obscuros dos dinamarqueses pequeninos.
terça-feira, janeiro 20, 2004
Anda tudo com um significado lindo! Tá naquela fase do querer bazar daqui, porque não tá lá quando preciso, porque a carreira é uma merda e porque não tenho guito. Tá tudo uma bela merda. Mas tou-me nas tintas pra isso, vou continuar naquela do "não se passa nada" e no final cai tudo de uma só vez.
Foda-se, hoje vi como sou parecido ao meu pai. De qualquer maneira sempre deu para me encostar um bocado à realidade e ver que isto tá mesmo tudo fudido.
Tá na hora de descer das nuvens cinzentas e procurar outro cantinho escuro.
Foda-se, hoje vi como sou parecido ao meu pai. De qualquer maneira sempre deu para me encostar um bocado à realidade e ver que isto tá mesmo tudo fudido.
Tá na hora de descer das nuvens cinzentas e procurar outro cantinho escuro.
segunda-feira, janeiro 19, 2004
Nova ronda de concertos no Espaço B, Barreiro.
Bleeding Display e Viingrid foram as bandas chamadas ao palco. Os Viingrid tocavam um black metal não muito original, mas que soou bem à audiência. Já os Bleeding Display encheram o palco e tocaram um death metal extremo, muito na onda de Cannibal Corpse. Para a semana é Inertia e certamente não irei ver.
Tá-me a doer a cabeça, vou mas é dormir
Bleeding Display e Viingrid foram as bandas chamadas ao palco. Os Viingrid tocavam um black metal não muito original, mas que soou bem à audiência. Já os Bleeding Display encheram o palco e tocaram um death metal extremo, muito na onda de Cannibal Corpse. Para a semana é Inertia e certamente não irei ver.
Tá-me a doer a cabeça, vou mas é dormir
domingo, janeiro 11, 2004
Vou aproveitar enquanto o concerto está fresquinho: Fili Nigrantium Infernalium foi lindo!!!
O vocalista estava possuído pelo mal e pela vontade de dizer merda. A banda tocava um black metal algo retro com traços de Judas Priest (!). "Abadia" e "A Forca de Deus" são faixas de grande qualidade, onde as introduções hilariantes do vocalista fizeram o público rir à gargalhada e gozar com a banda (óbvio). Mas os Fili reservaram uma faixa especial para a noite. "Puta Infernal" de seu nome. Um Estrondo!
"Puta
Puta Infernal
Minha Irmã
Puta infernal"
Foi isto que percebi, se não é assim perdooem-me o erro, mas foi isto que entendi. Também têm que dar o desconto que aquela voz era um bocado imperceptível. De qualquer forma foi um concerto quase nota 20, onde os Fili Nigrantium Infernalium mostraram ser uns óptimos entertainers e mais uns metaleiros portugueses sem cura.
O vocalista estava possuído pelo mal e pela vontade de dizer merda. A banda tocava um black metal algo retro com traços de Judas Priest (!). "Abadia" e "A Forca de Deus" são faixas de grande qualidade, onde as introduções hilariantes do vocalista fizeram o público rir à gargalhada e gozar com a banda (óbvio). Mas os Fili reservaram uma faixa especial para a noite. "Puta Infernal" de seu nome. Um Estrondo!
"Puta
Puta Infernal
Minha Irmã
Puta infernal"
Foi isto que percebi, se não é assim perdooem-me o erro, mas foi isto que entendi. Também têm que dar o desconto que aquela voz era um bocado imperceptível. De qualquer forma foi um concerto quase nota 20, onde os Fili Nigrantium Infernalium mostraram ser uns óptimos entertainers e mais uns metaleiros portugueses sem cura.
quinta-feira, janeiro 01, 2004
quarta-feira, dezembro 31, 2003
Estradas da Morte
E assim acaba mais um ano rico em factos e acontecimentos. Não quero destacar nada em especial, mas sim fazer uma nota às mortes decorrentes nas estradas portuguesas. Um flagelo que a maioria esquece-se de enunciar aquando os desejos de ano novo. Normalmente esta situação só nos é dada a conhecer quando confrontados com notícias que, infelizmente, abundam nos nossos "media". Não condeno os media, porque mesmo que eles quisessem encobrir este "fenómeno", seria impossível. Acho que cada um de nós já apanhou diversos sustos nas estradas, uns maiores que outros, para que não tenhamos consciência do que se passa nestes cemitérios de alcatrão.
Há uns anos passei numa estrada francesa que continha a fama de estrada da morte. No local de cada morte era colocada uma placa negra em forma de pessoa, parecida aquelas que os treinadores colocam para fazer de barreira nos treinos. Recordo-me de num espaço de mais ou menos cinco kilometros ter visto cerca de cinquenta placas. Foi um choque para mim, como é para qualquer pessoa que visse famílias inteiras destruídas por uma infracção ao código da estrada.
Há campanhas de sensibilização, mas à medida que os anos passam, como acontece amanhã, as estatísticas continuam a revelar a mesma regularidade de acidentes, mortos e feridos graves. É triste porque sucedem-se os governos e nada de positivo é criado para parar este flagelo. E ainda é mais triste porque desfazem-se famílias, vidas e sonhos.
E assim desejo a todos os leitores deste blog, que nem devem ser tantos como isso, um feliz ano novo e se possível que respeitem sempre o código de estrada. Não é só a vossa vida que está em jogo, é a dos outros também.
E assim acaba mais um ano rico em factos e acontecimentos. Não quero destacar nada em especial, mas sim fazer uma nota às mortes decorrentes nas estradas portuguesas. Um flagelo que a maioria esquece-se de enunciar aquando os desejos de ano novo. Normalmente esta situação só nos é dada a conhecer quando confrontados com notícias que, infelizmente, abundam nos nossos "media". Não condeno os media, porque mesmo que eles quisessem encobrir este "fenómeno", seria impossível. Acho que cada um de nós já apanhou diversos sustos nas estradas, uns maiores que outros, para que não tenhamos consciência do que se passa nestes cemitérios de alcatrão.
Há uns anos passei numa estrada francesa que continha a fama de estrada da morte. No local de cada morte era colocada uma placa negra em forma de pessoa, parecida aquelas que os treinadores colocam para fazer de barreira nos treinos. Recordo-me de num espaço de mais ou menos cinco kilometros ter visto cerca de cinquenta placas. Foi um choque para mim, como é para qualquer pessoa que visse famílias inteiras destruídas por uma infracção ao código da estrada.
Há campanhas de sensibilização, mas à medida que os anos passam, como acontece amanhã, as estatísticas continuam a revelar a mesma regularidade de acidentes, mortos e feridos graves. É triste porque sucedem-se os governos e nada de positivo é criado para parar este flagelo. E ainda é mais triste porque desfazem-se famílias, vidas e sonhos.
E assim desejo a todos os leitores deste blog, que nem devem ser tantos como isso, um feliz ano novo e se possível que respeitem sempre o código de estrada. Não é só a vossa vida que está em jogo, é a dos outros também.
segunda-feira, dezembro 29, 2003
Sensacionalistas e opinadores de meia-tigela. É isso que são os nossos políticos. E mais o são quando aparecem na televisão. Gostei e não gostei, bom e mau gosto, mas qual é a moral deles? Não passam de índividuos que seguiram líderes com ideais, que entretanto traíram para chegar ao poder. E nós? Nós temos que escavar esses ideais, não nos é dada uma oportunidade que seja, e só temos direito a opinar algo valorizável se possuirmos uma cunha!
Mas que sociedade é esta onde vivo? É este o conceito de democracia como estrutura política ideal de um povo?
Tantas dúvidas e tão poucas respostas...é e será sempre assim.
Mas que sociedade é esta onde vivo? É este o conceito de democracia como estrutura política ideal de um povo?
Tantas dúvidas e tão poucas respostas...é e será sempre assim.
domingo, dezembro 28, 2003
Sim, sou mais um no meio da merda, e depois? Os diferentes não levam mais nada deste mundo para além de chacota e algum dinheiro sujo. A invocação é pura perda de tempo porque ninguém sonha o mesmo que os outros. Quando, em raras excepções, o contrário acontece, são logo freaks ou drogados.
O que há mais no mundo não é água, mas sim inveja.
O que há mais no mundo não é água, mas sim inveja.
sábado, dezembro 27, 2003
O Natal já passou, que venha agora a Páscoa e os dias da mãe e pai, assim como as promoções do Modelo, Continente, Carrefour, Lidl, Pingo Doce, Feira Nova e as demais fontes por mim esquecidas, para que saciemos o nosso apetite consumista e nos deixemos envolver pelas iguarias que provocarão efeitos nefastos às nossas tripas.
Haja saúde, perca-se consumismo!
Cum caralho, devia ter ido para marketing...um gajo só faz merda mesmo.
Haja saúde, perca-se consumismo!
Cum caralho, devia ter ido para marketing...um gajo só faz merda mesmo.
terça-feira, dezembro 23, 2003
Merda do Natal, prendinhas para um lado, árvore para o outro, azáfama para fazer os fritos que nos vão torturar os intestinos até ao dia dos reis (quando os restos acabam), mails do Pai Natal a encherem a caixa do mail de uma maneira imbecil e que depois posso vir a precisar dele para algo realmente importante, e lá o mail não é enviado.
Mas se o mail fosse um problema. Tudo o que envolve a Net é descaradamente vendido e anti-estudo. É quase impossível procurarmos informação válida sem nos depararmos com pop-ups que incluem desde pornografia a descontos numa agência bancária da Malásia, passando por pílulas de alargamento do pénis e mamas. É absurdo o tempo que se passa aqui e no qual se podia estar a ler os milhares de registos que cabeças com maior, menor ou mesmo nenhuma formação (livro do Deco) escreveram.
Não. É melhor não ler nada. Vamos mas é todos cavar terra e semear umas couves que o país tá em crise. E nada de ir para o Hospital só porque perderam um dedo a ceifar. Ainda há mais nove. Além do mais as filas de espera têm que acabar. E vamos lá também deixar de sair à noite, ficamos todos a ver a RTP1 ou RTP2 com a família. Há por aí muita gatunice e não há melhor maneira para evitá-la que não seja assim. E não venham com histórias que esses sapatos tão rotos e precisam de outros, porque a calçada de Lisboa até nem é das piores e a faculdade é só a hora e meia de caminho. Tanto se queixa este povo. Ah, o café é para levar de casa, assim como o almoço.
Bom Natal.
Não entrem em comas alimentares.
Mas se o mail fosse um problema. Tudo o que envolve a Net é descaradamente vendido e anti-estudo. É quase impossível procurarmos informação válida sem nos depararmos com pop-ups que incluem desde pornografia a descontos numa agência bancária da Malásia, passando por pílulas de alargamento do pénis e mamas. É absurdo o tempo que se passa aqui e no qual se podia estar a ler os milhares de registos que cabeças com maior, menor ou mesmo nenhuma formação (livro do Deco) escreveram.
Não. É melhor não ler nada. Vamos mas é todos cavar terra e semear umas couves que o país tá em crise. E nada de ir para o Hospital só porque perderam um dedo a ceifar. Ainda há mais nove. Além do mais as filas de espera têm que acabar. E vamos lá também deixar de sair à noite, ficamos todos a ver a RTP1 ou RTP2 com a família. Há por aí muita gatunice e não há melhor maneira para evitá-la que não seja assim. E não venham com histórias que esses sapatos tão rotos e precisam de outros, porque a calçada de Lisboa até nem é das piores e a faculdade é só a hora e meia de caminho. Tanto se queixa este povo. Ah, o café é para levar de casa, assim como o almoço.
Bom Natal.
Não entrem em comas alimentares.
sábado, dezembro 20, 2003
Social
O ser humano é implacável de facto. A sua psicologia é tão diversa que o estudo só pode ser feito numa ou outra dimensão e nunca em todas. Há sempre escapatória às situações. A Odisseia é um monumento literário de como o engenho vence os piores obstáculos, sejam eles naturais ou provocados por forças superiores à nossa concepção de mundo. Actualmente, a disformidade entre as subculturas, os grupos de pressão e o padrão social é tão acentuada que se torna irrisório usarmos de astúcia para convencer quem quer que seja de algo que nós cremos como correcto. Há sempre um mas, um outro argumento que de válido tem pouco, mas que de resposta a opressão à inteligência tem muito. É esta a sociedade utópica onde todos têm razão.
O ser humano é implacável de facto. A sua psicologia é tão diversa que o estudo só pode ser feito numa ou outra dimensão e nunca em todas. Há sempre escapatória às situações. A Odisseia é um monumento literário de como o engenho vence os piores obstáculos, sejam eles naturais ou provocados por forças superiores à nossa concepção de mundo. Actualmente, a disformidade entre as subculturas, os grupos de pressão e o padrão social é tão acentuada que se torna irrisório usarmos de astúcia para convencer quem quer que seja de algo que nós cremos como correcto. Há sempre um mas, um outro argumento que de válido tem pouco, mas que de resposta a opressão à inteligência tem muito. É esta a sociedade utópica onde todos têm razão.
terça-feira, dezembro 16, 2003
"In the middle of the universe you will find the world of man. Some say that Midgard bears the most beautiful leaves on the worldtree Yggdrasil, but the world of man is a very fragile world and it is under a permanent threat. The sophisticated balance between polarities which is the fundament of Midgard, could easily be disturbed. If that would happen the forces of chaos will inundate the earth and the end will be the only future for mankind."
Não é tão irreal assim. A mitologia é o reflexo dos hábitos e costumes dos povos. Se o que está aqui escrito me parece o espelho da nossa realidade, só posso chegar à conclusão que não evoluímos enquanto espécie nos ultimos milénios.
Não é tão irreal assim. A mitologia é o reflexo dos hábitos e costumes dos povos. Se o que está aqui escrito me parece o espelho da nossa realidade, só posso chegar à conclusão que não evoluímos enquanto espécie nos ultimos milénios.
segunda-feira, dezembro 15, 2003
Acharam-no. Agora está tudo mais claro e a população pode sorrir. Agora o futebol no Iraque vai ser de qualidade. Agora a Coca-Cola pode finalmente dizer que está em todos os países de mundo.
Este post parece uma secção do suplemento DNa, e este nome na feliz localidade do Barreiro só me faz lembrar em pitas depravadas e loucas de desejo carnal. Faz-me também criar teorias sobre a juventude e a sua rebeldia/estupidez. Normalmente a conclusão é sempre a mesma: a maioria é subserviente às opções que os familiares descobriram nos anos 70. A minoria são sempre os coitadinhos com falta de personalidade e vítimas do sistema. E eu digo pra mim próprio: Esta minoria são os que nunca estão em programas como Sic 10/11/12/? Horas, Ídolos ou Big Brother! E onde está a maioria? Precisamente. Nesses mesmos programas.
Este post parece uma secção do suplemento DNa, e este nome na feliz localidade do Barreiro só me faz lembrar em pitas depravadas e loucas de desejo carnal. Faz-me também criar teorias sobre a juventude e a sua rebeldia/estupidez. Normalmente a conclusão é sempre a mesma: a maioria é subserviente às opções que os familiares descobriram nos anos 70. A minoria são sempre os coitadinhos com falta de personalidade e vítimas do sistema. E eu digo pra mim próprio: Esta minoria são os que nunca estão em programas como Sic 10/11/12/? Horas, Ídolos ou Big Brother! E onde está a maioria? Precisamente. Nesses mesmos programas.
terça-feira, dezembro 09, 2003
A propósito da doença do futuro, sugiro este artigo. Mais do que nunca precisamos de nos precaver para o futuro, e ignorar os factos não é o melhor caminho. Não se trata de moral da minha parte, nem dessas campanhas contra as doenças. É sim uma preocupação com a nossa existência e bem-estar. No futebol alemão já houve suicídios devido a depressões. A estrela mais promissora do futebol alemão, Deisler, sofre de uma depressão motivada pelo que deixaria qualquer pessoa de rastos. A sua mulher ia falecendo durante a gravidez, sofreu de uma lesão gravíssima que o deixou fora dos relvados durante um ano e após a recuperação, voltou a lesionar-se por mais 6 meses. Além disso foi transferido para um grande clube europeu (Bayern Munchën) no qual ainda não pôde mostrar qualquer futebol. A idade vai já pesando, e Deisler já não é a maior promessa do futebol alemão. Porque nem tudo no futebol é espectáculo e beleza, porque nem tudo no desporto é felicidade e sucesso, gostaria de deixar esta visão sobre os jogadores de quem não se fala.
segunda-feira, dezembro 08, 2003
Lá o professor Marcelo preencheu o seu tempo televisivo de Domingo, enchendo-o de livros que ninguém lê. Porque passa ele uns 20 livros, se o povo, o real povo, não lê nada mais para além do Record, A Bola e um ou outro livro da moda? O país real, que a TVI tanto apregoa, não lê Alçada Baptista e muito menos se interessa por livros de arte. Qual de nós nunca ouviu de gente mais velha, expressões como "Esse monte de páginas vai-te servir para alguma coisa?" Para eles o CCB será sempre aquele mamarracho, só superado pelo do Cutileiro no alto do parque Eduardo VII, onde o negócio mais velho do mundo alastra, agora globalizado pelos emigrantes que teimam em dirigir-se para o nosso país à espera de melhores oportunidades. Iludidos.
sexta-feira, dezembro 05, 2003
(Des)actualidade - Notícia de abertura do jornal da SIC: Pedofilia nos Açores envolvendo nomes sonantes da advocacia, economia e educação. Quem diria não é? Estão-nos a corroer a cabeça com notícias que conhecemos há vários anos! Normalmente notícia implica algo novo, algo que aconteceu mas que para além do jornalista e dos envolvidos mais ninguém sabe. Em Portugal isso não acontece...sim, somos revolucionários e as nossas notícias já são conhecidas de todo o povo! Abaixo os pivots e os jornalistas de ficção!
Viva os ardinas e os pelourinhos!
Desporto - Saiu o grupo de qualificação de Portugal para o Mundial 2006. Rússia, Eslováquia, Letónia e Estónia formam os 4 do Leste que nos trarão muitas dificuldades. A Rússia será um dos principais candidatos à qualificação, assim como Portugal. Prevejo uma qualificação muito suada para Portugal, mas estou confiante que a conseguiremos.
Viva os ardinas e os pelourinhos!
Desporto - Saiu o grupo de qualificação de Portugal para o Mundial 2006. Rússia, Eslováquia, Letónia e Estónia formam os 4 do Leste que nos trarão muitas dificuldades. A Rússia será um dos principais candidatos à qualificação, assim como Portugal. Prevejo uma qualificação muito suada para Portugal, mas estou confiante que a conseguiremos.
segunda-feira, dezembro 01, 2003
"Também quero falar do Euro!"
Não gostei da cerimónia..pareceu-me muito elitista e presunçosa. Ainda mais, deixaram cadeiras vazias enquanto uns pobres cidadãos, só porque a sua ligação ao futebol não passa de adepto, ficaram à chuva. O Valentim Loureiro fez alusão a isso e retribuiram-lhe com uma estrondosa salva de palmas. Hipocrisias.
Quanto ao evento, gostei da Dulce Pontes e adorei os limites angulares da câmara. Não sei se mais alguém reparou, mas naquela ara onde estava a taça não se podia filmar à volta dela porque, presumo eu, alguém esqueceu-se de decorá-la em todos os lados. Típico.
Quanto aos grupos, acho que até tivemos sorte, se fosse um Portugal - Espanha a abrir era bem pior. Mas também não sei se assim foi bom. A 12 de Junho lá saberemos. Hoje ouvi que os russos têm medo que exista uma aliança ibérica no derradeiro jogo da fase de grupos, para que passem as duas selecções e lixem gregos e os mesmos russos. A leste do paraíso. Acho que eles não sabem que os espanhóis desprezam-nos e nós não nutrimos lá muita simpatia por eles (para não dizer nenhuma). Não admira, eu também acho que russos e chineses dão-se bem, mas devo tar muito enganado.
Não gostei da cerimónia..pareceu-me muito elitista e presunçosa. Ainda mais, deixaram cadeiras vazias enquanto uns pobres cidadãos, só porque a sua ligação ao futebol não passa de adepto, ficaram à chuva. O Valentim Loureiro fez alusão a isso e retribuiram-lhe com uma estrondosa salva de palmas. Hipocrisias.
Quanto ao evento, gostei da Dulce Pontes e adorei os limites angulares da câmara. Não sei se mais alguém reparou, mas naquela ara onde estava a taça não se podia filmar à volta dela porque, presumo eu, alguém esqueceu-se de decorá-la em todos os lados. Típico.
Quanto aos grupos, acho que até tivemos sorte, se fosse um Portugal - Espanha a abrir era bem pior. Mas também não sei se assim foi bom. A 12 de Junho lá saberemos. Hoje ouvi que os russos têm medo que exista uma aliança ibérica no derradeiro jogo da fase de grupos, para que passem as duas selecções e lixem gregos e os mesmos russos. A leste do paraíso. Acho que eles não sabem que os espanhóis desprezam-nos e nós não nutrimos lá muita simpatia por eles (para não dizer nenhuma). Não admira, eu também acho que russos e chineses dão-se bem, mas devo tar muito enganado.
terça-feira, novembro 25, 2003
segunda-feira, novembro 24, 2003
quinta-feira, novembro 20, 2003
Sobre-vivências
Mário de Carvalho, ex-combatente na guerra do Ultramar e actual reporter de imagem da CBS é mais um sobre-vivente. A sua maneira de retratar a realidade através de uma câmara de filmar, a sua ousadia e coragem para estar nos principais palcos de guerra e nas situações de maior apuro, resultam em imagens terríveis que nos colam por completo ao ecran.
A percepção dos nossos ouvidos é diferente da percepção visual e através de Mário de Carvalho fica demonstrado isso mesmo. Recentemente, este repórter apresentou mais um trabalho, mas desta vez em forma de livro: "Dentro da Guerra" é o retrato dos conflitos desde a América do Sul até ao Médio Oriente pela mão deste afamado jornalista. A ler.
Mário de Carvalho, ex-combatente na guerra do Ultramar e actual reporter de imagem da CBS é mais um sobre-vivente. A sua maneira de retratar a realidade através de uma câmara de filmar, a sua ousadia e coragem para estar nos principais palcos de guerra e nas situações de maior apuro, resultam em imagens terríveis que nos colam por completo ao ecran.
A percepção dos nossos ouvidos é diferente da percepção visual e através de Mário de Carvalho fica demonstrado isso mesmo. Recentemente, este repórter apresentou mais um trabalho, mas desta vez em forma de livro: "Dentro da Guerra" é o retrato dos conflitos desde a América do Sul até ao Médio Oriente pela mão deste afamado jornalista. A ler.
terça-feira, novembro 11, 2003
Futebolítica
Pois é, futebol e política são daquelas coisas que se juntam demasiadas vezes e quase nunca da melhor forma. Ontem, num programa da SIC Notícias, Guilherme Aguiar atacou de uma forma clara alguns políticos que não conseguiram chegar a líderes dos seus partidos, muito por culpa da não compreensão das massas. Em tom de desafio, Aguiar propôs aos partidos políticos que fizessem um congresso no Estádio da Luz para ver se o conseguiam lotar.
Esta "luta" ainda é uma réplica da não convocatória de Pinto da Costa aos deputados da assembleia da República e aos orgãos da Câmara Municipal do Porto. Nesse ponto Guilherme de Aguiar esteve muito bem, ao afirmar que se o presidente Rui Rio não gosta de ir à bola, então não fazia sentido convidá-lo. Acrescentou ainda que a guerrilha Rui Rio - FC Porto começou no edil da Câmara ao dizer num dos seus discursos de vitória nas autárquicas, "o reinado do FC Porto acabou". É grave esta afirmação, e o facto de João Loureiro e o mesmo Pinto da Costa terem jantado num destes dias, vem dar a ideia que há a resolver esse conflito. Foi um bom passo, que outros criticaram (não há acto público em Portugal que não tenha alguém contra). Dias Ferreira disse apenas que foi a "reunificação do sistema". Visão futebolística, quando o assunto era político. Má solução do doutor, que estava num tom aberto e directo no programa, lançando outras "postas de pescada" como "o Benfica foi treinar a Alverca". Aparte desta carga irónica e directa, Fernando Seara (o outro comentador residente do programa) opinava desportivamente e não politicamente, como o próprio referiu, naquele estilo algo desenfreado e nervoso que caracteriza este simpático e estranho político.
Como conclusão, tenho que agradecer à SIC Notícias por ter criado o primeiro programa desportivo que dá gosto ver. Pelo menos a mim. Ah, e há que agradecer à SIC Notícias por ser a única estação televisiva português com qualidade. O Íntimo também tinha, mas acabaram com aquilo..eheh.
Pois é, futebol e política são daquelas coisas que se juntam demasiadas vezes e quase nunca da melhor forma. Ontem, num programa da SIC Notícias, Guilherme Aguiar atacou de uma forma clara alguns políticos que não conseguiram chegar a líderes dos seus partidos, muito por culpa da não compreensão das massas. Em tom de desafio, Aguiar propôs aos partidos políticos que fizessem um congresso no Estádio da Luz para ver se o conseguiam lotar.
Esta "luta" ainda é uma réplica da não convocatória de Pinto da Costa aos deputados da assembleia da República e aos orgãos da Câmara Municipal do Porto. Nesse ponto Guilherme de Aguiar esteve muito bem, ao afirmar que se o presidente Rui Rio não gosta de ir à bola, então não fazia sentido convidá-lo. Acrescentou ainda que a guerrilha Rui Rio - FC Porto começou no edil da Câmara ao dizer num dos seus discursos de vitória nas autárquicas, "o reinado do FC Porto acabou". É grave esta afirmação, e o facto de João Loureiro e o mesmo Pinto da Costa terem jantado num destes dias, vem dar a ideia que há a resolver esse conflito. Foi um bom passo, que outros criticaram (não há acto público em Portugal que não tenha alguém contra). Dias Ferreira disse apenas que foi a "reunificação do sistema". Visão futebolística, quando o assunto era político. Má solução do doutor, que estava num tom aberto e directo no programa, lançando outras "postas de pescada" como "o Benfica foi treinar a Alverca". Aparte desta carga irónica e directa, Fernando Seara (o outro comentador residente do programa) opinava desportivamente e não politicamente, como o próprio referiu, naquele estilo algo desenfreado e nervoso que caracteriza este simpático e estranho político.
Como conclusão, tenho que agradecer à SIC Notícias por ter criado o primeiro programa desportivo que dá gosto ver. Pelo menos a mim. Ah, e há que agradecer à SIC Notícias por ser a única estação televisiva português com qualidade. O Íntimo também tinha, mas acabaram com aquilo..eheh.
segunda-feira, novembro 10, 2003
Um naco de qualquer coisa.
A falta de entusiasmo com que me olho nos olhos é o espelho que os meus interesses olham em mim. É um apagão vivo que torna a minha existência num naco de qualquer coisa.
Não tenho tendência para explanar-me como o que esse rol de interesses gostaria que eu demonstrasse. É triste, mas nu - existência vã.
Vou clicando sem grande euforia entre as músicas que me poderiam transmitir algo. Continuo a clicar nelas, continuo a procurá-las. A alegria vai-se embora à medida que não acho o que pretendo.
Acho que este é o genéro de navegação que não dá gosto de ler a ninguém. Muito menos a mim. A leitura das minhas próprias palavras consomem-me mais um bocadinho, pois não correspondem a um ideal tomado em vida.
O hálito fresco misturado com sangue é uma imagem real da juventude. É a imagem da minha existência...da minha inutilidade...que as teclas tristes e harmoniosas sussurram...
A falta de entusiasmo com que me olho nos olhos é o espelho que os meus interesses olham em mim. É um apagão vivo que torna a minha existência num naco de qualquer coisa.
Não tenho tendência para explanar-me como o que esse rol de interesses gostaria que eu demonstrasse. É triste, mas nu - existência vã.
Vou clicando sem grande euforia entre as músicas que me poderiam transmitir algo. Continuo a clicar nelas, continuo a procurá-las. A alegria vai-se embora à medida que não acho o que pretendo.
Acho que este é o genéro de navegação que não dá gosto de ler a ninguém. Muito menos a mim. A leitura das minhas próprias palavras consomem-me mais um bocadinho, pois não correspondem a um ideal tomado em vida.
O hálito fresco misturado com sangue é uma imagem real da juventude. É a imagem da minha existência...da minha inutilidade...que as teclas tristes e harmoniosas sussurram...
sábado, novembro 08, 2003
Sobre-vivências
Incrível o número de baixas americanas desde que as tropas entraram em Bagdad. Saddam Hussein, dizem os entendidos na matéria, ainda está vivo. Mas mais que a suposição do coagular de sangue no líder iraquiano, a agitação que esse tipo de notícias provoca ao povo iraquiano é digno de ser registado, seja por sensacionalismos bárbaros, seja por multi-opinião. Quero eu dizer com isto, que esteja o procuradíssimo Saddam morto ou vivo, trata-se de um mito para o povo, que vê o americano como um "sugador" de riqueza económico-social. Para combater esta visão nada melhor que acreditar na sobrevivência do líder. É um pouco como os alemães aquando a II Guerra Mundial, que só deixaram de combater após as notícias que davam conta da morte de Hitler. Por isso, mais que sobrevivente aos pesquisadores americanos, Saddam Hussein é um sobre-vivente, visto que elevou-se a mito e deixou para os outros o estatuto de "mais um".
Incrível o número de baixas americanas desde que as tropas entraram em Bagdad. Saddam Hussein, dizem os entendidos na matéria, ainda está vivo. Mas mais que a suposição do coagular de sangue no líder iraquiano, a agitação que esse tipo de notícias provoca ao povo iraquiano é digno de ser registado, seja por sensacionalismos bárbaros, seja por multi-opinião. Quero eu dizer com isto, que esteja o procuradíssimo Saddam morto ou vivo, trata-se de um mito para o povo, que vê o americano como um "sugador" de riqueza económico-social. Para combater esta visão nada melhor que acreditar na sobrevivência do líder. É um pouco como os alemães aquando a II Guerra Mundial, que só deixaram de combater após as notícias que davam conta da morte de Hitler. Por isso, mais que sobrevivente aos pesquisadores americanos, Saddam Hussein é um sobre-vivente, visto que elevou-se a mito e deixou para os outros o estatuto de "mais um".
quinta-feira, novembro 06, 2003
Consumismo
Hoje comprei um livro. "O filho de Thor" de Juliet Marillier. Leitura de entretenimento, daquela que nos torna pseudos. Fui almoçar ao bairro da Serafina. Estive a apanhar autocarros com numeros estranhos. Estive numa loja a comprar roupa, onde as pessoas eram de uma amabilidade esquisita para a época e o local. Comi uma bola de Berliner algures e cheguei à conclusão que é um bom bolo em qualquer parte do país. Hoje fez-se diário.
Hoje comprei um livro. "O filho de Thor" de Juliet Marillier. Leitura de entretenimento, daquela que nos torna pseudos. Fui almoçar ao bairro da Serafina. Estive a apanhar autocarros com numeros estranhos. Estive numa loja a comprar roupa, onde as pessoas eram de uma amabilidade esquisita para a época e o local. Comi uma bola de Berliner algures e cheguei à conclusão que é um bom bolo em qualquer parte do país. Hoje fez-se diário.
terça-feira, novembro 04, 2003
Em clara concordância com o João, vou falar de como a mim e à minha volta, o jogador Yekini marcou.
Yekini, ou Deus negro, foi um dos melhores ponta-de-lança que passaram pelo nosso campeonato. Desengane-se que pensa que Yekini era um avançado estático, à espera que as bolas caíssem na area. Yekini era sim um avançado possante que furava as defesas contrárias graças à sua força e técnica. Técnica essa com o perfume do futebol africano. Actualmente, um jogador, também ele africano, se assemelha e muito aos Deus negro. Joga no Beira-Mar e chama-se Kingsley. Não tão instintivo como Yekini mas todavia, muito possante e rápido, é um jogador que traz muita qualidade ao nosso fraquinho futebol. Digo fraquinho com a defesa que uma média de 3000 espectadores por estádio (tirando os 3 grandes) atesta.
De qualquer forma, quando relembro esses tempos (não tão remotos quanto isso) deliro e sonho que esses momentos acontecessem outra vez, até que Yekini e tantos outros voltassem a jogar "daquela" forma. Nesse tempo (não tão longínquo, repito), os clubes ditos de menor dimensão possuíam estrelas de selecções que jogavam mundiais e europeus. Até os 3 grandes tinham internacionais brasileiros. Yekini foi um avançado que ao nível de selecção marcou 37 golos em quase 60 jogos internacionais. Balakov e Kostadinov eram as maiores referências a par de Stoitchkov de uma selecção búlgara que atingiu o estrelato. Rufai era indiscutivel na selecção do seu país enquanto jogava no Farense. O mesmo se pode dizer de Hassan. E tantos outros. Tenho saudades desses tempos, pois agora só os "grandes" dão jogadores às selecções principais. Contudo, pensei que Fary, Meyong ou Mendonça pudessem ser chamados, mas tal não acontece. A globalização chegou para ficar no futebol.
Yekini, ou Deus negro, foi um dos melhores ponta-de-lança que passaram pelo nosso campeonato. Desengane-se que pensa que Yekini era um avançado estático, à espera que as bolas caíssem na area. Yekini era sim um avançado possante que furava as defesas contrárias graças à sua força e técnica. Técnica essa com o perfume do futebol africano. Actualmente, um jogador, também ele africano, se assemelha e muito aos Deus negro. Joga no Beira-Mar e chama-se Kingsley. Não tão instintivo como Yekini mas todavia, muito possante e rápido, é um jogador que traz muita qualidade ao nosso fraquinho futebol. Digo fraquinho com a defesa que uma média de 3000 espectadores por estádio (tirando os 3 grandes) atesta.
De qualquer forma, quando relembro esses tempos (não tão remotos quanto isso) deliro e sonho que esses momentos acontecessem outra vez, até que Yekini e tantos outros voltassem a jogar "daquela" forma. Nesse tempo (não tão longínquo, repito), os clubes ditos de menor dimensão possuíam estrelas de selecções que jogavam mundiais e europeus. Até os 3 grandes tinham internacionais brasileiros. Yekini foi um avançado que ao nível de selecção marcou 37 golos em quase 60 jogos internacionais. Balakov e Kostadinov eram as maiores referências a par de Stoitchkov de uma selecção búlgara que atingiu o estrelato. Rufai era indiscutivel na selecção do seu país enquanto jogava no Farense. O mesmo se pode dizer de Hassan. E tantos outros. Tenho saudades desses tempos, pois agora só os "grandes" dão jogadores às selecções principais. Contudo, pensei que Fary, Meyong ou Mendonça pudessem ser chamados, mas tal não acontece. A globalização chegou para ficar no futebol.
sexta-feira, outubro 31, 2003
Li hoje um artigo do advogado Gil Teixeira, no qual ele submetia Freitas do Amaral como um pilar da democracia nacional. É obvio que se trata de um exagero. Ou talvez não. Passo a explicar através das palavras de Teixeira: "As razões porque o CDS se opôs ao texto constitucional de 1976 viriam a ser reconhecidas quinze anos após essa data. Pode dizer-se que a Constituição alberga o pensamento de Freitas do Amaral".
Como jovem que sou, não tenho conhecimento das consequências desse tal discurso na epóca, e muito menos sei o tom a que foi clamado. O certo é que essas razões ecoaram quinze anos depois e reconheceram o mérito integralmente ao pensamento político de Freitas do Amaral.
"...O centrismo é também, no plano de ideias, uma maneira de pensar que preconiza a abertura do espírito, uma síntese de contribuições válidas donde quer que elas venham, e uma ânsia de justiça tão acentuada que se torne incompatível, tanto com a diferença do conservadorismo social, como com a sofreguidão do radicalismo politico. Alguns teimam, contra toda a evidência, colocar-nos à direita, talvez por terem a sua vista confinada..."
O mais doloroso neste discurso é a minha identificação pessoal com esta maneira de pensar. Tendo o cuidado de calcar suavemente a relva dos outros, mas no entanto, pisando-a; e expugnando as ideologias que a História nos ajudou a dissolver. Parece-me correcta esta visão política, tenha ela sido dita ontem ou há vinte cinco anos atrás.
Conclusão final: Já não se fazem politicos como antigamente.
Como jovem que sou, não tenho conhecimento das consequências desse tal discurso na epóca, e muito menos sei o tom a que foi clamado. O certo é que essas razões ecoaram quinze anos depois e reconheceram o mérito integralmente ao pensamento político de Freitas do Amaral.
"...O centrismo é também, no plano de ideias, uma maneira de pensar que preconiza a abertura do espírito, uma síntese de contribuições válidas donde quer que elas venham, e uma ânsia de justiça tão acentuada que se torne incompatível, tanto com a diferença do conservadorismo social, como com a sofreguidão do radicalismo politico. Alguns teimam, contra toda a evidência, colocar-nos à direita, talvez por terem a sua vista confinada..."
O mais doloroso neste discurso é a minha identificação pessoal com esta maneira de pensar. Tendo o cuidado de calcar suavemente a relva dos outros, mas no entanto, pisando-a; e expugnando as ideologias que a História nos ajudou a dissolver. Parece-me correcta esta visão política, tenha ela sido dita ontem ou há vinte cinco anos atrás.
Conclusão final: Já não se fazem politicos como antigamente.
quarta-feira, outubro 29, 2003
Evite o ponto de não retorno
A viagem ainda me dá algo a apreciar: planos de visão. Contei cinco. Rio, cidade, montanha, nuvem, céu. Uma óptima conjunção de elementos representativos da natureza. E após isto, deparei-me uma vez mais com a pobreza do ser nos seus costumes, tradições e cultura sociológica. Porque todo aquele cenário apaga-se a partir do momento em que retorno à realidade hostil e rotinada. O sonho não está distante, está mesmo ali!,o problema é apenas e só um: Homem.
Aos loucos chamam de tudo. Desde mentirosos a totalmente abstraídos. E pensar eu que eles são dos poucos que conseguem comungar a vida com os cinco elementos.
É apenas uma visão da minha parte, sem ataques nem defesas a ninguém. Trata-se de uma dimensão diferente, diagnosticada e analisada friamente com a ajuda dos sentimentos que a sociedade implanta e expande. Resta saber se há algum bloco operatório para curar todo esta nébula.
A viagem ainda me dá algo a apreciar: planos de visão. Contei cinco. Rio, cidade, montanha, nuvem, céu. Uma óptima conjunção de elementos representativos da natureza. E após isto, deparei-me uma vez mais com a pobreza do ser nos seus costumes, tradições e cultura sociológica. Porque todo aquele cenário apaga-se a partir do momento em que retorno à realidade hostil e rotinada. O sonho não está distante, está mesmo ali!,o problema é apenas e só um: Homem.
Aos loucos chamam de tudo. Desde mentirosos a totalmente abstraídos. E pensar eu que eles são dos poucos que conseguem comungar a vida com os cinco elementos.
É apenas uma visão da minha parte, sem ataques nem defesas a ninguém. Trata-se de uma dimensão diferente, diagnosticada e analisada friamente com a ajuda dos sentimentos que a sociedade implanta e expande. Resta saber se há algum bloco operatório para curar todo esta nébula.
terça-feira, outubro 28, 2003
segunda-feira, outubro 27, 2003
Está inaugurado o palco para a Final do Euro 2004. Uma cerimónia com vários pontos fortes dos quais destaco:
-Voo da águia - muito lindo de se ver e uma óptima benção para o novo recinto.
-O espectaculo de luz e cor - sem sombra de duvida um espectaculo muito bem organizado com o seu auge na total iluminação do relvado.
-Discurso da classe politica - Sampaio foi grande, Santana Lopes usou da oratória para render o público e Durão saiu vaiado. Por muito que o futebol se tente desligar da classe politica, ficou provado um facto: há que aproveitar os grandes públicos para transmitir a mensagem ao governo. O país está mal e descontente com as acções politicas.
-Roger e Nuno Gomes - os únicos à altura do novo estádio. Um pela esperança que representa para o futebol encarnado, o outro pelos golos.
-Voo da águia - muito lindo de se ver e uma óptima benção para o novo recinto.
-O espectaculo de luz e cor - sem sombra de duvida um espectaculo muito bem organizado com o seu auge na total iluminação do relvado.
-Discurso da classe politica - Sampaio foi grande, Santana Lopes usou da oratória para render o público e Durão saiu vaiado. Por muito que o futebol se tente desligar da classe politica, ficou provado um facto: há que aproveitar os grandes públicos para transmitir a mensagem ao governo. O país está mal e descontente com as acções politicas.
-Roger e Nuno Gomes - os únicos à altura do novo estádio. Um pela esperança que representa para o futebol encarnado, o outro pelos golos.
sexta-feira, outubro 24, 2003
Era espacial
Estamos nela? Não! De uma forma contundente claro. Há muita politiquice pelo meio que não deixa os serviços que se destinam à exploração espacial trabalhar em paz.
Okey, eles também não são todos flores que se cheire, mas pelo menos percebem mais de engenharia que eu, por isso gostava que os deixassem trabalhar em paz. O dinheiro já não é o mesmo que mandou para a Lua ícones de primeira apanha, mas pelo menos não o gastem em bens de fraca utilidade para a evolução da raça humana. Desses bens há uns que são interessantes nos documentários de televisão, mas que se ficam por aí. E acho que não estamos a trabalhar para fazer uns cativantes momentos televisivos.
Okey, o Big Brother, Operação Triunfo, Ídolos, Bar da TV e Vidas Reais não me dão razão. E ai de mim se discuto isto com pessoas do sexo feminino acima dos 60 anos...
Tou a fugir ao assunto, referia-me anteriormente aos bens de fraca utilidade. Submarinos, mísseis, ogivas nucleares, aviões, avionetas e aviõezinhos, metralhadoras de canos rotativos, rockets, frigideiras para panquecas e enroladores de cabelo. E eu pergunto? Tamos a reforçar-nos para um eventual ataque extra-terrestre? Assim parece, mas enquanto eles não chegam é melhor experimentarmos um ou outro utensílio...por isso está na hora de mais uns testes nucleares e mais uma guerra santa. O melhor das guerras santas é a mao-de-obra barata e convencida que existe um Deus. Crentes e trabalhadores...o que há melhor que isto?
Estamos nela? Não! De uma forma contundente claro. Há muita politiquice pelo meio que não deixa os serviços que se destinam à exploração espacial trabalhar em paz.
Okey, eles também não são todos flores que se cheire, mas pelo menos percebem mais de engenharia que eu, por isso gostava que os deixassem trabalhar em paz. O dinheiro já não é o mesmo que mandou para a Lua ícones de primeira apanha, mas pelo menos não o gastem em bens de fraca utilidade para a evolução da raça humana. Desses bens há uns que são interessantes nos documentários de televisão, mas que se ficam por aí. E acho que não estamos a trabalhar para fazer uns cativantes momentos televisivos.
Okey, o Big Brother, Operação Triunfo, Ídolos, Bar da TV e Vidas Reais não me dão razão. E ai de mim se discuto isto com pessoas do sexo feminino acima dos 60 anos...
Tou a fugir ao assunto, referia-me anteriormente aos bens de fraca utilidade. Submarinos, mísseis, ogivas nucleares, aviões, avionetas e aviõezinhos, metralhadoras de canos rotativos, rockets, frigideiras para panquecas e enroladores de cabelo. E eu pergunto? Tamos a reforçar-nos para um eventual ataque extra-terrestre? Assim parece, mas enquanto eles não chegam é melhor experimentarmos um ou outro utensílio...por isso está na hora de mais uns testes nucleares e mais uma guerra santa. O melhor das guerras santas é a mao-de-obra barata e convencida que existe um Deus. Crentes e trabalhadores...o que há melhor que isto?
quarta-feira, outubro 22, 2003
Quantos génios se perderam pela tirania?
Quanto progresso se perdeu por falta de sorte?
Quantas invenções foram perdidas por ausência de oportunidade?
Há muitos génios aclamados que roubaram a ideia ao melhor amigo. A História nisso é rígida, pois só entra nos seus patamares quem se conseguiu aguentar no topo, não quem ajudou a erguê-lo.
Quanto progresso se perdeu por falta de sorte?
Quantas invenções foram perdidas por ausência de oportunidade?
Há muitos génios aclamados que roubaram a ideia ao melhor amigo. A História nisso é rígida, pois só entra nos seus patamares quem se conseguiu aguentar no topo, não quem ajudou a erguê-lo.
domingo, outubro 19, 2003
Roswell 47
Their freedom was taken away
as they crashed
to be a project of science
The experiment;
We'll make sure it won't last
Unexpected ??? once
The incident was shut up
because national security
was in jeopardy
They say the weather balloon crashed
but we know it's bullshit
We have the right to know
what really happened in
Roswell '47
Shipping back pieces to hangar
to slowly put it together
To find new weapon technology
and maybe answer how to live forever
What freed them spread disease,
chaos and confusion
The energy fields so strong
Will be worth it
but we have the right to know
what really happened
Roswell '47
They came to visit us, a secret
??? really happen
They lost control
and crashed to Roswell 1947...
1947
Têm razão os suecos. Isto do Estado nos tapar a vista já deu o que tinha a dar. Agora até escutas telefónicas nos metem para nos entretermos. Podiam era muito bem fazer-nos compreender claramente cada fenómeno mal explicado, pois assim só nos estamos a atrasar a nós mesmos, enquanto homens e enquanto espécie. Se as sondas se perdem nos confins dos Universo, porque razão nós não poderemos perder o nosso rumo também? Não é a esconder a realidade dos nossos olhos que iremos habitar em torres biónicas, alcançar os fundos dos mares ou conquistar o espaço!
We Will Rise!
Their freedom was taken away
as they crashed
to be a project of science
The experiment;
We'll make sure it won't last
Unexpected ??? once
The incident was shut up
because national security
was in jeopardy
They say the weather balloon crashed
but we know it's bullshit
We have the right to know
what really happened in
Roswell '47
Shipping back pieces to hangar
to slowly put it together
To find new weapon technology
and maybe answer how to live forever
What freed them spread disease,
chaos and confusion
The energy fields so strong
Will be worth it
but we have the right to know
what really happened
Roswell '47
They came to visit us, a secret
??? really happen
They lost control
and crashed to Roswell 1947...
1947
Têm razão os suecos. Isto do Estado nos tapar a vista já deu o que tinha a dar. Agora até escutas telefónicas nos metem para nos entretermos. Podiam era muito bem fazer-nos compreender claramente cada fenómeno mal explicado, pois assim só nos estamos a atrasar a nós mesmos, enquanto homens e enquanto espécie. Se as sondas se perdem nos confins dos Universo, porque razão nós não poderemos perder o nosso rumo também? Não é a esconder a realidade dos nossos olhos que iremos habitar em torres biónicas, alcançar os fundos dos mares ou conquistar o espaço!
We Will Rise!
sexta-feira, outubro 17, 2003
Hoje vou ser conciso
O Papa e o professor de SD do grem não são compatíveis. Escrever "saiu" como presente da 1ª pessoa do singular também não é bom. Abreviar as frases ao ponto de ficarem como esta: "hj n vou sair pk n m apetece", também não é bom e eu ando a abusar nesta inconsistente forma de escrita. Devia precaver-me, pois isto vai ter resultados pouco satisfatórios na minha carreira escolar, já de si nebulosa e pouco aproveitável (no que concerne ao ensino superior, por demais vezes enunciado neste blog). Acho que tou a usar uma linguagem que não mostra o real estatuto que possuo nesta sociedade. Como ninguém que sou devia falar de uma maneira feia e abundante em erros. Ou simplesmente não falar. Ou podia falar demais e virar louco. Ou podia não ter língua. Ou podiam-me fazer massagens. Gosto desta última...vou acabar aqui que está óptimo.
Não fui conciso, e hoje o texto foi rico em palha. Qual será a principal vitamina da palha? Tenho que me informar. Já arranjei tarefa para amanhã! Yupiii
O Papa e o professor de SD do grem não são compatíveis. Escrever "saiu" como presente da 1ª pessoa do singular também não é bom. Abreviar as frases ao ponto de ficarem como esta: "hj n vou sair pk n m apetece", também não é bom e eu ando a abusar nesta inconsistente forma de escrita. Devia precaver-me, pois isto vai ter resultados pouco satisfatórios na minha carreira escolar, já de si nebulosa e pouco aproveitável (no que concerne ao ensino superior, por demais vezes enunciado neste blog). Acho que tou a usar uma linguagem que não mostra o real estatuto que possuo nesta sociedade. Como ninguém que sou devia falar de uma maneira feia e abundante em erros. Ou simplesmente não falar. Ou podia falar demais e virar louco. Ou podia não ter língua. Ou podiam-me fazer massagens. Gosto desta última...vou acabar aqui que está óptimo.
Não fui conciso, e hoje o texto foi rico em palha. Qual será a principal vitamina da palha? Tenho que me informar. Já arranjei tarefa para amanhã! Yupiii
quinta-feira, outubro 16, 2003
Must take another coffee...!
Pois é, ando viciado em cafeína. É daqueles vícios que nos vão tomando conta da gula sem dar por isso, e quando notamos já é tarde demais para não tomar outra bica. Vou para lá outra vez, muito pelo convívio também...é um pouco o resumo do dia explicado pelos clientes habituais numa mesa de café. Faz-se tarde, aqui em Portugal os cafés fecham tarde, os horários são outros, os vícios são os mesmos confundidos e entendidos de maneiras diferentes. É a Europa e a explosão cultural em todo o seu esplendor.
Pois é, ando viciado em cafeína. É daqueles vícios que nos vão tomando conta da gula sem dar por isso, e quando notamos já é tarde demais para não tomar outra bica. Vou para lá outra vez, muito pelo convívio também...é um pouco o resumo do dia explicado pelos clientes habituais numa mesa de café. Faz-se tarde, aqui em Portugal os cafés fecham tarde, os horários são outros, os vícios são os mesmos confundidos e entendidos de maneiras diferentes. É a Europa e a explosão cultural em todo o seu esplendor.
quarta-feira, outubro 15, 2003
25 anos de pontificado. Uma tarefa estrondosa e que o papa, apesar de muito debilitado por doenças nervosas lá vai cumprindo a muito custo. O ter chegado a esta data é já algo de assinalável. Não sou católico mas não posso deixar de respeitar, pois a minha educação teve bases cristãs e todas as minhas raízes (conhecidas) são crentes a Deus. Por isso expresso este elogio ao papa João Paulo II, que tendo sempre em conta o que representa para toda a comunidade cristã, soube sempre manter uma posição equilibrada pelos caminhos da História, com o maior exemplo desse equilíbrio a recair no período da Guerra Fria.
Não sou tão unânime em afirmar, como o fez Pinto da Costa hoje, que Karol Wojtyla é a maior figura do século XX. Mas tou de acordo que é, sem dúvida alguma, uma das grandes figuras do século passado.
Não sou tão unânime em afirmar, como o fez Pinto da Costa hoje, que Karol Wojtyla é a maior figura do século XX. Mas tou de acordo que é, sem dúvida alguma, uma das grandes figuras do século passado.
terça-feira, outubro 14, 2003
"Vejo-me a viver e a morrer como um animal. As nossas vidas são a própria imagem do Inferno. Férias, lazer, reforma, família, divertimento - tudo isso desapareceu. O tempo já não nos pertence. A moeda do tempo depreciou-se e degradou-se tanto que desapareceu"
Zé Carlos, em relação à globalização infeliz, complexidade e evolução sem controlo das sociedades.
Zé Carlos, em relação à globalização infeliz, complexidade e evolução sem controlo das sociedades.
segunda-feira, outubro 13, 2003
Sou tão ridiculo. Imensamente ridiculo mesmo. Porque não ajo como o resto dos outros? Passava por maioria (tinha sempre razão), vestia-me de maneira esquisita (estava na moda) e era um tipo porreiro (super-simpático e sempre IN).
Aparte estas reflexões esquizofrénicas, denoto em mim uma carga excessiva e sem razão aparente de nervosismo sempre que o assunto me toca particularmente e naquele ponto. Provavelmente deve ser o caule que não está preparado para o vento. Normal quando se é jovem. Anormal quando se pensa que se é adulto. Ridiculo quando não fazemos ideia do que é.
Aparte estas reflexões esquizofrénicas, denoto em mim uma carga excessiva e sem razão aparente de nervosismo sempre que o assunto me toca particularmente e naquele ponto. Provavelmente deve ser o caule que não está preparado para o vento. Normal quando se é jovem. Anormal quando se pensa que se é adulto. Ridiculo quando não fazemos ideia do que é.
domingo, outubro 12, 2003
Aquele corredor é mesmo fundo, mas não me diz nada, porque já sei o que está no fim. Já lá passei muitas tardes, não noites, nem manhãs. Meras tardes que me parecem frescas mas que o tempo e a memória alongam.
Há por aí muitos corredores que eu gostava de ver o fim. Essa curiosidade dá-me motivo a paixões e suspeitas várias. Mais uma vez o tempo concedido ser-me-á crucial para o saber. E o mais envolvente desta mágica dos corredores é que eles estão muito perto, ao nosso lado, por baixo e cima de nós.
Já deram conta que há casas que se cruzam no vosso caminho desde a vossa nascença e vocês não fazem ideia do que está lá dentro? É o mesmo que sinto em relação aos meus corredores. Mas estes não são todos físicos, longe disso. Os trilhos pelos quais a minha imaginação e os meus sonhos me conduzem são os que menos fim e muitas mais encruzilhadas têm.
Há por aí muitos corredores que eu gostava de ver o fim. Essa curiosidade dá-me motivo a paixões e suspeitas várias. Mais uma vez o tempo concedido ser-me-á crucial para o saber. E o mais envolvente desta mágica dos corredores é que eles estão muito perto, ao nosso lado, por baixo e cima de nós.
Já deram conta que há casas que se cruzam no vosso caminho desde a vossa nascença e vocês não fazem ideia do que está lá dentro? É o mesmo que sinto em relação aos meus corredores. Mas estes não são todos físicos, longe disso. Os trilhos pelos quais a minha imaginação e os meus sonhos me conduzem são os que menos fim e muitas mais encruzilhadas têm.
quinta-feira, outubro 09, 2003
E eis-me aqui passeando pelos pátios da blogosfera.
Está algo catastrófico o meu raciocinio nocturno, deve ter algo a ver com os grilos que ecoam o seu cio sazonal. O facto é que o desenvolvimento da nossa civilização não dá grande espaço aos fenómenos naturais, logo, os coitados dos grilos irritam-me a mim e a muito boa gente.
É tudo por hoje.
Está algo catastrófico o meu raciocinio nocturno, deve ter algo a ver com os grilos que ecoam o seu cio sazonal. O facto é que o desenvolvimento da nossa civilização não dá grande espaço aos fenómenos naturais, logo, os coitados dos grilos irritam-me a mim e a muito boa gente.
É tudo por hoje.
quarta-feira, outubro 08, 2003
A respeito do sempre jocoso Blogus Horribilis do Grem, acrescento ainda mais: 2=1+1. É sobrenatural o nosso conhecimento. E se eu disser que me encontro em longitude a -9,066667 e em latitude a 38,66667 ? É claro que voces sabem que estou no Barreiro. Tão simples como 1+1 equivalerem a 2.
segunda-feira, outubro 06, 2003
sábado, outubro 04, 2003
sexta-feira, outubro 03, 2003
Demito-me....
(Risos) Isto anda tudo a girar ao contrário! Então um cidadão quebra a lei e depois demite-se e está resolvida a questão?!
Quero tudo preso, quais demissões!! Se fosse o meu pai já ele tava em prisão preventiva, mas como é o "Sr. Dr." aí já está tudo resolvido. É bom ter o poder de ministro para pôr na faculdade de medicina a filha de um conhecido meu enquanto o bacano X derrama-se em lágrimas porque não entrou por uma décima. Sinceramente! Isto é típico de um estado de direito?!?! Se for fico entusiasmado, mesmo muito, e mais vou ficar quando daqui a uma semana já ninguém falar do caso do helicóptero de Lamego! Esse também se demitiu quando devia era tar a cheirar as grades...
Estas cenas revoltam-me e pior fico quando dentro de 2 dias se der o "grande" feriado da implantação da República. Como é feriado não vou escrever nada neste blog nesse dia. Ultimamente tenho chamado a esse feriado o dia do desmoronamento da sociedade portuguesa. Não me considero pró-monárquico, longe disso, mas também não sou nem de longe, nem de perto, republicano. Não acho que seja preciso um Parlamento com uma data de "marmanjos" a encher os bolsos, para que o nosso país evolua. Mas sei que com um rei também só resta rezarmos para que ele seja um índividuo pacífico. Para mim o esquema ideal é o inglês, pois não vive atrás de uma Constituição e melhor, funciona melhor sem ela. Há uma Câmara de Lords e outra de Cidadãos e o equilíbrio e decisões partem daqui até chegar ao Primeiro-Ministro. Pelo meio é mandada um nota oficial à corte real e eles pouco mais podem fazer que lê-la, enquanto passam férias na Suiça.
Concluíndo, é rídiculo passarmos 4 anos a estudarmos a Constituição, quando há países como a Inglaterra que nem sequer a têm e vivem muito bem sem ela.
Mas, futuristicamente falando, embora o meu pessimismo não me dê grande espaço de manobra, a Constituição e a estrutura da União Europeia têm que ser apreendidas pelos cidadãos, porque é esse o esforço de toda a UE. Para isso o primeiro passo é sentirmo-nos tanto portugueses, como europeus. Não preciso de reflectir muito para chegar à conclusão que a História da Europa dá-me mais interesse que a História portuguesa. Pessimismo exagerado ou anti-nacionalista, pode quem ler isto vir a pensar, mas apenas digo tal, porque a Europa tem muito e mais para estudarmos que 900 anos de História portuguesa. Digam-me se tem lógica dizer que possuímos uma aliança com a Inglaterra que dura há tantos séculos, se não conhecemos a nação inglesa? Ficamos a meio do caminho não acham?
O obstáculo mais díficil de passar para o estudo dos inimigos é não os tratar como tal.
(Risos) Isto anda tudo a girar ao contrário! Então um cidadão quebra a lei e depois demite-se e está resolvida a questão?!
Quero tudo preso, quais demissões!! Se fosse o meu pai já ele tava em prisão preventiva, mas como é o "Sr. Dr." aí já está tudo resolvido. É bom ter o poder de ministro para pôr na faculdade de medicina a filha de um conhecido meu enquanto o bacano X derrama-se em lágrimas porque não entrou por uma décima. Sinceramente! Isto é típico de um estado de direito?!?! Se for fico entusiasmado, mesmo muito, e mais vou ficar quando daqui a uma semana já ninguém falar do caso do helicóptero de Lamego! Esse também se demitiu quando devia era tar a cheirar as grades...
Estas cenas revoltam-me e pior fico quando dentro de 2 dias se der o "grande" feriado da implantação da República. Como é feriado não vou escrever nada neste blog nesse dia. Ultimamente tenho chamado a esse feriado o dia do desmoronamento da sociedade portuguesa. Não me considero pró-monárquico, longe disso, mas também não sou nem de longe, nem de perto, republicano. Não acho que seja preciso um Parlamento com uma data de "marmanjos" a encher os bolsos, para que o nosso país evolua. Mas sei que com um rei também só resta rezarmos para que ele seja um índividuo pacífico. Para mim o esquema ideal é o inglês, pois não vive atrás de uma Constituição e melhor, funciona melhor sem ela. Há uma Câmara de Lords e outra de Cidadãos e o equilíbrio e decisões partem daqui até chegar ao Primeiro-Ministro. Pelo meio é mandada um nota oficial à corte real e eles pouco mais podem fazer que lê-la, enquanto passam férias na Suiça.
Concluíndo, é rídiculo passarmos 4 anos a estudarmos a Constituição, quando há países como a Inglaterra que nem sequer a têm e vivem muito bem sem ela.
Mas, futuristicamente falando, embora o meu pessimismo não me dê grande espaço de manobra, a Constituição e a estrutura da União Europeia têm que ser apreendidas pelos cidadãos, porque é esse o esforço de toda a UE. Para isso o primeiro passo é sentirmo-nos tanto portugueses, como europeus. Não preciso de reflectir muito para chegar à conclusão que a História da Europa dá-me mais interesse que a História portuguesa. Pessimismo exagerado ou anti-nacionalista, pode quem ler isto vir a pensar, mas apenas digo tal, porque a Europa tem muito e mais para estudarmos que 900 anos de História portuguesa. Digam-me se tem lógica dizer que possuímos uma aliança com a Inglaterra que dura há tantos séculos, se não conhecemos a nação inglesa? Ficamos a meio do caminho não acham?
O obstáculo mais díficil de passar para o estudo dos inimigos é não os tratar como tal.
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