Under a dying sun
É natural que ele morra e por esse facto a Terra deixe de existir, acabando assim um mar de sofrimentos, que segundo muitos é o que dá côr à vida, mas segundo outros é um mal desnecessário que os vicios lá vão relembrando.
Hoje, envolto pelo ruído chato do barco, o Sol batia-me na nuca com imensa força, tornando a ocasião por mim vivida em algo especial, visto que ao mesmo tempo decorria no meu discman a música que dá titulo à etapa de hoje...e a equivalência foi extrema, tão extrema que fechei os olhos e no cor-de-laranja escuro que as minhas palpebras escondiam tornei aquele momento em algo fantástico. Foi paz que durou poucos segundos, entre os quais, as batidas da música amainavam a minha cólera pelo errado do mundo e fizeram aparecer em mim, por míseros segundo (volto a salientar), a paz que há muito não me passava pela mente poder ainda existir.
Adorava que essa paz voltasse por mais tempo, mas não sou louco para pedir o infinito, pois se vivesse sobre esse espírito ameno e calmo, seria apelidado de louco. Loucos que nós condenamos, porque não compreendemos o seu bem-estar.
E assim o Sol vai observando e morrendo...
quarta-feira, agosto 27, 2003
domingo, agosto 24, 2003
"O nenúfar é uma belíssima e inútil flor da poesia descritiva, dói ainda mais a formusura sem objectivo que o desamor" - Camilo José Cela
Quem fala assim não é gago, é um génio.
Continuo a adorar as situações simples, no entanto perco-me tanto em esquemas complexos que acabo por me afundar em pensamentos que em nada contribuem para o meu bem-estar.
Quem fala assim não é gago, é um génio.
Continuo a adorar as situações simples, no entanto perco-me tanto em esquemas complexos que acabo por me afundar em pensamentos que em nada contribuem para o meu bem-estar.
sexta-feira, agosto 22, 2003
Ela é fácil de satisfazer, está em todo o lado, não é dificil alimentá-la. Dificil é fazer com que ela tenha fome. Tou perante um bloqueio satisfatório da minha existência. "In Defiance Of Existence" é o ultimo trabalho duma banda nórdica que muito aprecio e só o titulo leva-me por caminhos tão longos que não lhes vejo o fim, até porque em certas alturas as encruzilhadas são tantas que a desistência é um facto ponderado e eficaz. Tudo o que seja feito sem o consentimento da desistência é doloroso e extremamente interrogativo. No fundo a minha existência não é desobediente, até porque só a imortalidade desobece o fenómeno natural vida e por isso ser tão sagrado. Porque neste mar de interrogações há lugar para certezas e uma delas é que tudo o que não está ao nosso alcance é sagrado. Por isso os brinquedos que estavam em cima do armário eram os melhores, por isso aquela por quem todos se babavam na escola era a melhor e por isso o Vodka purissimo é o melhor.
São fases, e estruturalmente todas acabam, umas demoram mais tempo que as outras, é certo, mas têm todas o seu termo. Há convenções sociais que nos dizem que há mortes mais "saudáveis" que as outras mas no fundo é tudo uma patetice, é o mesmo que dizer que há nascimentos melhores que os outros, por outras palavras, és um ser inútil e que mais valias não teres nascido! Claro que isto não pode ser dito assim, por isso tal como um nascimento pode demorar mais ou ter mais problemas, também uma morte tem o direito de ter também problemas e de poder se alongar um bocado mais!
Se merecemos que ela seja lenta ou rápida isso não somos nós que decidimos, tal como não fomos nós que decidimos se queríamos nascer ou não.
A temática "Deus" torna-se ambígua e chata, demasiado fervor e pouco raciocinio:
"No dia do Juizo Final os ressuscitados falarão apenas quando Deus lhes mandar com muito generosa complacência"
São fases, e estruturalmente todas acabam, umas demoram mais tempo que as outras, é certo, mas têm todas o seu termo. Há convenções sociais que nos dizem que há mortes mais "saudáveis" que as outras mas no fundo é tudo uma patetice, é o mesmo que dizer que há nascimentos melhores que os outros, por outras palavras, és um ser inútil e que mais valias não teres nascido! Claro que isto não pode ser dito assim, por isso tal como um nascimento pode demorar mais ou ter mais problemas, também uma morte tem o direito de ter também problemas e de poder se alongar um bocado mais!
Se merecemos que ela seja lenta ou rápida isso não somos nós que decidimos, tal como não fomos nós que decidimos se queríamos nascer ou não.
A temática "Deus" torna-se ambígua e chata, demasiado fervor e pouco raciocinio:
"No dia do Juizo Final os ressuscitados falarão apenas quando Deus lhes mandar com muito generosa complacência"
quarta-feira, agosto 20, 2003
Assassínio
Confesso que de Sérgio Vieira de Mello conhecia pouco mais do que a sua participação no findar do conflito em Timor-Leste. Seja como fôr, o assassinato brutal que ontem o vitimou deixa-me chocado e com poucos argumentos. A ONU é a instituição máxima de paz mundial e cada atentado sobre ela deve ser punido. Pensa-se que foi por motivos de ordem religiosa mas de tal facto não tenho provas, visto que ultimamente tenho vivido pouco informado, mas só o relato do sucedido é uma catástrofe para a paz.
Pouco mais tenho para dizer, apenas queria demonstrar o meu choque pela notícia, pois não morreu apenas mais um homem, morreu um dos poucos homens que ainda acreditava na Humanidade do nosso ser e isso quanto a mim, é uma perda pesada no nosso mundi-sistema.
Confesso que de Sérgio Vieira de Mello conhecia pouco mais do que a sua participação no findar do conflito em Timor-Leste. Seja como fôr, o assassinato brutal que ontem o vitimou deixa-me chocado e com poucos argumentos. A ONU é a instituição máxima de paz mundial e cada atentado sobre ela deve ser punido. Pensa-se que foi por motivos de ordem religiosa mas de tal facto não tenho provas, visto que ultimamente tenho vivido pouco informado, mas só o relato do sucedido é uma catástrofe para a paz.
Pouco mais tenho para dizer, apenas queria demonstrar o meu choque pela notícia, pois não morreu apenas mais um homem, morreu um dos poucos homens que ainda acreditava na Humanidade do nosso ser e isso quanto a mim, é uma perda pesada no nosso mundi-sistema.
terça-feira, agosto 19, 2003
Não é mais um daqueles dias...
Pior que tudo é esta solidão interna, externa e eu sei lá de que mais tipos. Mais estranho ainda é poder estar com as pessoas mas rejeitá-lo para continuar neste estado. Não tenho forças para nada, não me apetece divertir, não desejo entusiasmo...só queria alguém para partilhar esta noite, alguém que sentisse o que digo, alguém com quem conversar, apenas isso.
Mas anda tudo ocupado...a divertirem-se e a rirem-se com quem gostam, pena eu não reunir as condições para essas relações.
Por isso é q tou farto de discursos positivos, que tudo há de correr bem, etc, etc...
Se tudo corresse bem não estava a sentir-me como agora.
Pior que tudo é esta solidão interna, externa e eu sei lá de que mais tipos. Mais estranho ainda é poder estar com as pessoas mas rejeitá-lo para continuar neste estado. Não tenho forças para nada, não me apetece divertir, não desejo entusiasmo...só queria alguém para partilhar esta noite, alguém que sentisse o que digo, alguém com quem conversar, apenas isso.
Mas anda tudo ocupado...a divertirem-se e a rirem-se com quem gostam, pena eu não reunir as condições para essas relações.
Por isso é q tou farto de discursos positivos, que tudo há de correr bem, etc, etc...
Se tudo corresse bem não estava a sentir-me como agora.
domingo, agosto 17, 2003
"Politica é fazer escolhas dificeis. Mas é também fazer juizos de valor. Toda a politica é baseada em juizos de valor e esses devem ser o objecto do debate e escrutinio publico.
Esta era a minha visão quando me tornei Primeiro-Ministro da Noruega, seis anos atrás, e assim estabeleci a Comissão dos Valores Humanos. A ideia por detrás desta comissão era convidar toda a população a reflectir connosco (a classe politica) questões como: O que é uma boa vida? Que valores queremos implantar ou modificar na nossa sociedade? Como podemos assegurar que todos os actores da sociedade participem na construção de um futuro benéfico para todos nós?"
- Primeiro Ministro norueguês, Kjell Magne Bondevik
Esta comissão teve um sucesso tão tremendo na Noruega que numa conferência realizada em Oslo 98, o presidente da IDB (International Data Base) decidiu aplicar a fórmula aos países da América do Sul. O sucesso foi novamente extraordinário, com uma franca adesão das pessoas à iniciativa.
E eu pergunto-me, ninguém por cá tem ideias destas???
Nunca ninguém me veio perguntar o que são as condições de vida ideais ou quais os valores mais importantes no nosso país. Ao meus pais acho que também não perguntaram, o que é grave, pois no 25 de Abril tal contacto com o povo deveria ter sido estabelecido. Ao meu avô nem pergunto, pois a história salazarista dá-me a resposta. E é nesta distância povo/chefias politicas que vivemos há tanto tempo mas parece que ninguém está disposto a mudar.
Depois admiramo-nos da distância entre estes povos e o nosso...distância essa que podemos encurtar, mas que os discursos politicos que enviusam normalmente em redundâncias e/ou extremismos não querem saber.
Se alguém tivesse perguntado o que estava mal nas florestas portuguesas aos proprietários, aos guardas florestais e obviamente aos bombeiros teriam-se salvo muitos hectares, mas para variar, só se tomam medidas depois dos desastres acontecerem.
Enfim...
Esta era a minha visão quando me tornei Primeiro-Ministro da Noruega, seis anos atrás, e assim estabeleci a Comissão dos Valores Humanos. A ideia por detrás desta comissão era convidar toda a população a reflectir connosco (a classe politica) questões como: O que é uma boa vida? Que valores queremos implantar ou modificar na nossa sociedade? Como podemos assegurar que todos os actores da sociedade participem na construção de um futuro benéfico para todos nós?"
- Primeiro Ministro norueguês, Kjell Magne Bondevik
Esta comissão teve um sucesso tão tremendo na Noruega que numa conferência realizada em Oslo 98, o presidente da IDB (International Data Base) decidiu aplicar a fórmula aos países da América do Sul. O sucesso foi novamente extraordinário, com uma franca adesão das pessoas à iniciativa.
E eu pergunto-me, ninguém por cá tem ideias destas???
Nunca ninguém me veio perguntar o que são as condições de vida ideais ou quais os valores mais importantes no nosso país. Ao meus pais acho que também não perguntaram, o que é grave, pois no 25 de Abril tal contacto com o povo deveria ter sido estabelecido. Ao meu avô nem pergunto, pois a história salazarista dá-me a resposta. E é nesta distância povo/chefias politicas que vivemos há tanto tempo mas parece que ninguém está disposto a mudar.
Depois admiramo-nos da distância entre estes povos e o nosso...distância essa que podemos encurtar, mas que os discursos politicos que enviusam normalmente em redundâncias e/ou extremismos não querem saber.
Se alguém tivesse perguntado o que estava mal nas florestas portuguesas aos proprietários, aos guardas florestais e obviamente aos bombeiros teriam-se salvo muitos hectares, mas para variar, só se tomam medidas depois dos desastres acontecerem.
Enfim...
quinta-feira, agosto 14, 2003
Que bom, tou em decadência!
Extravasar da alma em mil bocados, o ladrar do cães em timbres humanos, que redundante!
É impressionante a quantidade de expressões sobre as quais reflicto, pareço um pólo multifuncional onde tudo encaixa e toda a linha de montagem segue sem paragens ou dúvidas. Taylor havia de achar piada ao meu ser. Hmmm...talvez não, afinal o carácter humano pouco significava para ele. Mas o que interesa mesmo é o presente e ele é FANTÁSTiCO!
Porquê?
Porque a minha existência é tão igual como uma pauta aduaneira entrada em vigor no ano de 83, o mesmo em que nasci.
É ridiculamente frustrante apagar o que escrevo, corrijo-me a mim próprio e às minhas afirmações que saem para o ar, quais flamingos atacados por um rinoceronte! Com medo que não seja a realidade apago-as, fazendo esquecer o quão incompetente é a minha capacidade de raciocionio. Claro que não podemos ter todos o mesmo Q.I. não é? O meu chega-me para fazer uma existência imbecil e sem significado, sem vontade de alterar nada, sonhando muito mas fazendo muito pouco para que eles (sonhos) se concretizem.
Por isso caio nesta virtualidade tão efémera quanto uma obra dum aldeão senegalês. Tanto não lhe ligam a ele como a mim.
E engasgo-me a falar mais uma vez, que quotidiano, que falta de confiança! Mas também não me interessa mudar isso. Apetece-me sim apagar este post todo mas por teimosia deixo-o estar como está e pouco mais lhe acrescentarei. Finalizo com um "bem hajam" esta tirada de hoje, porque são vocês que me fazem ver o quão inutil é minha presença neste planeta tão acolhedor.
Extravasar da alma em mil bocados, o ladrar do cães em timbres humanos, que redundante!
É impressionante a quantidade de expressões sobre as quais reflicto, pareço um pólo multifuncional onde tudo encaixa e toda a linha de montagem segue sem paragens ou dúvidas. Taylor havia de achar piada ao meu ser. Hmmm...talvez não, afinal o carácter humano pouco significava para ele. Mas o que interesa mesmo é o presente e ele é FANTÁSTiCO!
Porquê?
Porque a minha existência é tão igual como uma pauta aduaneira entrada em vigor no ano de 83, o mesmo em que nasci.
É ridiculamente frustrante apagar o que escrevo, corrijo-me a mim próprio e às minhas afirmações que saem para o ar, quais flamingos atacados por um rinoceronte! Com medo que não seja a realidade apago-as, fazendo esquecer o quão incompetente é a minha capacidade de raciocionio. Claro que não podemos ter todos o mesmo Q.I. não é? O meu chega-me para fazer uma existência imbecil e sem significado, sem vontade de alterar nada, sonhando muito mas fazendo muito pouco para que eles (sonhos) se concretizem.
Por isso caio nesta virtualidade tão efémera quanto uma obra dum aldeão senegalês. Tanto não lhe ligam a ele como a mim.
E engasgo-me a falar mais uma vez, que quotidiano, que falta de confiança! Mas também não me interessa mudar isso. Apetece-me sim apagar este post todo mas por teimosia deixo-o estar como está e pouco mais lhe acrescentarei. Finalizo com um "bem hajam" esta tirada de hoje, porque são vocês que me fazem ver o quão inutil é minha presença neste planeta tão acolhedor.
sábado, agosto 09, 2003
O Hino
Na inauguração do Alvalade XXI houve uma altura que me confundiu: o Hino. Vozes ao alto, entoando um canto vivo e forte que ecoava pelas paredes recentemente erguidas do novo estádio. E aí me deparei com uma dúvida: será que o Hino me arrepia pelos milhares de vozes que o entoam ao mesmo tempo ou será pelo apelo ao patriotismo que ele representa?
A letra do Hino, todos sabem, está obsoleta e nada tem a ver com a actualidade. Por outro lado é uma canção do principio do século passado e por isso a carga histórica acentua-se a cada ano que passa. No entanto parece-me pouco para com a música que nos representa em qualquer parte do globo...muito pouco mesmo.
Isto leva-me à conclusão que afinal arrepiei-me sim, pelo conjunto de vozes que entoam o Hino. Um factor chave d' "A Portuguesa" é o cativar da voz através de uma letra de fácil memorização e que muda o ambiente tornando-o algo de único. Comparando-o a outro hinos, como "Le Marseillese" ou o "God save the Queen" vejo que o português não é um tédio como estes dois, nos quais a letra e a música arrastam-se numa melodia melancólica e pouco apelativa ao chamamento das vozes.
É aqui que reside a diferença, os hinos de Inglaterra e França apelam ao verdadeiro patrotismo, à história do povo, ao passado, presente e futuro duma nação, deixando de lado a força da voz. Quanto ao nosso, definiria-o assim: Muita pujança na voz, mas pouca reflexão sobre o que ela significa.
De qualquer maneira sou contra um nova versão do Hino. Essa mudança só por si não mudaria o facto do português não ser patriótico. Perguntem a qualquer um onde nasceu Portugal e vão ter muitas surpresas...muitas mesmo.
Na inauguração do Alvalade XXI houve uma altura que me confundiu: o Hino. Vozes ao alto, entoando um canto vivo e forte que ecoava pelas paredes recentemente erguidas do novo estádio. E aí me deparei com uma dúvida: será que o Hino me arrepia pelos milhares de vozes que o entoam ao mesmo tempo ou será pelo apelo ao patriotismo que ele representa?
A letra do Hino, todos sabem, está obsoleta e nada tem a ver com a actualidade. Por outro lado é uma canção do principio do século passado e por isso a carga histórica acentua-se a cada ano que passa. No entanto parece-me pouco para com a música que nos representa em qualquer parte do globo...muito pouco mesmo.
Isto leva-me à conclusão que afinal arrepiei-me sim, pelo conjunto de vozes que entoam o Hino. Um factor chave d' "A Portuguesa" é o cativar da voz através de uma letra de fácil memorização e que muda o ambiente tornando-o algo de único. Comparando-o a outro hinos, como "Le Marseillese" ou o "God save the Queen" vejo que o português não é um tédio como estes dois, nos quais a letra e a música arrastam-se numa melodia melancólica e pouco apelativa ao chamamento das vozes.
É aqui que reside a diferença, os hinos de Inglaterra e França apelam ao verdadeiro patrotismo, à história do povo, ao passado, presente e futuro duma nação, deixando de lado a força da voz. Quanto ao nosso, definiria-o assim: Muita pujança na voz, mas pouca reflexão sobre o que ela significa.
De qualquer maneira sou contra um nova versão do Hino. Essa mudança só por si não mudaria o facto do português não ser patriótico. Perguntem a qualquer um onde nasceu Portugal e vão ter muitas surpresas...muitas mesmo.
quinta-feira, julho 31, 2003
Sobejamente redundante e ternamente confundido
isto hoje vai ser giro:
Então não é q a pluralidade do ser humano n passa duma farsa? Tou com um problema irresoluvel (pelo menos de momento) no qual o audiovisual casual se torna subliminar. Os sonhos tornam-se demasiado quentes, chegando quase à temperatura de um fogo posto. Estes fogos são mais quentes que os normais, visto que os bombeiros saúdam a vingança sobre quem comete esses actos. Assim junta-se profissionalismo com pecado. o que é bom!
Podia não pecar também, ia para padre e depois dava missa às almas carentes. Que sonho tão lindo!
...esqueçam...prefiro as chamas, são mais apropriadas á temperatura ambiente.
Este calor não ajuda em nada a pensar sobre algo decente, por isso sai o q vocês lêem. Vocês que eu desconfio não existirem, mas também não importa, tou sozinho no mundo, estamos todos. Há quem se sinta equiparado a alguém nessa solidão e depois acabam por ameniza-la, mas comigo isso não acontece, cada dia que passa é mais um nesta caminhada pelo desconhecido.
Estranho...porque apareceram as vidraças imponentes da minah vizinha lçá da Baixa da Banheira na minha mente? Eram verdes e por trás tinham um quadro bonito que já não me lembro muito bem. Era uma casa espaçosa e com bastante decoração. Agora lembrei-me que ela tinha um tapete que me faz lembrar a criação do mundo e os jardins suspensos. não consigo arranjar uma ligação viável para este recordar...deve ser mais uma relação das minhas.
Sei apenas que gostaria de ver esse tapete outra vez. Tem um valor inestimavel para mim. Há cenas tao ridiculas que tomam um valor incalculavel para a nossa existencia. muitas vezes damos valor em excesso para elas e esquecemo-nos das pessoas. Sabem o que vos digo quanto a isto? Fazemos muito bem! Das pessoas já espero muito pouco, a humanidade para mim existiu no passado, não no presente e jamais no futuro.
- Queres um uísque?
- Prefiro um gim.
- Com agua tónica?
- Está bem.
- Nada de esta bem! Queres com água tónica?
- Quero obrigado
isto hoje vai ser giro:
Então não é q a pluralidade do ser humano n passa duma farsa? Tou com um problema irresoluvel (pelo menos de momento) no qual o audiovisual casual se torna subliminar. Os sonhos tornam-se demasiado quentes, chegando quase à temperatura de um fogo posto. Estes fogos são mais quentes que os normais, visto que os bombeiros saúdam a vingança sobre quem comete esses actos. Assim junta-se profissionalismo com pecado. o que é bom!
Podia não pecar também, ia para padre e depois dava missa às almas carentes. Que sonho tão lindo!
...esqueçam...prefiro as chamas, são mais apropriadas á temperatura ambiente.
Este calor não ajuda em nada a pensar sobre algo decente, por isso sai o q vocês lêem. Vocês que eu desconfio não existirem, mas também não importa, tou sozinho no mundo, estamos todos. Há quem se sinta equiparado a alguém nessa solidão e depois acabam por ameniza-la, mas comigo isso não acontece, cada dia que passa é mais um nesta caminhada pelo desconhecido.
Estranho...porque apareceram as vidraças imponentes da minah vizinha lçá da Baixa da Banheira na minha mente? Eram verdes e por trás tinham um quadro bonito que já não me lembro muito bem. Era uma casa espaçosa e com bastante decoração. Agora lembrei-me que ela tinha um tapete que me faz lembrar a criação do mundo e os jardins suspensos. não consigo arranjar uma ligação viável para este recordar...deve ser mais uma relação das minhas.
Sei apenas que gostaria de ver esse tapete outra vez. Tem um valor inestimavel para mim. Há cenas tao ridiculas que tomam um valor incalculavel para a nossa existencia. muitas vezes damos valor em excesso para elas e esquecemo-nos das pessoas. Sabem o que vos digo quanto a isto? Fazemos muito bem! Das pessoas já espero muito pouco, a humanidade para mim existiu no passado, não no presente e jamais no futuro.
- Queres um uísque?
- Prefiro um gim.
- Com agua tónica?
- Está bem.
- Nada de esta bem! Queres com água tónica?
- Quero obrigado
quarta-feira, julho 30, 2003
Somos flocos de neve?
Consegui arranjar uma relação entre nós humanos e os flocos de neve. Não sei ainda se vou fazer uma tese mas pelo menos vou explicar parte desta relação. Se tiverem interessados basta continuarem a ler.
Usando Macro-visão constato que um floco de neve é um pedaço de um todo, é um microrganismo pertencente a um todo enorme. O humano é isso também, um no meio de tantos. Ainda tou para descobrir o esperto que apelidou toda a raça humana no singular - "Homem". Depois admiram-se das confusões entre cientifico e historia...óbvio.
Aparte este erro cometido sabe-se lá por quem, o floco de neve é uma particula pequenina, mesquinha, fria e incomodativa e que só mete realmente medo quando se junta aos outros flocos (sigam a imagem de uma avalanche). Se relacionarmos isto com os humanos vemos Greenpeace, manifestações por tudo e por nada e em pior caso...guerras.
Por fim e para concluir a minha apreciação, os flocos de neve acabam a sua existência espezinhados e sujos pelo tempo, a apodrecer ao sol.
O pior é que para o proximo Inverno poderá não haver mais...
...presentes da raça humana para com os seus semelhantes
Agradeçam ao vosso deus...com sorte ele da-vos um fim melhor que aos flocos de neve
Consegui arranjar uma relação entre nós humanos e os flocos de neve. Não sei ainda se vou fazer uma tese mas pelo menos vou explicar parte desta relação. Se tiverem interessados basta continuarem a ler.
Usando Macro-visão constato que um floco de neve é um pedaço de um todo, é um microrganismo pertencente a um todo enorme. O humano é isso também, um no meio de tantos. Ainda tou para descobrir o esperto que apelidou toda a raça humana no singular - "Homem". Depois admiram-se das confusões entre cientifico e historia...óbvio.
Aparte este erro cometido sabe-se lá por quem, o floco de neve é uma particula pequenina, mesquinha, fria e incomodativa e que só mete realmente medo quando se junta aos outros flocos (sigam a imagem de uma avalanche). Se relacionarmos isto com os humanos vemos Greenpeace, manifestações por tudo e por nada e em pior caso...guerras.
Por fim e para concluir a minha apreciação, os flocos de neve acabam a sua existência espezinhados e sujos pelo tempo, a apodrecer ao sol.
O pior é que para o proximo Inverno poderá não haver mais...
...presentes da raça humana para com os seus semelhantes
Agradeçam ao vosso deus...com sorte ele da-vos um fim melhor que aos flocos de neve
domingo, julho 27, 2003
Gostei de ler e não posso deixar de comentar a opinião de João Silva sobre a moldabilidade da opinião pública portuguesa. Claro que antes prefiro dizer mundial, pois a globalização não deve ser desprezada sob a pena de caírmos numa especie de vortex minoritário que só nos trará mais dissabores (é possível..acreditem).
Numa simples frase o João resume a nossa sociedade "No fundo, é o tal "vazio de expectativa", de que eu falava, que deixa os portugueses à mercê dos órgãos de comunicação, que, por sua vez, abundam em tudo menos imparcialidade".
O vazio de expectativa é quanto a mim o que o Professor Ernesto Castro Leal chama de pessimismo incondicional dos portugueses, é aquilo que alguma coisa tem que estar mal e é nos impossível estar bem com tudo. É por estas e por outras que a selecção nacional devia jogar sempre com um jogador em vez de outro..porque todos temos opinião de bancada mas não passa disso mesmo, duma opinião longínqua dos grandes palcos e dos grandes centros de debate. É daí que vem a moldabilidade da nossa opinião, do nosso medo de opinar e assim restringirmo-nos às regras rangelianas ou monizticas (perdoem-me os palavrões) que são em termo concreto tão viáveis como a moda. Talvez seja o objectivo base da faculdade ajudar-nos a argumentar com sabedoria a nossa opinião, mas o real da questão é que a negativizamos e acabam por cair 4 anos de estudo por terra...
"Mas não encaro esta "teoria" com pessimismo. Aliás, estou bem consciente que é um sintoma humano e não português."
É aqui que a a globalização conflue em actor global. Teatralização e representação da sociedade como ela não é. O português é pessimista, o alemão não, quando se calhar, teria mais razões para isso (Ver guerras mundiais).
E porque não gosto de opinar sem tentar dar soluções vou fiar-me no exemplo alemão. Os portugueses enquanto aguardam pelo horário nobre televisivo com impaciência, não muito longe daqui, o povo alemão aproveita-o para ler o que de melhor tem a literatura alemã (e não só alemã...não quero entrar em nacionalismos descontextualizados).
Por estas e por outras é que a mudança tem mais impacto nestes países, pois normalmente é pensada, reformulada e gerida. A sudoeste europeu a mudança chega de forma inevitável, como um tornado se tratasse.
É por isso que aprecio enjoado a cada reza à santinha e a cada discussão futebolistico-politica (aqui é tudo a mesma coisa - Ver Sevilha 2003).
A Sudoeste..nada de novo
Numa simples frase o João resume a nossa sociedade "No fundo, é o tal "vazio de expectativa", de que eu falava, que deixa os portugueses à mercê dos órgãos de comunicação, que, por sua vez, abundam em tudo menos imparcialidade".
O vazio de expectativa é quanto a mim o que o Professor Ernesto Castro Leal chama de pessimismo incondicional dos portugueses, é aquilo que alguma coisa tem que estar mal e é nos impossível estar bem com tudo. É por estas e por outras que a selecção nacional devia jogar sempre com um jogador em vez de outro..porque todos temos opinião de bancada mas não passa disso mesmo, duma opinião longínqua dos grandes palcos e dos grandes centros de debate. É daí que vem a moldabilidade da nossa opinião, do nosso medo de opinar e assim restringirmo-nos às regras rangelianas ou monizticas (perdoem-me os palavrões) que são em termo concreto tão viáveis como a moda. Talvez seja o objectivo base da faculdade ajudar-nos a argumentar com sabedoria a nossa opinião, mas o real da questão é que a negativizamos e acabam por cair 4 anos de estudo por terra...
"Mas não encaro esta "teoria" com pessimismo. Aliás, estou bem consciente que é um sintoma humano e não português."
É aqui que a a globalização conflue em actor global. Teatralização e representação da sociedade como ela não é. O português é pessimista, o alemão não, quando se calhar, teria mais razões para isso (Ver guerras mundiais).
E porque não gosto de opinar sem tentar dar soluções vou fiar-me no exemplo alemão. Os portugueses enquanto aguardam pelo horário nobre televisivo com impaciência, não muito longe daqui, o povo alemão aproveita-o para ler o que de melhor tem a literatura alemã (e não só alemã...não quero entrar em nacionalismos descontextualizados).
Por estas e por outras é que a mudança tem mais impacto nestes países, pois normalmente é pensada, reformulada e gerida. A sudoeste europeu a mudança chega de forma inevitável, como um tornado se tratasse.
É por isso que aprecio enjoado a cada reza à santinha e a cada discussão futebolistico-politica (aqui é tudo a mesma coisa - Ver Sevilha 2003).
A Sudoeste..nada de novo
sábado, julho 26, 2003
Porquê procurar a sobrenaturalidade se ela é evidente? Procuramos no espaço e numa toda parafernália de aberrações e surrealismos o que está tão perto. É no nosso interior q está o sobrenatural! Não no que a vista alcança. É no que a alma sente que está o inexplicável, não no mundo exterior. É por isso que não consigo arranjar respostas para o que sinto, é por isto que mais do que nunca estou em sobre-vivência e não sobrevivência. Ao fim de todos estes anos a tranquilidade aproxima-se...finalmente.
domingo, julho 20, 2003
Long Snap To Zero
Que caminhada esta...com a temperatura amena, com o sol em pequenas doses ruborizando as faces outrora queimadas pelo mesmo sol. Tou confinado a lembrar-me do grande...porque é um elemento que me está ligado...naturalemente. Mas não me apetece falar nele, como aliás não me apetece falar em nada. Assim sem assunto apetecia-me encerrar esta parafernália de códigos, mas não, ficarei por aqui a divagar pelas fronteiras que minha capacidade intelectual permite. Hoje parece que essas fronteiras estão muito perto, pelo que ficarei-me a vaguear..entre estas linhas virtuais e sem nexo.
Ainda n percebi tanta coisa e no entanto, tou aqui á procura de respostas neste encaixe de frases. Claro que não vou descobrir nada, nem sei para que me dou ao esforço. Chego é apenas à conclusão que ou sou louco ou então preciso de recorrer a algum genérico medicinal. O que é q tou para aqui a dizer? Eu nem tomo comprimidos...há em mim sim uma necessidade de presença e sobriedade. mas lá está, para quê ser sóbrio se ninguém me liga?
Posso muito bem formar uma teoria que mudará a maneira de ver que o mundo que o Eminem ou a Sarah Connor terão sempre algo de mais interessante a declarar...nem que seja que estão revoltos com o facto do ghetto se ter incendiado ou de estarem maravilhosamente apaixonados respectivamente. Agora eu...bem posso dizer que afinal o Pai Natal existe que ninguém me liga peva. Claro que as minhas teorias não envolvem o Pai Natal, apesar de todo o respeito que tenho por ele. Não são todos que conseguem enganar as crianças.
Ah, por falar em crianças (não, não vou falar na merda da actualidade!) queria aqui esclarecer um mito: tirar um doce a uma criança não é assim tão fácil como possa-se entender. Elas fecham a mão com toda a força, fazem birra por tudo e por nada e além disso os doces q se associam a esta representação não se vêem muito por aí (aqueles parecidos a um gelado, com aquela ilusão de óptica no interior). Mas como diria a Teresa Guilherme: "isso não interessa nada" e eu subscrevo por baixo. Isto não interessa realmente nada. Se chegaram até aqui decerto ficarão contentes por saber que não acrescentar nada de produtivo à vossa mente. E decerto quererão vir cá mais vezes, porque a curiosidade é um processo de repetição dos interesses muito meticuloso. Ah, dei informação válida, já se foi abaixo o meu plano para vos frustrar após lerem isto.
Bem, acho que já vos tiro uns minutos da vida para lerem este blog, por isso o objectivo tá conseguido...e mesmo que não esteja, não tou lá mto interessado em definir um real objectivo.
Pensamento do dia: Transportar inutilidade de uma cabeça para as outras não é crime, senão os jornais eram proibidos.
Que caminhada esta...com a temperatura amena, com o sol em pequenas doses ruborizando as faces outrora queimadas pelo mesmo sol. Tou confinado a lembrar-me do grande...porque é um elemento que me está ligado...naturalemente. Mas não me apetece falar nele, como aliás não me apetece falar em nada. Assim sem assunto apetecia-me encerrar esta parafernália de códigos, mas não, ficarei por aqui a divagar pelas fronteiras que minha capacidade intelectual permite. Hoje parece que essas fronteiras estão muito perto, pelo que ficarei-me a vaguear..entre estas linhas virtuais e sem nexo.
Ainda n percebi tanta coisa e no entanto, tou aqui á procura de respostas neste encaixe de frases. Claro que não vou descobrir nada, nem sei para que me dou ao esforço. Chego é apenas à conclusão que ou sou louco ou então preciso de recorrer a algum genérico medicinal. O que é q tou para aqui a dizer? Eu nem tomo comprimidos...há em mim sim uma necessidade de presença e sobriedade. mas lá está, para quê ser sóbrio se ninguém me liga?
Posso muito bem formar uma teoria que mudará a maneira de ver que o mundo que o Eminem ou a Sarah Connor terão sempre algo de mais interessante a declarar...nem que seja que estão revoltos com o facto do ghetto se ter incendiado ou de estarem maravilhosamente apaixonados respectivamente. Agora eu...bem posso dizer que afinal o Pai Natal existe que ninguém me liga peva. Claro que as minhas teorias não envolvem o Pai Natal, apesar de todo o respeito que tenho por ele. Não são todos que conseguem enganar as crianças.
Ah, por falar em crianças (não, não vou falar na merda da actualidade!) queria aqui esclarecer um mito: tirar um doce a uma criança não é assim tão fácil como possa-se entender. Elas fecham a mão com toda a força, fazem birra por tudo e por nada e além disso os doces q se associam a esta representação não se vêem muito por aí (aqueles parecidos a um gelado, com aquela ilusão de óptica no interior). Mas como diria a Teresa Guilherme: "isso não interessa nada" e eu subscrevo por baixo. Isto não interessa realmente nada. Se chegaram até aqui decerto ficarão contentes por saber que não acrescentar nada de produtivo à vossa mente. E decerto quererão vir cá mais vezes, porque a curiosidade é um processo de repetição dos interesses muito meticuloso. Ah, dei informação válida, já se foi abaixo o meu plano para vos frustrar após lerem isto.
Bem, acho que já vos tiro uns minutos da vida para lerem este blog, por isso o objectivo tá conseguido...e mesmo que não esteja, não tou lá mto interessado em definir um real objectivo.
Pensamento do dia: Transportar inutilidade de uma cabeça para as outras não é crime, senão os jornais eram proibidos.
sábado, julho 19, 2003
Esta porcaria do blog tá sempre a mudar...agora tá com um formato mega fácil de entender...o problema é que não acho onde se mudam as fonts...acho q isto vai dar barraca...enfim, logo se vê o resultado
Mas vamos lá ao que interessa: a gíria pessoal e transmíssível do blog:
- A inspiração não anda lá muito consistente
- A vida anda sorrateira enviesada entre viagens, trabalho, descanso e amor. O grau de importância destes vectores não é variável, ao contrário do que possa ter feito entender.
Com menos tempo para cair em "dexgraças, kituhs d chat fxs ou boahs ou mahs situaxoes" a vida parece que ganha novo folêgo. Com menos tempo para dedicar-me aos amigos e tudo o que queria partilhar com eles, parece que finalmente se aclara minha preferência sobre os mesmos...a tal questão "realidade/sonho" que tem feito a pobre alma que neste corpo se encaixou sobreviver...
Metaphisical question: "another one bites the dust"...o mito tem sempre razão!
Tanta distância, tanto equilibrium vitae e tanto sofrimento...
Bem, pelo menos ontem dormi como há muito não dormia...
Não costumo deixar pensamento do dia, mas desta vez lá vai:
O sossego é celeste quando a alma toma finalmente o rumo...
Mas vamos lá ao que interessa: a gíria pessoal e transmíssível do blog:
- A inspiração não anda lá muito consistente
- A vida anda sorrateira enviesada entre viagens, trabalho, descanso e amor. O grau de importância destes vectores não é variável, ao contrário do que possa ter feito entender.
Com menos tempo para cair em "dexgraças, kituhs d chat fxs ou boahs ou mahs situaxoes" a vida parece que ganha novo folêgo. Com menos tempo para dedicar-me aos amigos e tudo o que queria partilhar com eles, parece que finalmente se aclara minha preferência sobre os mesmos...a tal questão "realidade/sonho" que tem feito a pobre alma que neste corpo se encaixou sobreviver...
Metaphisical question: "another one bites the dust"...o mito tem sempre razão!
Tanta distância, tanto equilibrium vitae e tanto sofrimento...
Bem, pelo menos ontem dormi como há muito não dormia...
Não costumo deixar pensamento do dia, mas desta vez lá vai:
O sossego é celeste quando a alma toma finalmente o rumo...
sexta-feira, julho 11, 2003
Disseram-me hoje que deveria escrever um livro. Faz-me rir tal frase. Minha imaginação é vasta, tenho noção disso, mas eu escrever um livro? Para quê? Para que lessem e no final comentassem algo deste género: "...tá fixe, mas fazia melhor..." AhAhAh!, o problema é que todos fazem melhor, mas ninguém faz sequer alguma coisa! Cambada de ingratos e pior que tudo...inconsequentes. Não para mim, tou-me mas é nas tintas se não curtem a minha opinião, mas sim inconsequentes para com o mundo. Globalização não é um mito meus senhores, é uma realidade e pouco mais nos resta senão adaptarmo-nos a ela. Se não nos adaptarmos o risco é o de apodrecermos a um canto qualquer com as nossas ideologias correctas e das quais a razão é absoluta. Quero viver, não morrer aos poucos! Se calhar não estamos assim tão longe do pacotinho de leite do "clip" dos Blur. A maioria de nós vai sendo consumido aos poucos, esperando o final como um facto fatidico. Depois quando morremos mandam-nos para o caixote de lixo, qual pacote de leite! A diferença é que os do clip subiram ao céu e foram felizes, nós não, corremos o risco de nos fecharmos numa esfera demasiado verdadeira e ao mesmo tempo inútil, como tantas outras experiências de vida. A globalização é um marco, não uma festa, não uma ruína, mas unicamente um facto histórico.
No entanto, não faço tenção de subir aos seus. Nem sei se quero deixar alguma memória. Gostava apenas de viver uma quimera enquanto cá estou. Desejo elevado, mas o azar é de quem não sonha com ela, ao menos ainda tenho essa felicidade.
No entanto, não faço tenção de subir aos seus. Nem sei se quero deixar alguma memória. Gostava apenas de viver uma quimera enquanto cá estou. Desejo elevado, mas o azar é de quem não sonha com ela, ao menos ainda tenho essa felicidade.
segunda-feira, julho 07, 2003
Talvez a justificação do sentimento nao seja assim tao fácil. Talvez. Isto porque envolve demasiadas hipoteses. Prefiro subjugar-me a tentar defini-lo. É o caminho mais facil, mas digamos claramente, o menos incoerente. Viver qualquer existência sem questionar as razões que levaram a toda esta....hmmm...falta-me a palavra...diria talvez a me surgisse primeiro à cabeça...hmmm....paz! Parece-me certo, pois a paz leva à guerra e vive-versa. É um dogma que preferem sacudir em filosofias variadas e para todos os gostos e etnias. Mas eu tenho liberdade e prefiro chamar a esta incoêrencia sentimental de...paz. Forma única e universal e de impossivel definição. Soa-me perfeitamente.
domingo, julho 06, 2003
Culturalmente abstracto de tudo. Minha sobrenaturalidade não ultrapassa o ego imposto pela macrosociedade. Trata-se de um auto-ego. Não nascemos com ele mas aquando os primeiros passos junto da macropopulação tudo se perde e tranformamo-nos em "mais um". Penso tratar-se do chip biológico, aquilo que vemos nos filmes e julgamos nunca acontecer na nossa realidade. O problema é que ja acontece e não se trata de algo vísivel a olho nu. Somos tão sonhadores e ambiciosos que nos esquecemos donde viemos e o que somos. Não é o mal da civilização em geral, é apenas uma mal particular...entre muitos.
segunda-feira, junho 23, 2003
O meu desejo?
O meu desejo é vingança sobre a raça humana e tudo o que de errado ela produziu...tudo! Quero que ela sobreviva durante milhares de anos para que sinta através das gerações toda a culpa e o quão errada ela estava, está e estará se seguir o mesmo caminho. Milhares de agrupamentos de individuos, sempre com um ideal, sempre com uma demagogia, sempre a pensarem que são superiores à Natureza. Somos a sua essência, não o seu inimigo! Será que o mais comum dos mortais não consegue entender isto?
Ah, e adorava ver os protestantes anti-globalização e anti-tudo darem uma resposta sensata contra o que protestam sem ser mostrar corpos nus, a mais recente moda que a TV ajuda a perpetuar!
Tou revoltado...para variar
O meu desejo é vingança sobre a raça humana e tudo o que de errado ela produziu...tudo! Quero que ela sobreviva durante milhares de anos para que sinta através das gerações toda a culpa e o quão errada ela estava, está e estará se seguir o mesmo caminho. Milhares de agrupamentos de individuos, sempre com um ideal, sempre com uma demagogia, sempre a pensarem que são superiores à Natureza. Somos a sua essência, não o seu inimigo! Será que o mais comum dos mortais não consegue entender isto?
Ah, e adorava ver os protestantes anti-globalização e anti-tudo darem uma resposta sensata contra o que protestam sem ser mostrar corpos nus, a mais recente moda que a TV ajuda a perpetuar!
Tou revoltado...para variar
terça-feira, junho 17, 2003
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