Útil
quinta-feira, julho 23, 2009
segunda-feira, junho 08, 2009
Voto de castigo ou o não-voto?
Sigo com essa dúvida após a vitória do PSD nas eleições para o Parlamento Europeu. Ao ganhar com uma margem acima dos 30%, esta vitória foi a de uma equipa que joga num estádio vazio pois o interesse no jogo há muito que foi perdido, como mostra a abstenção acima dos 60%, tornando a vitória do PSD algo menos valorizada do que seria se a participação às urnas fosse maior.
Assim, é impossível ver a vitória do PSD como um voto de castigo ao PS. É pelo contrário, a normal inclinação dos votantes portugueses após o desgaste governativo. O mesmo se passaria caso o PSD estivesse perto de terminar um mandato de 4 anos. O verdadeiro voto de castigo está na abstenção que os portugueses demonstraram. Foi uma manifestação clara de descontentamento para com a classe política e neste aspecto há que valorizar o resultado do Bloco de Esquerda, pois conseguiu mobilizar os seus eleitores como se de umas legislativas se tratasse. Além disso, foi sem dúvida o partido com a mensagem mais clara em relação à Europa, contrariamente ao Bloco central que preferiu virar a sua mensagem para o anti-partido rival.
Como os resultados não mentem, o que se viu é que o PSD acabou por ganhar essa luta fratricida, mas teve, apesar do sucesso eleitoral, algumas baixas. Feitas as contas, o PSD perdeu um mandato em relação a 2004 (e concorria com o CDS, pelo que se pode dizer que perdeu ainda mais 2) e o PS perdeu cerca de 5.
Quanto ao futuro, acredito que nas autárquicas e legislativas, com maior mobilização do povo, o PS igualará/suplantará os resultados do PSD nestas eleições. Contudo, também se deve ler que a derrota nestas Europeias não foi totalmente devido à falta de mobilização da esquerda. É verdade que o PS foi o partido mais afectado com a falta de militância a estas eleições, no entanto, há a reter que os partidos de direita souberam mobilizar como há muito não se via. Creio por isso que a soma da arrogância do governo com a boa estratégia da direita acabou por ser a chave destas eleições.
Quanto ao Barreiro, o resultado destas eleições permite-nos ler que o voto CDU perdeu força para o PS. Se estas eleições forem vistas como antecâmara para as autárquicas, é de crer que a eleição seja mais equilibrada do que se pensava, pois somado o castigo ao PS nacional com a militância CDU, o resultado entre os dois partidos não é assim tão distante como se esperaria (9%). Finalizando, o BE acaba como 3ª força política no Barreiro e castiga de forma inesperada o PSD, que comecará a ver que a aposta em valores jovens não é algo que o Barreiro aprecie muito.
Assim, é impossível ver a vitória do PSD como um voto de castigo ao PS. É pelo contrário, a normal inclinação dos votantes portugueses após o desgaste governativo. O mesmo se passaria caso o PSD estivesse perto de terminar um mandato de 4 anos. O verdadeiro voto de castigo está na abstenção que os portugueses demonstraram. Foi uma manifestação clara de descontentamento para com a classe política e neste aspecto há que valorizar o resultado do Bloco de Esquerda, pois conseguiu mobilizar os seus eleitores como se de umas legislativas se tratasse. Além disso, foi sem dúvida o partido com a mensagem mais clara em relação à Europa, contrariamente ao Bloco central que preferiu virar a sua mensagem para o anti-partido rival.
Como os resultados não mentem, o que se viu é que o PSD acabou por ganhar essa luta fratricida, mas teve, apesar do sucesso eleitoral, algumas baixas. Feitas as contas, o PSD perdeu um mandato em relação a 2004 (e concorria com o CDS, pelo que se pode dizer que perdeu ainda mais 2) e o PS perdeu cerca de 5.
Quanto ao futuro, acredito que nas autárquicas e legislativas, com maior mobilização do povo, o PS igualará/suplantará os resultados do PSD nestas eleições. Contudo, também se deve ler que a derrota nestas Europeias não foi totalmente devido à falta de mobilização da esquerda. É verdade que o PS foi o partido mais afectado com a falta de militância a estas eleições, no entanto, há a reter que os partidos de direita souberam mobilizar como há muito não se via. Creio por isso que a soma da arrogância do governo com a boa estratégia da direita acabou por ser a chave destas eleições.
Quanto ao Barreiro, o resultado destas eleições permite-nos ler que o voto CDU perdeu força para o PS. Se estas eleições forem vistas como antecâmara para as autárquicas, é de crer que a eleição seja mais equilibrada do que se pensava, pois somado o castigo ao PS nacional com a militância CDU, o resultado entre os dois partidos não é assim tão distante como se esperaria (9%). Finalizando, o BE acaba como 3ª força política no Barreiro e castiga de forma inesperada o PSD, que comecará a ver que a aposta em valores jovens não é algo que o Barreiro aprecie muito.
quinta-feira, abril 16, 2009
Contributo para o The Guardian
Sorte ou o primeiro de muitos, podem ver aqui o meu primeiro contributo para o jornal The Guardian. Ver parágrafo sobre Carlos Queiroz.
terça-feira, março 03, 2009
IRC nice stuff
bloodninja: Baby, I been havin a tough night so treat me nice aight?
BritneySpears14: Aight.
bloodninja: Slip out of those pants baby, yeah.
BritneySpears14: I slip out of my pants, just for you, bloodninja.
bloodninja: Oh yeah, aight. Aight, I put on my robe and wizard hat.
BritneySpears14: Oh, I like to play dress up.
bloodninja: Me too baby.
BritneySpears14: I kiss you softly on your chest.
bloodninja: I cast Lvl. 3 Eroticism. You turn into a real beautiful woman.
BritneySpears14: Hey...
bloodninja: I meditate to regain my mana, before casting Lvl. 8 chicken of the Infinite.
BritneySpears14: Funny I still don't see it.
bloodninja: I spend my mana reserves to cast Mighty F*ck of the Beyondness.
BritneySpears14: You are the worst cyber partner ever. This is ridiculous.
bloodninja: Don't f*ck with me bitch, I'm the mightiest sorcerer of the lands.
bloodninja: I steal yo soul and cast Lightning Lvl. 1,000,000 Your body explodes into a fine bloody mist, because you are only a Lvl. 2 Druid.
BritneySpears14: Don't ever message me again you piece of ****.
bloodninja: Robots are trying to drill my brain but my lightning shield inflicts DOA attack, leaving the robots as flaming piles of metal.
bloodninja: King Arthur congratulates me for destroying Dr. Robotnik's evil army of Robot Socialist Republics. The cold war ends. Reagan steals my accomplishments and makes like it was cause of him.
bloodninja: You still there baby? I think it's getting hard now.
bloodninja: Baby?
--------------
BritneySpears14: Ok, are you ready?
eminemBNJA: Aight, yeah I'm ready.
BritneySpears14: I like your music Em... Tee hee.
eminemBNJA: huh huh, yeah, I make it for the ladies.
BritneySpears14: Mmm, we like it a lot. Let me show you.
BritneySpears14: I take off your pants, slowly, and massage your muscular physique.
eminemBNJA: Oh I like that Baby. I put on my robe and wizard hat.
BritneySpears14: What the f*ck, I told you not to message me again.
eminemBNJA: Oh ****
BritneySpears14: I swear if you do it one more time I'm gonna report your ISP and say you were sending me kiddie porn you f*ck up.
eminemBNJA: Oh ****
eminemBNJA: damn I gotta write down your names or something
More here
sábado, fevereiro 28, 2009
Create your album cover

1 - Go to "wikipedia." Hit "random... Read More... Read More" or click http://en.wikipedia.org/wiki/Special:Random The first random wikipedia article you get is the name of your band. (alternatively, if the first article you hit is short, hit Random Article two more times.)
2 - Go to "Random quotations" or click http://www.quotationspage.com/random.php3 The last four or five words of the very last quote of the page is the title of your first album.
3 - Go to flickr and click on "explore the last seven days" or click http://www.flickr.com/explore/interesting/7days Third picture, no matter what it is, will be your album cover.
4 - Use photoshop or similar to crop the photo to album size put it all together.
5 - Post it in your blog and link it to your friends
quarta-feira, fevereiro 18, 2009
Ser-se o mesmo individuo após cortar com o passado
Como se faz? Como se desfaz uma linha que sempre uniu a consciência com a decisão?
Não há resposta fácil para isto. A lei do tempo ajuda a curar as feridas mas não destrói a linha que une o passado ao presente, apenas a deforma. O seguir em frente e olhar para o futuro é somente moral, pois ninguém consegue fazer decisões ponderadas olhando apenas para a frente, num autêntico elogio à loucura. A medida extrema como a amnésia corta a ligação ao passado mas igualmente todos os exemplos que o mesmo ofereceu, influenciando assim a consciência. A outra medida extrema é a apatia ou conformismo, mas esta corta com toda a iniciativa para a tomada de decisão. No fundo, até é simples: é impossível cortar com o passado e continuar a ser o mesmo individuo, com a mesma tendência decisória e moralista.
Todo o ser vivo evolui, mediante aprendizagem e experiência, o que significa que a completa transformação de um ser é uma mera utopia futurista. Um corte abrupto na linha de aprendizagem é a suprema criação de dois seres completamente diferentes dentro da mesma semente.
Não há resposta fácil para isto. A lei do tempo ajuda a curar as feridas mas não destrói a linha que une o passado ao presente, apenas a deforma. O seguir em frente e olhar para o futuro é somente moral, pois ninguém consegue fazer decisões ponderadas olhando apenas para a frente, num autêntico elogio à loucura. A medida extrema como a amnésia corta a ligação ao passado mas igualmente todos os exemplos que o mesmo ofereceu, influenciando assim a consciência. A outra medida extrema é a apatia ou conformismo, mas esta corta com toda a iniciativa para a tomada de decisão. No fundo, até é simples: é impossível cortar com o passado e continuar a ser o mesmo individuo, com a mesma tendência decisória e moralista.
Todo o ser vivo evolui, mediante aprendizagem e experiência, o que significa que a completa transformação de um ser é uma mera utopia futurista. Um corte abrupto na linha de aprendizagem é a suprema criação de dois seres completamente diferentes dentro da mesma semente.
O Futuro Temido: Crónica I
segunda-feira, janeiro 05, 2009
I
O pior que podia acontecer, o maior de todos, a notícia mais escandalosa, o paraíso mais fascinante. O mundo está carregado de hipérboles e cada vez estará mais, tal é a necessidade pessoal de sobressair. Curioso é que os que mais se escondem acabam por ser os que mais aparecem nos escaparates. São eles os idosos do interior português que não se queixam de falta de subsídio porque nem sabiam que o podiam pedir, tal como os desportistas amadores que lá vão treinando e competindo nos intervalos da vida profissional ou simplesmente, os que escrevem em blogues, cadernos e guardanapos, explorando realidades que os outros olhos não vêem. Assim que algum deles tropeça na passadeira da fama, logo é considerado elitista e fútil, mesmo que nada tenha feito para isso. Tudo porque a sociedade precisa de caras novas, caras para reciclar, caras que nada valem e que são colocadas no ar, naquele minuto de fama, no meio de outros imberbes de opinião desfasada. Infelizmente, o idoso, o desportista e o escritor não mais terão momentos de fama, pois tudo se resumiu aquela reportagem onde se descobriam os mesmo temas de sempre como a subsidio-dependência ou a dificuldade de imposição no meio. Mesmo que nenhum deles se tenha queixado disso, basta um pequeno traço do discurso e pronto, lá se foi o minuto de fama e da pior maneira possível. Obrigado mundo.
O pior que podia acontecer, o maior de todos, a notícia mais escandalosa, o paraíso mais fascinante. O mundo está carregado de hipérboles e cada vez estará mais, tal é a necessidade pessoal de sobressair. Curioso é que os que mais se escondem acabam por ser os que mais aparecem nos escaparates. São eles os idosos do interior português que não se queixam de falta de subsídio porque nem sabiam que o podiam pedir, tal como os desportistas amadores que lá vão treinando e competindo nos intervalos da vida profissional ou simplesmente, os que escrevem em blogues, cadernos e guardanapos, explorando realidades que os outros olhos não vêem. Assim que algum deles tropeça na passadeira da fama, logo é considerado elitista e fútil, mesmo que nada tenha feito para isso. Tudo porque a sociedade precisa de caras novas, caras para reciclar, caras que nada valem e que são colocadas no ar, naquele minuto de fama, no meio de outros imberbes de opinião desfasada. Infelizmente, o idoso, o desportista e o escritor não mais terão momentos de fama, pois tudo se resumiu aquela reportagem onde se descobriam os mesmo temas de sempre como a subsidio-dependência ou a dificuldade de imposição no meio. Mesmo que nenhum deles se tenha queixado disso, basta um pequeno traço do discurso e pronto, lá se foi o minuto de fama e da pior maneira possível. Obrigado mundo.
domingo, dezembro 14, 2008
sexta-feira, novembro 14, 2008
sábado, novembro 08, 2008
Será o espírito de 'mudança' suficiente?
Seguindo as perguntas elaboradas pelo André no seu vox clamantis in deserto sobre as capacidades de mudança de Barack Obama, deixo aqui, em jeito de comentário, as minhas ideias sobre os resultados das eleições americanas.
Será que o Barack Hussain Obama agirá em defesa dos interesses do mundo ou dos interesses dos EUA?
Parece-me que o plano é agir claramente em defesa dos americanos. Obama parece acreditar que uma América forte é o suficiente para que os outros países sigam o exemplo das suas políticas. Talvez devido a essa ideia de fomento interior ao invés do exterior, escolheu alguém mais conservador (Joe Biden) para vice-presidente.
Será que o discurso de mudança, proferido com voz de profeta, não tocou o nosso imaginário?
Num mundo onde estamos cada vez mais de mãos atadas face aos poder dos grandes empresários e dos políticos mutáveis, é óbvio que quando aparece alguém com [muito] poder a querer mudar o estabelecido, entramos num ídilio que nos permite encarar o futuro com a esperança que finalmente alguma coisa mude para melhor.
Será que a sociedade portuguesa reagiria bem a "um candidato Cigano à C.M. Lores, um Angolano à CM Amadora, um luso-brasileiro à CM Setúbal ou um luso-ucraniano à C.M. Loulé?"
Portugal ainda não está preparado para nada disso. O exemplo tem que vir de cima, daí que apenas se Obama tiver sucesso, as coisas possam mudar um pouco por aqui. Basta perguntar-nos quantos negros, ciganos ou luso-brasileiros temos no topo da classe política portuguesa para termos a resposta se estamos ou não preparados para essa mudança.
Será que foi por magia que a abstenção nos Estados Unidos foi das mais baixas dos últimos 100 anos?
Os EUA mudaram-me muito nos últimos 30 anos, com a emergência de grandes camadas de população preenchidas por hispânicos da América Latina e afro-americanos que, face ao poder conservador estabelecido, viram em Obama alguém capaz de olhar por eles com real capacidade de mudar a sua condição de vida. Daí que tenham acorrido em massa ás mesas de voto.
Será que os jovens americanos são menos alienados do que os Portugueses?
Os jovens portugueses são altamente conservadores e influenciáveis pela opinião dos pais. Querem fazer tudo aquilo que os pais fizeram, assim como acabam por pensar muito como as anteriores gerações. Os americanos são mais independentes nesse aspecto, daí que sejam mais aptos a influências exteriores do que os jovens portugueses.
Será que o Barack Hussain Obama agirá em defesa dos interesses do mundo ou dos interesses dos EUA?
Parece-me que o plano é agir claramente em defesa dos americanos. Obama parece acreditar que uma América forte é o suficiente para que os outros países sigam o exemplo das suas políticas. Talvez devido a essa ideia de fomento interior ao invés do exterior, escolheu alguém mais conservador (Joe Biden) para vice-presidente.
Será que o discurso de mudança, proferido com voz de profeta, não tocou o nosso imaginário?
Num mundo onde estamos cada vez mais de mãos atadas face aos poder dos grandes empresários e dos políticos mutáveis, é óbvio que quando aparece alguém com [muito] poder a querer mudar o estabelecido, entramos num ídilio que nos permite encarar o futuro com a esperança que finalmente alguma coisa mude para melhor.
Será que a sociedade portuguesa reagiria bem a "um candidato Cigano à C.M. Lores, um Angolano à CM Amadora, um luso-brasileiro à CM Setúbal ou um luso-ucraniano à C.M. Loulé?"
Portugal ainda não está preparado para nada disso. O exemplo tem que vir de cima, daí que apenas se Obama tiver sucesso, as coisas possam mudar um pouco por aqui. Basta perguntar-nos quantos negros, ciganos ou luso-brasileiros temos no topo da classe política portuguesa para termos a resposta se estamos ou não preparados para essa mudança.
Será que foi por magia que a abstenção nos Estados Unidos foi das mais baixas dos últimos 100 anos?
Os EUA mudaram-me muito nos últimos 30 anos, com a emergência de grandes camadas de população preenchidas por hispânicos da América Latina e afro-americanos que, face ao poder conservador estabelecido, viram em Obama alguém capaz de olhar por eles com real capacidade de mudar a sua condição de vida. Daí que tenham acorrido em massa ás mesas de voto.
Será que os jovens americanos são menos alienados do que os Portugueses?
Os jovens portugueses são altamente conservadores e influenciáveis pela opinião dos pais. Querem fazer tudo aquilo que os pais fizeram, assim como acabam por pensar muito como as anteriores gerações. Os americanos são mais independentes nesse aspecto, daí que sejam mais aptos a influências exteriores do que os jovens portugueses.
domingo, novembro 02, 2008
Quando vemos o início do caos...
Como terra de sonho e futuro que é, o Barreiro decidiu há uns anos que deveria ter, tal como Montijo, Almada e Alcochete, uma estrutura gigantesca capaz de oferecer lojas e lazer. Porém, numa tentativa de ser diferente, decidiu-se fazer o fórum no centro do Barreiro. Cedo começou a contestação do comércio tradicional que viu com maus olhos um espaço para lojas internacionais a preços mais competitivos. Resolvido esse problema através de compensações físicas e monetárias ou simplesmente pelo conformismo de nada poder fazer para combater o grande espaço comercial, o comércio tradicional sente-se incapaz de sobreviver nos tempos futuros.
Este é o caos comercial que se segue, mas infelizmente não é tudo. Ao nível do tráfego, o Barreiro vai ser possivelmente uma das zonas mais caóticas do território nacional, equiparando-se apenas a áreas como Sete Rios ou Praça de Espanha. E isto porquê? Explicação relativamente simples através de vários factores negativos para a arrumação do trânsito: excesso de semáforos, poucas rotundas, estacionamento pago nos pisos subterrâneos do fórum, pouco estacionamento fora do Fórum, necessidade de estacionamento para os habitantes barreirenses que antes do Fórum já têm dificuldades em conseguir lugar, um dos acessos principais (Av. Alfredo da Silva) completamente em obras), outros acessos ainda por acabar (Largo das Obras) e por fim, obras em toda a parte (Mercado Municipal, Estações e Apeadeiros da linha ferroviária, etc) e estradas em péssimo estado.
Com isto tudo, é fácil de antever que o Barreiro será simplesmente caótico após a inauguração do Fórum. Boa sorte para todos nós.
Este é o caos comercial que se segue, mas infelizmente não é tudo. Ao nível do tráfego, o Barreiro vai ser possivelmente uma das zonas mais caóticas do território nacional, equiparando-se apenas a áreas como Sete Rios ou Praça de Espanha. E isto porquê? Explicação relativamente simples através de vários factores negativos para a arrumação do trânsito: excesso de semáforos, poucas rotundas, estacionamento pago nos pisos subterrâneos do fórum, pouco estacionamento fora do Fórum, necessidade de estacionamento para os habitantes barreirenses que antes do Fórum já têm dificuldades em conseguir lugar, um dos acessos principais (Av. Alfredo da Silva) completamente em obras), outros acessos ainda por acabar (Largo das Obras) e por fim, obras em toda a parte (Mercado Municipal, Estações e Apeadeiros da linha ferroviária, etc) e estradas em péssimo estado.
Com isto tudo, é fácil de antever que o Barreiro será simplesmente caótico após a inauguração do Fórum. Boa sorte para todos nós.
(clique para ampliar)
- A vermelho: áreas em profunda remodelação
- A verde: semáforos nos acessos à cidade
- A vermelho: áreas em profunda remodelação
- A verde: semáforos nos acessos à cidade
quinta-feira, outubro 02, 2008
Greve da Soflusa
Mais um mês, mais uma greve de 3 dias. Sempre a pensar no utente, a Soflusa decidiu uma vez mais protestar face à diferença salarial entre os operadores e os mestres das embarcações. Talvez tenham razão naquilo que reinvidicam, no entanto, um pouco por todo o Barreiro, vai fazendo cada vez mais confusão esta luta, pois além do inevitável cansaço que uma travessia mais longa para chegar a Lisboa implica, as pessoas começam também a questionar-se se é razoável, numa sociedade em plena crise social, estar uma classe de trabalhadores a entrar em greve porque dizem merecer ganhar tanto como os seus superiores. Além de parecer uma clara utopia, os utentes lesados pela greve acreditam que 3 dias de greve é um completo exagero [isto baseado naquilo que ouço um pouco por todo o Barreiro] visto que é muito condicionador a quem se desloca para trabalhar desculpar-se sistematicamente aos seus patrões pelos possíveis atrasos que uma greve desde género implica.
Numa era em que manter os empregos é uma tarefa árdua, todo este movimento grevista deixa no ar uma nuvem de hipocrisia díficil de aguentar pelos utentes da Soflusa.
Mais um mês, mais uma greve de 3 dias. Sempre a pensar no utente, a Soflusa decidiu uma vez mais protestar face à diferença salarial entre os operadores e os mestres das embarcações. Talvez tenham razão naquilo que reinvidicam, no entanto, um pouco por todo o Barreiro, vai fazendo cada vez mais confusão esta luta, pois além do inevitável cansaço que uma travessia mais longa para chegar a Lisboa implica, as pessoas começam também a questionar-se se é razoável, numa sociedade em plena crise social, estar uma classe de trabalhadores a entrar em greve porque dizem merecer ganhar tanto como os seus superiores. Além de parecer uma clara utopia, os utentes lesados pela greve acreditam que 3 dias de greve é um completo exagero [isto baseado naquilo que ouço um pouco por todo o Barreiro] visto que é muito condicionador a quem se desloca para trabalhar desculpar-se sistematicamente aos seus patrões pelos possíveis atrasos que uma greve desde género implica.
Numa era em que manter os empregos é uma tarefa árdua, todo este movimento grevista deixa no ar uma nuvem de hipocrisia díficil de aguentar pelos utentes da Soflusa.
sábado, agosto 30, 2008
By the way...
"Portugal é hoje um paraíso criminal onde alguns inocentes imbecis se levantam para ir trabalhar, recebendo por isso dinheiro que depois lhes é roubado pelos criminosos e ajuda a pagar ordenados aos iluminados que bolsam certas leis".
- Barra da Costa, criminologista, "Jornal de Notícias", 30-08-2008
quinta-feira, agosto 28, 2008
Mais um mail de perguntas idiotas
Há pessoal que se deve julgar no direito de fazer perguntas destas, pura e simplesmente porque têm um espírito curioso e tudo lhes faz confusão, ou então porque não têm mesmo mais nada que fazer. Perguntas como "Porque temos consciência?" ou "Porque há pessoas que julgam ter renascido dos mortos?" têm muito mais interesse do que aquelas que aqui deixo e respondo:
P - Como é que se escreve zero em algarismos Romanos?
R - O povo romano era sobretudo prático e ter um algarismo que vale zero é irrelevante para a vida.
Porque é que os Flintstones comemoravam o Natal se eles viviam numa época antes de Cristo?
Porque o Son Goku mudava a cor do cabelo quando passava para super guerreiro? Porque os Pokemons saem de dentro de bolas? It's just a fuckin' cartoon!
Porque é que os filmes de batalha espaciais têm explosões tão barulhentas se o som não se propaga no vácuo?
Há pessoal que descobre qualquer coisa e parte logo para a desmistificação total. A maior parte da malta que gosta de Sci-Fi sabe disso, no entanto é só perguntar que qualquer um diz que o Star Wars não seria o mesmo se a Death Star não tivesse feito barulho nenhum.
Se depois do banho estamos limpos porque é que lavamos a toalha?
Se não for lavada a suavidade vai-se toda. Claro que para quem toma banho de palha de aço isso tanto faz...
Se Deus está em todo lugar, porque é que as pessoas olham para cima para falar com ele?
Pirâmides, Obeliscos, Dólmens e Catedrais não dizem nada? Sim, estão todos a apontar para o céu e são todos marcos religiosos. O Cristianismo apenas seguiu o exemplo.
Se os homens são todos iguais, porque é que as mulheres escolhem tanto?
As mulheres que escolhem muito são normalmente as que tiveram várias decepções, daí que digam que são todos iguais.
Porque é que a palavra 'Grande' é menor do que a palavra 'Pequeno'?
Interessa o sentido das palavras, não o seu número de letras.
Porque é que 'Separado' se escreve tudo junto e 'Tudo junto' se escreve separado?
Interessa o sentido das palavras, não a sua morfologia.
Se o vinho é liquido, como pode existir vinho seco?
Esta até é engraçada, pois o vinho seco, como tem mais açúcar por litro do que um vinho normal, acaba por nos dar sede depois de o bebermos. Olha que há coisas...
Porque é que as luas dos outros planetas têm nome mas a nossa se chama só Lua?
Lua é o nome do satélite natural da terra. Chamar lua a um outro satélite de outro planeta não é de todo correcto, no entanto é o recorrente. Não vejo problemas nisso.
Por que as pessoas apertam o comando da televisão com mais força quando a pilha está fraca?
É uma forma de aliviar a frustração por terem perdido poder sobre a TV, visto que parou exactamente nos morangos com açúcar e o botão para mudar de canal não quer funcionar.
O Instituto que emite os certificados de qualidade ISO 9002 tem qualidade certificada por quem?
Pelos elaboradores dos certificados ou instituição acima desta. Caso não haja, parabéns, chegaste ao mais alto dos degraus de certificação de qualidade!
Quando inventaram o relógio como sabiam que horas eram para poder acertá–lo?
Andaram os povos ancestrais a medir o tempo através do Sol, da Lua, das marés e dos ventos para quê? Para vir um parvo qualquer gozar com o trabalho deles desta maneira?
Se a ciência consegue desvendar até os mistérios do DNA, porque é que ninguém descobriu ainda a fórmula da Coca-Cola?
Isso é porque ainda não experimentaram a Coca-Cola do Pingo Doce. É igualzinha!
Como foi que a placa 'É Proibido Pisar a Relva' foi lá colocada?
Antes da relva crescer? Pelo jardineiro? Pelo dono da relvinha? Oh well...
Porque é que quando alguém nos pede que ajudemos a procurar um objecto perdido temos a mania de perguntar: 'Onde é que perdeste?
Por acaso tenho o felicidade de não perguntar isso... não devo ser deste mundo aparentemente.
Porque é que há pessoas que acordam os outros para perguntar se estavam a dormir?
Eu por acaso pergunto "Estás acordado/a?" Enfim, não sou definitivamente deste mundo, onde perguntas escusadas reinam e ocupam espaço no mundo virtual.
Sobre o dirigismo em Portugal
Na minha perspectiva, penso que Vicente Moura esteve bem na sua função. Além de ter conseguido criar pressão competitiva nos atletas através do número de medalhas que esperava alcançar (se tivesse dito que só esperava 2 medalhas chamavam-lhe de conformado e pouco ambicioso), conseguiu depois reconhecer que a pressão sobre a comitiva começou a ser exagerada (culpa integral da comunicação social que empolou a 1ª semana sem medalhas a um nível de escândalo) e soube canalizar as atenções quando chamou a si a notícia da sua demissão, dando a cobertura necessária para Nelson Évora realizar a sua final sem expectativas desmedidas.
Dito isto, estranha-me que se veicule pela comunicação social que o dirigismo olímpico português precisa de mudanças rapidamente quando escândalos de corrupção abalam o futebol português constantemente. Esses sim devem ser criticados e julgados o mais brevemente possível e de forma justa. Isto para não falar dos presidentes que prometem títulos ano após ano sem sucesso e no entanto sobrevivem à frente dos seus clubes.
Voltando ao Olimpismo, há que dizer que, no meio de toda esta algazarra desmedida à volta dos Jogos, esqueceu-se do principal: a concepção dos Jogos Olímpicos é a sua participação, competição e glória. Conquistar tudo isso está ao alcance de poucos, porém não devemos criticar quem atinge só a participação, pois só isso já é um feito digno de realce num mundo cada vez mais crítico, selvagem e desprezador dos feitos individuais ou colectivos.
É ainda na participação que está a base do desporto, por isso é inteira competência dos dirigentes apelarem à mesma e não colocar entraves monetários, físicos ou psicológicos à sua prática. Ao menosprezarem a participação, os dirigentes tornam-se nos principais inimigos do desporto, daí que diga que a atitude de valorização do grupo por parte de Vicente Moura (mesmo quando muitos tentavam quebrar o espírito de equipa) tenha sido um dos melhores exemplos de gestão dado por um alto cargo do desporto português nos últimos tempos.
quinta-feira, agosto 21, 2008
Balanço Olímpico de Portugal nos Jogos Olímpicos de Pequim 2008

2 medalhas, uma de ouro e outra de prata. Este é o pecúlio português, que à vista desarmada parece pouco, mas que se trata somente da mais vencedora presença portuguesa na prova!
Parece pouco porque as expectativas dadas pelo Comité Olímpico Português ao governo (que possibilitaram assim um maior investimento em relação a 2004) foram cifradas em 4 medalhas. Parece igualmente pouco tendo em conta que o número de atletas portugueses presentes em Pequim foi o mais alto de sempre. E finalmente, parece pouco pois a nossa tendência negativista tornou os fiascos numa notícia com mais impacto do que os bons resultados.
Visto isto, importa afirmar que Portugal poderia ter trazido melhores resultados, inclusive mais uma ou duas medalhas. A falta de sorte nos momentos decisivos pode explicar algo, assim como a falta de mentalidade vencedora de alguns atletas. Ainda assim, folgo em saber que o investimento efectuado acabou por dar frutos. Não tanto nas grandes promessas a medalhas (que já passarei a referir em pormenor) mas sim nos desconhecidos, naqueles que fizeram excelentes resultados e que ganharam em Pequim uma experiência muito útil para o futuro. Entre esses nomes destaco Ana Cabecinha, Vera Santos, Ana Hormigo, Diogo Ganchinho ou Marco Freitas. São nomes para o futuro e dos quais se espera já algo para 2012.
Por outro lado, há uma palavra a dizer sobre os experientes que fizeram bons resultados nestes jogos: António Pereira e a dupla Bernardo Santos -Afonso Domingos, assim como Bruno Pais obtiveram excelentes resultados, dignos de menção. Se conseguirem manter a forma pode ser que consigam ir mais além em 2012, embora a idade acabe na maior parte das vezes por ser um obstáculo intransponível em desporto.
Segue agora a análise individual dos candidatos portugueses a medalhas à partida para estes jogos:
Vanessa Fernandes: Líder do Ranking Mundial Feminino, foi apenas superada na prova por uma australiana imparável. A medalha de prata sabe a pouco tendo em conta o grande valor de Vanessa, mas por outro lado não deixou de ser a confirmação de um talento dourado do desporto português. Nota 16 (de 0 a 20)
Telma Monteiro: Infelizmente o 9º lugar obtido não representa o valor desta jovem e aguerrida atleta. As provas não lhe correram de feição e não superou o peso de estar nuns JO, mas fica a experiência para 2012. Nota 9
Gustavo Lima: Lutou muito contra todos e ficou a um pequeno passo das medalhas. O 4º lugar representa um grande dissabor, mas fica na retina a luta deste bravo português. Nota 16
Nélson Évora: Grandioso espectáculo no triplo salto onde alcançou o lugar mais alto do pódio. Excelente performance e confiança. Depois de ter sido o porta-estandarte da comitiva, foi igualmente o salvador da mesma ao nível das medalhas. Nota 20
Francis Obikwelu: Foi decepcionante vê-lo acabar a eliminatória a perder para adversários que Obikwelu num dia normal supera. Mesmo com o espectro de um temível Bolt, Obikwelu ficou muito além da fasquia traçada por ele mesmo. Nota 8
Naide Gomes: Foi possivelmente a maior decepção. Passou de favorita a desqualificada num ápice e sem qualquer honra. Em 2012 esperamos que ela tenha superado o trauma que estes jogos lhe deixarão. Nota 6
Parece pouco porque as expectativas dadas pelo Comité Olímpico Português ao governo (que possibilitaram assim um maior investimento em relação a 2004) foram cifradas em 4 medalhas. Parece igualmente pouco tendo em conta que o número de atletas portugueses presentes em Pequim foi o mais alto de sempre. E finalmente, parece pouco pois a nossa tendência negativista tornou os fiascos numa notícia com mais impacto do que os bons resultados.
Visto isto, importa afirmar que Portugal poderia ter trazido melhores resultados, inclusive mais uma ou duas medalhas. A falta de sorte nos momentos decisivos pode explicar algo, assim como a falta de mentalidade vencedora de alguns atletas. Ainda assim, folgo em saber que o investimento efectuado acabou por dar frutos. Não tanto nas grandes promessas a medalhas (que já passarei a referir em pormenor) mas sim nos desconhecidos, naqueles que fizeram excelentes resultados e que ganharam em Pequim uma experiência muito útil para o futuro. Entre esses nomes destaco Ana Cabecinha, Vera Santos, Ana Hormigo, Diogo Ganchinho ou Marco Freitas. São nomes para o futuro e dos quais se espera já algo para 2012.
Por outro lado, há uma palavra a dizer sobre os experientes que fizeram bons resultados nestes jogos: António Pereira e a dupla Bernardo Santos -Afonso Domingos, assim como Bruno Pais obtiveram excelentes resultados, dignos de menção. Se conseguirem manter a forma pode ser que consigam ir mais além em 2012, embora a idade acabe na maior parte das vezes por ser um obstáculo intransponível em desporto.
Segue agora a análise individual dos candidatos portugueses a medalhas à partida para estes jogos:
Vanessa Fernandes: Líder do Ranking Mundial Feminino, foi apenas superada na prova por uma australiana imparável. A medalha de prata sabe a pouco tendo em conta o grande valor de Vanessa, mas por outro lado não deixou de ser a confirmação de um talento dourado do desporto português. Nota 16 (de 0 a 20)
Telma Monteiro: Infelizmente o 9º lugar obtido não representa o valor desta jovem e aguerrida atleta. As provas não lhe correram de feição e não superou o peso de estar nuns JO, mas fica a experiência para 2012. Nota 9
Gustavo Lima: Lutou muito contra todos e ficou a um pequeno passo das medalhas. O 4º lugar representa um grande dissabor, mas fica na retina a luta deste bravo português. Nota 16
Nélson Évora: Grandioso espectáculo no triplo salto onde alcançou o lugar mais alto do pódio. Excelente performance e confiança. Depois de ter sido o porta-estandarte da comitiva, foi igualmente o salvador da mesma ao nível das medalhas. Nota 20
Francis Obikwelu: Foi decepcionante vê-lo acabar a eliminatória a perder para adversários que Obikwelu num dia normal supera. Mesmo com o espectro de um temível Bolt, Obikwelu ficou muito além da fasquia traçada por ele mesmo. Nota 8Naide Gomes: Foi possivelmente a maior decepção. Passou de favorita a desqualificada num ápice e sem qualquer honra. Em 2012 esperamos que ela tenha superado o trauma que estes jogos lhe deixarão. Nota 6
terça-feira, agosto 05, 2008
Perguntas e respostas
Qual a acção a tomar para saber "ler" notícias?
- Procurar aquilo que nos é útil e não aquilo que é passageiro.
O que fazer quando a desinspiração é o motor de vida dos jovens?
- Ouvir o que eles têm a dizer e aumentar assim a nossa auto-estima.
Como acompanhar a moda?
- Perguntando a alguém mais velho se estamos suficientemente ridículos.
Como poupar dinheiro?
- Não ter cartão multibanco.
Porque é que os velhos resmungam tanto?
- Porque é a moda mais velha da humanidade.
- Procurar aquilo que nos é útil e não aquilo que é passageiro.
O que fazer quando a desinspiração é o motor de vida dos jovens?
- Ouvir o que eles têm a dizer e aumentar assim a nossa auto-estima.
Como acompanhar a moda?
- Perguntando a alguém mais velho se estamos suficientemente ridículos.
Como poupar dinheiro?
- Não ter cartão multibanco.
Porque é que os velhos resmungam tanto?
- Porque é a moda mais velha da humanidade.
sexta-feira, julho 25, 2008
O preço da miséria
A inflação galopante do Zimbabwe oferece-nos estes casos: a nova nota de 100 mil milhões de dólares do Zimbabwe dá para comprar algo como 3 ovos ou um quilo de arroz. Vincula-se que é necessária uma ampla reforma no preço do dinheiro neste país de África ao que eu acrescento: urge sim uma reforma total no modo como o país está a ser conduzido. No estado em que as coisas estão, o futuro do Zimbabwe não passará de um mito.sábado, julho 12, 2008
Fados
A discussão em torno da Fundação Amália mostra-me de forma inequívoca que os valores do fado que a acompanhavam foram com ela para a tumba. Dizem-me que alguém tem que gerir o que por ela foi deixado, embora ninguém queira assumir a completa responsabilidade de tal tarefa, pois o fardo é pesado demais. Curiosamente, quem participa na discussão são exactamente aqueles que, acabado o funeral, se levantaram logo exigindo que o seu espólio fosse para o local certo. Claro que nunca se deram ao trabalho de explicar qual o caminho desse local, deixando os seus bens - que não passam disso, bens pessoais da fadista - entregues a si mesmos. Já passa algum tempo do falecimento da fadista e é pena, que aqueles que se insurgiram contra o interesse do Estado no espólio, peçam agora que este actue.
Pelo meio, encontro em Lisboa um japonês, com uma guitarra portuguesa ao lado, lendo artigos de fado, embrenhado num mundo que para nós portugueses, diz cada vez menos, muito devido a todas as quezílias e interesses que reinam no fado-negócio.
A esperança do fado encontra-se nestes ilustres desconhecidos turistas, que tentam aos poucos assimilar a cultura fadista, ouvindo aqui e acolá aquelas intragáveis palavras que dizem que apenas os portugueses podem apreciar na plenitude o fado. Triste, muito triste o nosso fado, quando queremos guardar o sentimento só para nós.
Pelo meio, encontro em Lisboa um japonês, com uma guitarra portuguesa ao lado, lendo artigos de fado, embrenhado num mundo que para nós portugueses, diz cada vez menos, muito devido a todas as quezílias e interesses que reinam no fado-negócio.
A esperança do fado encontra-se nestes ilustres desconhecidos turistas, que tentam aos poucos assimilar a cultura fadista, ouvindo aqui e acolá aquelas intragáveis palavras que dizem que apenas os portugueses podem apreciar na plenitude o fado. Triste, muito triste o nosso fado, quando queremos guardar o sentimento só para nós.
domingo, junho 15, 2008
O fim da pior semana socrática
Esta semana foi, sem grandes dúvidas, a pior semana vivida pelo governo de Sócrates durante o seu mandato. O estado de anarquia em que parte da sociedade entrou revelou-nos cenários que, embrenhados numa vida quotidiana e já de si difícil, julgávamos impossíveis de acontecer. É certo que não foi o princípio de uma guerra, mas também há a reconhecer que foi uma balbúrdia pior que a do buzinão da ponte em 1995 (que se revelou o princípio do fim do governo cavaquista) e, tendo em conta esse facto, é importante perguntar: será que o protesto dos camionistas marca igualmente o fim de Sócrates como PM?
É curioso que parte da resposta a essa questão tenha vindo de onde menos se esperava: da Irlanda. O Não irlandês no referendo ao Tratado de Lisboa foi para Sócrates a última facada pelas costas que poderia ter recebido numa semana indescritivelmente má, pois o esforço levado a cabo por ele na política externa foi imenso e, falhando esta, desvaneceu-se igualmente uma das suas últimas tábuas de salvação. As restantes são apenas duas: os valores estatísticos positivos numa era de dificuldade económica global e a oposição frágil. De salientar que apenas a estatística ainda é controlada por ele, ou seja, Sócrates tem agora muito pouco por onde se agarrar quando chegarmos às eleições.
Falo nisto sob a perspectiva das várias opiniões que tenho ouvido, pois considero que Sócrates tem procedido bem com algumas políticas que já há muito deveriam ter sido elaboradas. Refiro-me concretamente à aposta nas energias renováveis, à reestruturação dos sectores da educação e da saúde e ao reordenamento da função pública. Em teoria, isto já devia ter sido feito há longos anos atrás, contudo, a maneira como está a ser feito tem sido demasiado tecnocrata. Todos sabemos que são processos difíceis face a muitos valores tradicionais e anti-progressistas incutidos nas pessoas, mas ainda assim este governo deveria ter maior capacidade de visão aos problemas reais das pessoas. Como fazê-lo? Essa é a grande questão que este governo não vai solucionar, nem possivelmente nenhum que lhe venha a suceder. É um problema acima de tudo de modelo. A nossa democracia carece de comunicação entre os governantes e o cidadão comum, sendo que o intermediário - vulgo deputado - está preso perante a opinião da sua bancada e não defende seriamente o território que o elegeu, ou seja, o deputado é apenas um número, um voto. Esse é possivelmente o maior problema do nosso modelo democrático e que dificulta em muito a tarefa de quem deseja impor medidas ajustadas à realidade.
É curioso que parte da resposta a essa questão tenha vindo de onde menos se esperava: da Irlanda. O Não irlandês no referendo ao Tratado de Lisboa foi para Sócrates a última facada pelas costas que poderia ter recebido numa semana indescritivelmente má, pois o esforço levado a cabo por ele na política externa foi imenso e, falhando esta, desvaneceu-se igualmente uma das suas últimas tábuas de salvação. As restantes são apenas duas: os valores estatísticos positivos numa era de dificuldade económica global e a oposição frágil. De salientar que apenas a estatística ainda é controlada por ele, ou seja, Sócrates tem agora muito pouco por onde se agarrar quando chegarmos às eleições.
Falo nisto sob a perspectiva das várias opiniões que tenho ouvido, pois considero que Sócrates tem procedido bem com algumas políticas que já há muito deveriam ter sido elaboradas. Refiro-me concretamente à aposta nas energias renováveis, à reestruturação dos sectores da educação e da saúde e ao reordenamento da função pública. Em teoria, isto já devia ter sido feito há longos anos atrás, contudo, a maneira como está a ser feito tem sido demasiado tecnocrata. Todos sabemos que são processos difíceis face a muitos valores tradicionais e anti-progressistas incutidos nas pessoas, mas ainda assim este governo deveria ter maior capacidade de visão aos problemas reais das pessoas. Como fazê-lo? Essa é a grande questão que este governo não vai solucionar, nem possivelmente nenhum que lhe venha a suceder. É um problema acima de tudo de modelo. A nossa democracia carece de comunicação entre os governantes e o cidadão comum, sendo que o intermediário - vulgo deputado - está preso perante a opinião da sua bancada e não defende seriamente o território que o elegeu, ou seja, o deputado é apenas um número, um voto. Esse é possivelmente o maior problema do nosso modelo democrático e que dificulta em muito a tarefa de quem deseja impor medidas ajustadas à realidade.
quinta-feira, maio 01, 2008
sexta-feira, março 28, 2008
Chelas-Barreiro
Com o apoio dado pelo LNEC à opção Chelas-Barreiro, quase de certeza que o debate da melhor opção para a terceira travessia sobre o Tejo fica arrumado. Não duvido que uma nova ponte seja fundamental para melhorar a acessibilidade a Lisboa, no entanto, fica a ideia que o processo foi demasiado acelerado para um país que ainda há pouco tempo investiu tanto numa outra ponte. Para realçar a questão, há que também contar com o investimento recentemente realizado pela Soflusa nos novos navios que fazem a ligação entre Barreiro e Lisboa e que, com uma nova ponte, podem vir a cair em desuso. Por fim, dá-me também a impressão que as outras alternativas não foram realmente tidas em conta. Algés-Trafaria é um percurso que mais cedo ou mais tarde se irá realizar, mas que foi praticamente esquecido neste processo. Pelo meio, a CM Barreiro e do Seixal já estão a tratar de reconstruir a ponte que outrora unia as duas freguesias e que possibilitará um fluxo de trânsito para sudoeste da península de Setúbal, exactamente onde encaixaria a ponte Algés-Trafaria. Parece-me que este assunto de enorme importância nacional foi tratado com alguma leviandade por parte dos responsáveis governamentais e pelas restantes forças políticas e consequentemente, poderá ter um enorme impacto negativo na nossa já frágil economia.
sexta-feira, março 14, 2008
Desmistificação da manifestação dos professores
Recolhi alguns comentários e ideias sobre a greve dos professores, que segundo os organizadores, levou mais de 100 mil professores à rua e cheguei à conclusão que, de facto, alguém está muito enganado, senão vejamos:
- O Terreiro do Paço tem cerca de 2km² e a meu quarto tem 16m². Se eu meter 100 mil pessoas em 2km², isso significa que, em proporção, caberiam 50 pessoas num espaço semelhante ao do meu quarto, o que me parece possível apenas se se amontoarem todos em cima uns dos outros. Pelas imagens de televisão vimos muitas clareiras e não vimos professores ao colo uns dos outros, logo diria que tivessem apenas metade desses 100 mil.
- Dessas 50 mil pessoas que se manifestaram no Terreiro do Paço (e em outros locais de Lisboa), acho que apenas metade ou um terço era realmente professor, pois grande maioria dos docentes levaram com eles família (a maior parte o cônjuge, outros até os filhos).
- Há ainda a juntar aqueles que receberam SMS e que acabaram por aderir e aqueles que estiveram lá em apoio dos professores. Eu recebi uma SMS para "juntar-me à luta", mas não fui. Contudo, acredito que devam ter ido umas 10 mil pessoas via sms, convite ou meramente por apoio político ou social.
Para mim, a sindicalização e partidarização do protesto dos professores não os leva a lado nenhum. Se querem realmente ser ouvidos unam-se, façam greve ou levem o caso para Bruxelas. Remeter tudo para um conjunto de indivíduos que apenas quer encher os bolsos é aquilo que se passa durante o resto do ano.
quinta-feira, fevereiro 28, 2008
CTT acusa DECO de difamar os serviços de correios
O debate que a SIC Notícias efectuou sobre este assunto opôs o director geral da DECO e um representante dos CTT e foi suficientemente incisivo para as comadres se zangarem. Não sei se divulgaram verdades, mas deu para perceber que cada um defendeu a sua dama fortemente. A mim pareceu-me que o representante dos CTT estava exaltado demais e atacou (muitas vezes injuriosamente) a DECO nos seus métodos de avaliação e comparação. Não condeno que se critique a DECO, até acho que tal deve ser feito de forma a que esta associação evolua nos seus critérios, mas acho que tem que se manter algum nível na crítica, pois a DECO é hoje um dos poucos pilares sob os quais os portugueses se podem apoiar nos casos de engano ou burla por parte das empresas e seus produtos. Tudo bem que os CTT se sintam indignados por uma má avaliação da DECO, mas que se fale em difamação e não em má crítica é um claro sinal de desconforto e exaltação no seio da maior empresa de correios nacional.
sexta-feira, fevereiro 22, 2008
Reflexão
Sempre desconfiei que o sistema fosse assim. Sempre me alertaram para a falta de carácter da larga maioria dos envolvidos e sempre me avisaram que a única coisa que lhes os move é o interesse pelo poder enquanto forma de patente. O objectivo nunca passa pelo aproveitamento que tal cargo ofereça no sentido de ajudar os próximos, mas sim pela mera ocupação e usufruto de forma a poder mover interesses e recolher benefícios pessoais.
A máquina burocrática, a comunicação social dramatizada, os processos judiciais e o clima de instabilidade e insegurança visam unicamente criar um tipo de cenário ideal para o aparecimento de figuras sebastiânicas. Nesses momentos corta-se com o passado e olha-se para o futuro, numa clara demonstração de fiabilidade na democracia, a bóia de salvação de toda a situação. É estranho que uma das nações com identidade cultural mais vincada devido à longa história que possui seja, provavelmente, aquela que menos ideias retirou do passado.
Não sei se a democracia é o mais fiável de todas as formas de governação, não sei se o progresso é possível sem olharmos para o que ficou para trás, mas sei que, no fundo desta amargurada alma, mora a maior das desilusões pela incapacidade do ser humano em corrigir aquilo que está errado. Temos a ambição e o raciocínio para evoluir, mas será que perdemos a coragem?
Não sei se a democracia é o mais fiável de todas as formas de governação, não sei se o progresso é possível sem olharmos para o que ficou para trás, mas sei que, no fundo desta amargurada alma, mora a maior das desilusões pela incapacidade do ser humano em corrigir aquilo que está errado. Temos a ambição e o raciocínio para evoluir, mas será que perdemos a coragem?
quarta-feira, fevereiro 13, 2008
domingo, fevereiro 03, 2008
A Nova História
O rumo da História para os tempos que se seguem terá que ser feito através da má História, isto é, da opinião do historiador sobre os acontecimentos. O interesse da população pela História centra-se nas emoções e essas, como todo o sentimento fácil e pouco objectivo que a globalização proporciona, só podem ser transmitidas pela adjectivação dos períodos e factos históricos. O método funcionalista continuará a ser usado, mas será certamente mais importante o resultado do debate entre o pólo trágico e o romântico do que a visão assertiva e imparcial das outras ciências. A parcialidade é o futuro da História.
terça-feira, janeiro 29, 2008
1812
A BBC History Magazine chegou à conclusão que 1812 foi o pior ano de toda a história inglesa, pois quase tudo o que podia correr mal, acabou por se suceder, afectando grande parte da população que viveu em agonia nesse período. Entre os acontecimentos negativos que se destacaram nesse ano encontramos estes:
- Em guerra com a França de Napoleão há 20 anos;
- Os luddistas (movimento contra a Revolução Industrial) destruiram novas máquinas, pois viam estas como ameaças às condições de vida dos trabalhadores. Perto de 20 foram enforcados;
- Taxas e impostos altíssimos devido à guerra e a colheitas desastrosas;
- O Primeiro-Ministro Spencer Perceval foi morto a tiro na Casa dos Comuns (foi o único PM inglês a ser assassinado);
- Os Estados Unidos declararam guerra à Inglaterra por força das disputas comerciais com França;
- O Rei George III enlouqueceu e o seu filho George IV passou para regente.
Foi esta a situação que fez com que a BBC afirmasse que 1812 foi o pior ano dos ingleses. Entre os outros concorrentes a pior ano, tivémos: 1349 (a peste negra), 1536 (supressão religiosa por parte de Henry VIII) e 1937 (colapso económico, caminho para a guerra). Como nota final, acrescentar que nem tudo em 1812 foi mau para os ingleses, pois ganharam batalhas aos espanhóis na guerra peninsular e viram nascer o escritos Charles Dickens nesse mesmo ano.
domingo, janeiro 27, 2008
As respostas ao mail
Recebi um mail cujo título era "perguntas idiotas sem resposta" e qual não é o meu espanto quando consigo responder a quase todas elas, seja a resposta tão idiota como a pergunta ou sustentando-me naquilo que é acho o mais lógico. Aqui vai:
- Porque é que os ginecologistas saem do consultório para as mulheres se despirem?
- Não são só os ginecologistas, quase todos os médicos saem. Talvez seja para deixar a pessoa à vontade, talvez porque vão buscar qualquer registo médico que lhes faça falta ou pura e simplesmente vão ao W.C (as salas de consultório não o costumam ter e as consultas podem demorar à volta de uma hora, o suficiente para começar a apertar a bexiga).
- Se uma pessoa comprar um terreno, ela possui o terreno todo até ao centro da terra?
- Não, a pessoa possui o terreno até onde o PDM deixar.
- Porque é que se chama 'Alcoólicos Anónimos' quando a primeira coisa que fazemos é dizer 'O meu nome é Zé e sou alcoólico'?
- Dentro deles não tem mal saber-se o nome. São ou querem ser anónimos em relação ao resto da sociedade.
- Porque é que há luz no frigorífico e não há no congelador?
- Possivelmente porque a lampâda no congelador não aguenta a temperatura deste.
- Porque é que a água mineral que corre pelas montanhas durante séculos tem uma 'data para consumo'?
- Qualquer água dentro de um garrafa, acaba por ficar choca. O facto de estar bem selada só lhe vai dar mais tempo de vida.
- Porque é que as torradeiras têm sempre uma opção para uma temperatura tão alta que queima as torradas todas?
- A minha não tem essa opção. Deve ser porque sou old-fashion.
- Porque é que os pilotos kamikaze usam capacete?
- Muitos desses pilotos eram chefes de família. Por muito sentido de honra que tivessem, acredito que no fundo quisessem sobreviver.
- Quem foi a primeira pessoa que olhou para uma vaca e disse 'Acho que vou espremer estas coisas compridas e beber o que quer que saia de lá'?
- A necessidade aguça o engenho. Se tou com fome, porque não leite de vaca? Se as crias dela bebem dali, eu também posso. Quem foi não interessa, sabe-se é que foi esperto e deixou escola. Acho que a pergunta tinha mais sentido se fosse em relação aos ovos da galinha.
- Porque é que quando o Incrível Hulk se transforma, rebenta toda a roupa menos as cuecas?
Porque se ele rebentasse tudo não podia ser alvo de comercialização infantil. Duvido que na indústria erotico-pornográfica fizesse sucesso.
- Porque é que quando uma pessoa pergunta as horas aponta para o pulso e quando pergunta onde é a casa de banho não aponta para as partes?
- Porque o relógio tava no pulso e a casa de banho não está nas nossas partes!
- Porque é que o Pateta anda em pé e o Pluto anda de quatro? São ambos cães!
- Ia jurar que o pateta era assim mais pró cavalo, como o Horácio ou a Clarabela.
- As pessoas cegas conseguem ver os seus sonhos?
- Pergunta insultuosa. Quem a fez (alguém achou que era relevante,pois aparece neste mail) é completamente idiota.
- Se o óleo de milho é feito de milho, e o óleo vegetal é feito de vegetais, do que é feito o óleo de bebé?
- Porque há gente demasiado literal, capaz inclusive de fazer essas questões.
- Porque é que quando uma pessoa te diz que há um bilião de estrelas no céu tu acreditas e quando te diz que tens as cuecas molhadas tu precisas de apalpar para ter a certeza?
Porque se tal te acontecer és insensível ou incontinente. É apenas normal que verifiques com o tacto.
- Porque é que as agulhas para injecções letais dos condenados à morte são esterilizadas?
- O Estado já tem responsabilidade que chegue no processo. Provavelmente o gajo morria mas o Estado levava indemnização por negligência médica.
- Porque é que ainda estás a ler isto? Não tens mais nada para fazer?
- Por acaso não tenho mesmo. Estou desempregado e com tempo de sobra. Além disso é sábado.
O objectivo
A maioria das opiniões leva-nos a duas posições: a primeira refere-se à reprodução como missão natural e genealógica e a segunda remete-nos para a alteração de algo para melhor, isto é, a criação não-humana. Criação é pois a palavra-chave.
Palavras-chave são contudo, o que cai mais rapidamente em desuso, pois não se aplicam a nada e são o cúmulo da subjectividade.
sexta-feira, janeiro 25, 2008
quinta-feira, janeiro 17, 2008
terça-feira, janeiro 15, 2008
FIFA, UEFA, COI, IAAF... tudo farinha do mesmo saco
Oscar Pistorius, um sul-africano amputado desde os 11 meses de idade, não poderá participar nos Jogos Olímpicos de Pequim. Ontem, a 14 de Janeiro de 2008, a Federação Internacional de Atletismo (IAAF) recusou ao jovem de 21 anos a possibilidade de competir no evento, ajuizando que as próteses que usa ao correr são uma vantagem mecânica evidente. Tal conclusão foi elaborada por um estudo da Universidade de Colónia, que afirma o seguinte:
"As próteses" [em fibra de carbono] são consideradas uma ajuda tecnológica e, desse modo, estão em claro desacordo com a Regra 144.2 da IAAF" (regra que proibe qualquer vantagem dada em provas por determinada tecnologia)
O estudo comprovou ainda que Pistorius beneficia, com suas próteses, de uma vantagem mecânica de mais de 30% sobre alguém que não as utiliza.
Parece-me a mim que a IAAF está para as novas tecnologias como a Igreja Católica está para o preservativo. Ambas sabem das vantagens mas ninguém quer avançar para uma nova mentalidade, mais justa e de acordo com o progresso. Querem prender-se ao passado, porque esse é o que os mantêm no poder: quanto menos alterarem, melhor.
O caso de Pistorius é digno de várias interpretações, mas eu fico com esta: se a IAAF acha que o atleta é beneficiado em relação aos outros, então que mudem algo nas próteses do atleta. Peguem na perna de um atleta normal e metam peso equivalente na prótese de Pistorius. Façam algo. Negarem-no baseados numa lei já antiga (ainda que justa) demonstra pouca preocupação pela questão. Este é um daqueles casos em que se deve discutir mais a lei e não tanto o processo.
Oscar Pistorius conseguiu vencer uma dificuldade que muitos outros apenas lamentariam e agora clama pelos seus direitos, tão simples como "quero correr com as próteses, porque sem elas não consigo".
sábado, janeiro 12, 2008
La Foto de La Madre
"[...] Jorge Semprún me contó en la entrevista que le hice para EL PAIS Semanal que la guerra le dejó sin una foto de la madre. Ningún retrato de ella, ningún rastro gráfico de su rostro, nada, sólo su memoria le devolvía la belleza de su porte, su elegancia, cierta alegría; ella murió muy joven, a principios de los años treinta, de una enfermedad leve que se complicó estúpidamente. Los baúles y los recuerdos se quedaron en España, se extraviaron, no cruzaron la frontera, se evaporaron. Fue una de las consecuencias de la guerra, acaso la más leve, entonces, de otras gravísimas pérdidas. Una vez aparecida la entrevista, un señor me escribió al periódico, para contarme que su propia madre guardaba algunas fotos de la madre de Semprún. Ayer me encontré con Jorge, en el homenaje que los editores madrileños rindieron a Jesús de Polanco. Ya le habían contactado, le iban a enviar la foto de su madre. Era una noticia feliz, y él estaba feliz. Dentro de esa noticia hay multitud de sentimientos, algunos íntimos, otros públicos. Produce un regocijo íntimo, muy puro, recuperar lo que los años ya te han resignado a perder. Perder, qué tremenda palabra. Y encontrar. Qué palabras [...]"
domingo, janeiro 06, 2008
Descubra as diferenças
No espaço de apenas sete anos, o monolugar de fórmula 1 da Ferrari sofreu toda esta mudança estética. Já nem comparo com os carros de há 10 ou 20 anos atrás, senão a diferença seria completamente abismal. A F1 tem essa magia, a de nos provocar curiosidade em saber o que o futuro nos reserva. Olhando cada ano para mais um novo bólide, fica a questão:
- Que raio vão eles mudar mais?
- Que raio vão eles mudar mais?
sexta-feira, janeiro 04, 2008
Assassínios? É só um incidente...
"... Houve, há alguns dias, um incidente lamentável de turistas franceses assassinados na Mauritânia, mas o país é seguro. Há incidentes como em todos os países do mundo. Na nossa opinião, não se justificava o cancelamento do rali. Todas as garantias de segurança foram dadas para a realização do rali nas melhores condições..."
Habib Abderrahmane, Conselheiro da embaixada da Mauritânia em Paris,
[sobre o cancelamento do Lisboa-Dakar 2007]
[sobre o cancelamento do Lisboa-Dakar 2007]
quinta-feira, janeiro 03, 2008
Sobre o filme Tróia
- Adaptar para cinema uma epopeia de Homero é sempre um trabalho inglório, pois é impossível ganhar ao original.
- Não há exageros visuais no filme. Uma boa notícia numa era em que os programas de imagem fazem a maior parte do trabalho.
- As emoções das personagens estão aquém do esperado. A passagem do estado de cólera funesta para a de compaixão pelo inimigo por parte de Aquiles é pouco ou nada trabalhada.
- Devido ao facto do realizador e produtor terem optado por incluir o Cavalo de Tróia no filme, o papel de Ulisses foi de maior relevo, algo que não acontece na Ilíada.
- Entre enormes imprecisões em relação ao mito, uma das que mais choca é a morte de Agamemnón na tomada de Tróia. A versão mais aceite é a de que Agamemnón morreu às mãos das sua esposa no banho, como acto de vingança pelas constantes infidelidades.
- Outra das grandes imprecisões reside na morte de Menelau por Heitor. Ao contrário do que nos mostra o filme, Menelau sobrevive ao combate com Páris e é um dos sobreviventes da guerra. Andará à deriva pelo mar durante vários anos, tal como Ulisses.
- O filme opta por mostrar apenas a componente humana e esse é provavelmente o seu maior êxito. Não existe acção nem influência directa dos deuses no filme, apenas respeito pelos mesmos (a excepção é a deusa Tétis).
- O filme custou cerca de 230 milhões de dólares e as receitas de bilheteira pelo mundo rondaram os 500 milhões de dólares.
segunda-feira, dezembro 31, 2007
2007 de A a Z
A de Al Gore - Prémio Nobel da Paz e um dos maiores oradores sobre a questão ambiental. Poderá ter um papel ainda mais fulcral no futuro.
B de Berardo - Uma das figuras do ano em Portugal. De discurso directo e ideias fixas, causa mal-estar em diversos sectores por dizer verdades que mais ninguém se atreve a dizer.
C de Cristiano Ronaldo - Melhor jogador de Inglaterra para imprensa e profissionais do futebol. Trava uma luta interessante pelo mediatismo com Mourinho.
D de Desemprego - É a minha situação e a de muitos outros portugueses. Um fenómeno derivado da globalização e sem solução total.
E de Euro 2008 - Portugal apurou-se para o quarto europeu consecutivo. Apesar de se investir muito mais no futebol que noutras modalidades, não deixa de ser um enorme feito.
F de Faculdade - Acabei a licenciatura em Estudos Europeus. Hooray!
G de Greves - Desde os argumentistas americanos às dos sindicatos portugueses, passando pelas inúmeras na França e um pouco por todo o mundo, este ano foi assolado por greves, quase sempre atrapalhando mais a vida ao cidadão comum do que ao atingirem algo.
H de Hugo Chavez - O venezuelano esteve em foco na cimeira entre os países hispânicos, no encontro com Fidel Castro, nos destinos da OPEP e na negociação de reféns colombianos.
I de Iraque - 34 mil civis morreram durante este ano. A escalada de violência não tem topo.
J de José Mourinho - A sua saída do Chelsea marcou o fim de um grande amor entre os ingleses e a personalidade do português.
K de Kaká - Melhor jogador do mundo em 2007. Prémio justo.
L de Luciano Pavarotti - Desapareceu uma das melhores e mais mediáticas vozes do século XX.
M de Maddie - O desaparecimento da menina inglesa na praia da Luz foi o acontecimento do ano. Todos têm opinião sobre o caso.
N de Nélson Évora - Campeão Mundial de Triplo Salto em Osaka, é um possível medalhado para os Olímpicos de 2008.
O de Obama - Depois de Martin Luther King é o político de cor negra mais perto de chegar à Casabranca.
P de Paquistão - A morte de Butto apenas confirmou que há povos que preferem a guerra à democracia.
Q de Quercus - Uma das principais protagonistas no caso do milho transgénico.
R de Raikonnen - Num ano em que a luta sempre foi a dois (Hamilton e Alonso), o finlandês fez um final de temporada fantástico e arrebatou o campeonato de pilotos de F1.
S de Scolari - Protagonista por bons (apuramento para o Europeu) e maus motivos (agressão a Dragutinovic, da Sérvia).
T de Terreiro do Paço - Finalmente o Metro, 1o anos depois do começo das obras.
U de União Europeia - Depois de uma grande estagnação, 2007 foi um ano de grandes avanços na estrutura da UE e no espaço Shengen.
V de Vanessa Fernandes: Campeã Mundial de Triatlo e a maior esperança de Portugal numa medalha de ouro para 2008.
X de Xadrez - Kasparov, o génio do xadrez mundial, transfomrou-se num político altamente mediático numa Rússia ainda muito fria.
Y de Yeltsin - Desde confusões e arrufos a grandes jogadas políticas, Boris tinha de tudo um pouco.
Z de Zapatero - Mediou de forma exemplar o atrito entre Hugo Chavez e o Rei Juan Carlos. Sereno e eficaz.
terça-feira, dezembro 25, 2007
Em Portugal ninguém sabe ouvir o próximo. Todos se preocupam em deixar a sua opinião vincada, mas poucos ou nenhuns se dão ao trabalho de ouvir opiniões contrárias ou sequer argumentar a sua ideia. É de um país de ditadores que estamos a falar. Todos acham que fazem melhor do que aquele que está no posto de comando, ainda que tal posto seja mais uma fonte de problemas que de rendimentos. Todos querem ser capatazes e ninguém quer trabalhar. Não condeno isso, pois após décadas de ditadura onde a maior parte da população era dominada e não dominadora, é apenas normal que os desejos vão no sentido de inverter totalmente essa tendência, isto é, os que anteriormente eram dominados querem agora dominar e os que dominavam nesses tempos, querem continuar a fazê-lo. No país onde só há reis apenas predomina a arrogância e o conflito.
domingo, dezembro 23, 2007
quarta-feira, dezembro 19, 2007
Feliz
Hoje estou feliz. Podia falar da minha situação de desempregado, da falta de €uros ou de estar muito longe da minha própria independência, mas não, prefiro ver o outro lado das coisas, aquele que me diz que há momento bons na vida e que devem ser vividos plenamente.
Como tal, partilho aqui a felicidade que sinto neste momento!
terça-feira, novembro 27, 2007
Pressão
Abate-se sobre mim, qual imolação. Desprende-se e voa suavemente, levando consigo o que de bom ainda existia neste pobre ser. O que resta agora é mórbido, cheira a desolação. Voraz e invisível, consome as entranhas e transforma-me. Quero acreditar que posso mudar, mas a cada novo ataque, a esperança cai por terra. Um dia será tarde para se levantar e aí jazerá o que de bom e mau cometi.
segunda-feira, novembro 05, 2007
Referendo: sim ou não?
O Nélson, como muitos outros portugueses, já deu a sua opinião. Pego na pergunta deixa no seu blog, para dar igualmente o meu ponto de vista:
Economicamente, é bom evitar o referendo. Cada eleição custa à nação (por outras palavras, aos contribuintes) uma avultada soma, que se for evitada através da consulta parlamentar acaba por ser bom para o país.
Contudo, numa Europa que se quer mais próxima dos cidadãos, o melhor é mesmo consultar o cidadão europeu para lhe perguntar se quer ou não um Tratado Reformador da UE, isto porque, nos parlamentos nacionais está expressa a vontade popular de um determinado ano e não da actualidade. Ou fazem o referendo, ou convocam eleições parlamentares anuais, pois a perspectiva do cidadão português muda consideravelmente ao longo de dois anos de poder de determinado partido.
Além disso, o partido que os portugueses elegeram há dois anos atrás podia aquele que mais garantias oferecia para o futuro interno do país, mas não para o futuro externo. Posso partilhar da opinião de um partido no que respeita a assuntos internos, mas posso discordar plenamente da sua visão de Europa.
Por estas e por outras, penso que um Referendo sem partidarizações devia ser a opção a tomar. Digo sem partidarizações, pois tal como o referendo da IVG, no caso de haver um referendo para o assunto Europa, podemos acabar a discutir o que o governo fez ou não fez, longe do assunto real, neste caso do quão frutuoso será o Tratado para a Europa. Eleições à escala europeia, sem partidos, mas com rostos, é para mim a solução ideal.
Ainda que possa tudo passar de uma utopia matinal.
Economicamente, é bom evitar o referendo. Cada eleição custa à nação (por outras palavras, aos contribuintes) uma avultada soma, que se for evitada através da consulta parlamentar acaba por ser bom para o país.
Contudo, numa Europa que se quer mais próxima dos cidadãos, o melhor é mesmo consultar o cidadão europeu para lhe perguntar se quer ou não um Tratado Reformador da UE, isto porque, nos parlamentos nacionais está expressa a vontade popular de um determinado ano e não da actualidade. Ou fazem o referendo, ou convocam eleições parlamentares anuais, pois a perspectiva do cidadão português muda consideravelmente ao longo de dois anos de poder de determinado partido.
Além disso, o partido que os portugueses elegeram há dois anos atrás podia aquele que mais garantias oferecia para o futuro interno do país, mas não para o futuro externo. Posso partilhar da opinião de um partido no que respeita a assuntos internos, mas posso discordar plenamente da sua visão de Europa.
Por estas e por outras, penso que um Referendo sem partidarizações devia ser a opção a tomar. Digo sem partidarizações, pois tal como o referendo da IVG, no caso de haver um referendo para o assunto Europa, podemos acabar a discutir o que o governo fez ou não fez, longe do assunto real, neste caso do quão frutuoso será o Tratado para a Europa. Eleições à escala europeia, sem partidos, mas com rostos, é para mim a solução ideal.
Ainda que possa tudo passar de uma utopia matinal.
Da baboseira
O Rui Santos só diz baboseiras. Tem ar intelectual, mas no fundo, em hora e meia a babosear, acaba por dizer duas ou três coisitas aproveitáveis que qualquer um de nós - informado ou não - também diria.
O português gosta de ouvir alguém a dizer baboseiras. Aliás, gosta de ouvir, ver, ler, comentar e mandar a sua própria baboseira. Quando tanta gente dedica importância às baboseiras, é normal que o país não saia da babosice geral. É igualmente normal que o Rui Santos, que de início só tinha direito a poucos minutos de intervenção, já tenha hora e meia para si e para as suas baboseiras. A verdade é que todos sabem que ele diz baboseiras, mas ainda assim não resistem a ouvir o que o desgraçado tem para dizer.
Enquanto assim for, enquanto lhe derem importância, ele vai continuar por aí. O desprezo é o caminho. Podem igualmente mudar para a RTPN, que costuma ter o Álvaro Braga Jr. a dizer coisas mais saudáveis.
O português gosta de ouvir alguém a dizer baboseiras. Aliás, gosta de ouvir, ver, ler, comentar e mandar a sua própria baboseira. Quando tanta gente dedica importância às baboseiras, é normal que o país não saia da babosice geral. É igualmente normal que o Rui Santos, que de início só tinha direito a poucos minutos de intervenção, já tenha hora e meia para si e para as suas baboseiras. A verdade é que todos sabem que ele diz baboseiras, mas ainda assim não resistem a ouvir o que o desgraçado tem para dizer.
Enquanto assim for, enquanto lhe derem importância, ele vai continuar por aí. O desprezo é o caminho. Podem igualmente mudar para a RTPN, que costuma ter o Álvaro Braga Jr. a dizer coisas mais saudáveis.
sexta-feira, outubro 19, 2007
Tratado de Lisboa
A prova que os portugueses sabem fazer as coisas apenas quando estas não são para eles. O tempo que o painel ministerial esteve longe da acção interna comprovou-se como um período de acalmia, com ligeiros distúrbios, em nada semelhantes aos que acontecem quando o governo esta em plena acção. Não acho que o problema consista numa ausência de soluções ou estratégias, é sim um problema de organização. A União Europeia está bem organizada (não quero dizer com isto que seja eficaz) e através dessa boa estrutura, a presidência portuguesa soube abrir caminho para o Tratado reformador. Em Portugal joga-se xadrez sem tabuleiro. Na UE o tabuleiro tem sido demasiado grande para se definir quais as regras do jogo. Parece que se conseguiu alguma coisa com o Tratado de Lisboa. A ver vamos.
terça-feira, outubro 16, 2007
quinta-feira, outubro 11, 2007
French monster EATS babies!
Este é o título da notícia que o The Sun pôs na sua secção desportiva. O 'monstro' é Chabal - The Caveman - possante jogador de raguêbi da França e uma das revelações do campeonato do mundo da modalidade, e o bebé representa a juventude da selecção inglesa, com a qual os gauleses vão discutir o acesso à final da competição. É caso para dizer: Jornalismo inglês no seu melhor!
quarta-feira, outubro 03, 2007
terça-feira, outubro 02, 2007
sexta-feira, setembro 28, 2007
A moda está de volta
Viver ao pé de uma escola tem muito de negativo. Desde o som dos miúdos a gritar, aos toques de entrada para as aulas até à natural falta de paz. Contudo, também tem coisas positivas a reter, como a segurança acrescida, as "barracas" entre as vizinhas e os miúdos rebeldes e a observação constante das últimas modas. Focando-me nesta última, há algo que tem vindo a perturbar-me seriamente: a música. Claro que eu gosto de música, tal como a grande maioria da população, mas por outro lado, odeio que me dêem música. É isso que tem vindo a acontecer na mais recente moda da malta: dar música a quem não a quer ouvir.
Os aparelhos que a transmitem são pequenos, mas capazes de emanar música a níveis bastante altos, que por rebeldia, estão sempre nessa medida. Ora, ir num transporte público e um engraçadinho levar aquilo ligado e a dar-me música faz-me lembrar exactamente os jovens que levavam os rádios aos ombros para darem música a quem passava. Felizmente a década de 90 foi marcada pelo auriculares que não perturbam o restante mundo (mas que conduzem ao isolamento, como já ouvi alguém defender), mas como a moda é cíclica, lá temos que levar de novo com os rádios aos ombros, agora numa versão muito mais pequena, mas ainda assim chata.
Chamem-me conservador, mas a realidade é que faço o possível para não chatear os outros através dos meus gostos. Respeitar a paz dos outros é o melhor caminho para uma sociedade pacífica e essa parece ser a mensagem que tem custado passar aos jovens.
Os aparelhos que a transmitem são pequenos, mas capazes de emanar música a níveis bastante altos, que por rebeldia, estão sempre nessa medida. Ora, ir num transporte público e um engraçadinho levar aquilo ligado e a dar-me música faz-me lembrar exactamente os jovens que levavam os rádios aos ombros para darem música a quem passava. Felizmente a década de 90 foi marcada pelo auriculares que não perturbam o restante mundo (mas que conduzem ao isolamento, como já ouvi alguém defender), mas como a moda é cíclica, lá temos que levar de novo com os rádios aos ombros, agora numa versão muito mais pequena, mas ainda assim chata.
Chamem-me conservador, mas a realidade é que faço o possível para não chatear os outros através dos meus gostos. Respeitar a paz dos outros é o melhor caminho para uma sociedade pacífica e essa parece ser a mensagem que tem custado passar aos jovens.
quinta-feira, setembro 27, 2007
Interrupção voluntária da entrevista
O que se passou na SIC Notícias é somente um escândalo para aqueles que ainda acreditam na boa fé das empresas. É certo que Pedro Santana Lopes estava avisado que podia ser interrompido a qualquer momento por um furo jornalístico, tal como está toda a gente que se submete a entrevistas em directo, no entanto, há muito que a noção de furo jornalístico se coaduna com a de lucro empresarial, ou televisivamente falando, ao aumento de audiências. Pedro Santana Lopes é, tal como muitos, um defensor da boa fé jornalística, na qual se inclui a noção de que uma entrevista não deve ser cortada abruptamente por causa da chegada ao aeroporto de um treinador desempregado. Infelizmente para ele, o caso tinha contornos bem diferentes se fosse numa estação paga pelos contribuintes. Não sendo esse o caso, o que se pode constatar é que Pedro Santana Lopes teve uma atitude digna como ser humano, assim como a SIC Notícias teve uma atitude digna de quem trabalha para o lucro. Como tal, é normal que daqui a uns tempos ele reapareça nos estúdios de Carnaxide para mais uma entrevista.
Quanto ao que é na verdade um furo jornalístico, isso é outra questão.
Quanto ao que é na verdade um furo jornalístico, isso é outra questão.
quinta-feira, setembro 20, 2007
Sobre a Saída de Mourinho do Chelsea
Depois dizem que os clubes portugueses são piores que estes. A única diferença é que na Inglaterra há dinheiro para comprar grandes jogadores, de resto a classe dirigente é a mesma podridão.
Despedir um treinador que nunca perdeu em casa, "deu" de novo um campeonato ao clube depois de 50 anos, repetiu o feito no ano seguinte e ganhou inúmeras taças e inúmeros clássicos, tudo porque não conseguiu ganhar 2 jogos numa semana.. é no mínimo escandaloso e revelador de falta de seriedade.
Agora o caminho do Chelsea deve ser sempre a afundar. Só Capello (não estou a ver mais ninguém a ir para lá) será capaz de tomar conta daquele balneário depois da saída de Mourinho. Isto porque José era mais que um treinador, era um amigo e um líder. Qualquer um que vá para lá, vai encontrar o caos: jogadores desmotivados, sem vontade de fazer o que sabem, perdidos no meio de tanta estrela e com os egos a entrar em disputa uns com os outros.
Da minha parte, tou-me nas tintas para o Chelsea. Ainda que continue a ter lá portugueses, eu seguia o Chelsea devido à presença de Mourinho, não devido ao clube, que aliás sempre me pareceu um clubezeco muito arrogante quando nem tem razões para isso.
Por fim, é também nestes momentos que se distinguem os clubes. Tratar um treinador campeão como o Chelsea tratou, nunca se verá num Liverpool ou Manchester United. Afinal, o Chelsea não passa de um clube com uma passagem fugaz pela fama e que não sabe lidar com ela.
Felicidades para Mourinho!
Tudo de mau para o Abramovich e companhia, pois pensam ainda que é o dinheiro que compra títulos!
Despedir um treinador que nunca perdeu em casa, "deu" de novo um campeonato ao clube depois de 50 anos, repetiu o feito no ano seguinte e ganhou inúmeras taças e inúmeros clássicos, tudo porque não conseguiu ganhar 2 jogos numa semana.. é no mínimo escandaloso e revelador de falta de seriedade.
Agora o caminho do Chelsea deve ser sempre a afundar. Só Capello (não estou a ver mais ninguém a ir para lá) será capaz de tomar conta daquele balneário depois da saída de Mourinho. Isto porque José era mais que um treinador, era um amigo e um líder. Qualquer um que vá para lá, vai encontrar o caos: jogadores desmotivados, sem vontade de fazer o que sabem, perdidos no meio de tanta estrela e com os egos a entrar em disputa uns com os outros.
Da minha parte, tou-me nas tintas para o Chelsea. Ainda que continue a ter lá portugueses, eu seguia o Chelsea devido à presença de Mourinho, não devido ao clube, que aliás sempre me pareceu um clubezeco muito arrogante quando nem tem razões para isso.
Por fim, é também nestes momentos que se distinguem os clubes. Tratar um treinador campeão como o Chelsea tratou, nunca se verá num Liverpool ou Manchester United. Afinal, o Chelsea não passa de um clube com uma passagem fugaz pela fama e que não sabe lidar com ela.
Felicidades para Mourinho!
Tudo de mau para o Abramovich e companhia, pois pensam ainda que é o dinheiro que compra títulos!
sexta-feira, setembro 14, 2007
sexta-feira, setembro 07, 2007
Tal como nos encantou, que os anjos adorem igualmente a sua voz
Os grandes mitos permanecem sempre na nossa memória. Embora esta seja habitualmente curta, duvido que chegue algum cantor capaz de o fazer esquecer. Luciano Pavarotti era único não só na voz, mas também na generosidade e na paixão. Nunca usou a dificuldade que passou na vida para chegar mais alto, sendo essa a maior lição que o tenor nos deixou.
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