domingo, julho 23, 2006

Eu, eles

Antes tinha mais paciência para as pessoas. Hoje em dia já não aturo facilmente os enredos e novelas dos outros. Isto faz-me questionar: estou eu perante uma nova fase de crescimento ou simplesmente, tornei-me mais importante para mim mesmo? Se calhar ambos. De qualquer forma mudei e não sei se foi para melhor, pois já não costumo estar tão presente para os problemas dos outros como costumava estar e, devido a isso, sinto o afastamento das pessoas, seja este sob a forma de conversas rotineiras e desinteressantes, seja através de uma presença de circunstância.
No fundo, quero acreditar que não só eu mudei, como a maior parte dos que me rodeiam, encontrando eu e eles o caminho para a felicidade através de batalhas interiores, sofridas e dolorosas, deixando de lado a ajuda dos outros, pois se criámos os problemas, também temos que arcar a responsabilidade para os resolver sozinhos.

E isto tudo acontece num contexto em que as pessoas comunicam cada vez mais entre si, estão sempre contactáveis e ao mesmo tempo... distantes. Apenas mais um paradoxo de uma globalização que nos educa os sentimentos e nos transforma o ego.

sábado, julho 01, 2006

A língua portuguesa tem destas coisas...

"O que estoira a mioleira é a fazendeira sobranceira e interesseira que morava na Curraleira, onde todos os dias, à mesma maneira, punha a substância na chaleira, donde dava corpo um alta chiadeira quando fervida estava a caldeira. Já na Musgueira e reunida a família inteira, deu-se a explosão da lareira pois alguém se tinha esquecido da peneira, tendo-se ouvido a barulheira até na Barra Cheia. Infeliz o dia em que a velha fazendeira se lembrara de ir à prateleira, buscar a maldita chaleira que no final só deu asneira. Porém, e como cá na Beira, só se lamenta a cegueira, decidiu-se meter a mulher na eira, junto da égua rameira, onde se encontrava a costureira com o velho jardineiro em aventuras que só dariam trabalho à parteira, acabando a fazendeira a fazer de pau-de-cabeleira."

António, penúltima noite de Junho

quarta-feira, junho 21, 2006

Informações básicas sobre a Suécia que nos escapam diariamente
(porque temos mais que fazer do que pensar neste país)

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  • A Suécia está na Escandinávia
  • A capital da Suécia é Estocolmo.
  • O actual soberano é o Rei Carl XVI Gustav.
  • A Suécia é banhada pelo Báltico. O Báltico é um mar (poluído).
  • O Estreito de Kattegat separa a Suécia da Dinamarca. O nome Kattegat significa em neerlandês antigo a Brecha do Gato. Existe aqui uma clara conexão entre o Kattegat e o Hondgat (Cu do Cão).
  • Os registos arqueológicos mostram que a Suécia era povoada na Idade de Pedra por caçadores-recolectores que viviam sobretudo de peixe. Depois, nos séculos IX e X, vieram os vikings que se interessavam mais por carne, saques e guerra.
  • Por apenas 36 km² a Suécia não tem 450 mil km²
  • A densidade populacional da Suécia está nos 20 habitantes por km². Isto significa que temos de andar quilómetros para pedir arroz ao vizinho (isto nas áreas a Norte do país).
  • A moeda é a coroa sueca.
  • O hino nacional é de 1844 e é cantado sobretudo nos Mundiais de Curling.
  • A equipa de futebol é conhecida e conta com uma boa dupla de avançados: Larsson e Ibrahimovic. Vestem de amarelo e por vezes jogam melhor que o Brasil. Em termos de clubes, só o IFK de Gotemburgo merece ser referido.
  • A Suécia foi um dos primeiros países do Mundo em legalizar o cinema pornográfico.
  • Ingmar Bergman e Greta Garbo eram suecas e actrizes, mas não de cinema porno.
  • A nível musical, a Suécia é conhecida pelos Abba e mais recentemente pelos Cardigans. In Flames, Dark Tranquillity e Opeth são algumas das bandas de metal mais conhecidas.
  • O Castelo de Kalmar é um dos edíficios mais conhecidos da Suécia. É renascentista e baseado numa estrutura medieval.
  • A maior igreja sueca é a catedral de Uppsala, com 118,7 metros de altura
  • É dos países europeus com maior taxa de suícidio.

sexta-feira, junho 16, 2006

Editoras de Livros

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No meio de um final de ano stressante, eu, o Nuno e o Pedro resolvemos fazer um breve estudo sobre as editoras de livros, tendo chegado à conclusão que neste momento, a Assírio e Alvim é aquela que melhor qualidade de livros oferece. Em contrapartida, a Europa-América destaca-se pelo seu bom preço e fraca qualidade, enquanto a Quixote surge como uma opção viável para quem procura qualidade ao invés do preço. A Relógio D'Água oferece uma boa qualidade de livros e peca apenas na colagem dos livros.

segunda-feira, maio 29, 2006

Uma questão organizacional

Já repararam que os únicos organismos que funcionam bem em Portugal ou são privados ou são organizativamente antigos?

O porquê disto ser assim é simples, pois quando se cria algo novo no sector público, não se lhe atribuem competências nem responsabilidades. Foi assim que se decidiu fazer as coisas após o 25 de Abril e assim continua, para gáudio dos decoradores de siglas de Institutos e Departamentos. Por causa disto e naturalmente, os organismos - por não saberem quais os seus limites - decidem fazer bem menos do que aquilo que lhes estava destinado, isto para não entrarem em ruptura com outro organismo responsável na mesma área. É bem feito em termos organizacionais, mas mal feito em termos de satisfação do utente desse organismo.
Em suma, é por estas e por outras, que a culpa acaba por não ser da senhora que nos demora 3 horas a atender, embora isso não impeça que ela se torne no alvo favorito para o insulto. O que também é bem executado do ponto de vista da libertação da ira para com o nosso querido Portugal e seu mecanismo.

domingo, maio 14, 2006

Interrogação

As t-shirts quando são revestidas todas da mesma cor são adjectivadas de lisas, ao passo que basta-lhes ter uma figura ou qualquer tipo de adorno para deixarem de ser lisas.

Alguém me explica quem foi o brilhante linguista por detrás disto?

quinta-feira, maio 11, 2006

Ténis

Acho que durante a minha infância nunca mudei de ténis por estes deixarem de servir. Rompiam-se sempre todos a meio desse processo.

quarta-feira, abril 26, 2006

Noite

As noites são convidativas. A escuridão está no meu rumo inconsciente e por isso, não tenho qualquer tipo de controlo sobre ela. Nem quero ter... ou melhor, não tenho oportunidade para a controlar, pois esta atravessa-se diante mim diariamente. Depende tudo da forma como a encaro. Se preciso dela, nunca me chegará. Se a quiser viver, ela escapar-se-á. Se a ignorar, ela irá ter comigo. A noite é assim, como as mulheres, que se afastam quando as queremos e se aproximam quando o sinal vermelho já caiu. Talvez por isso o Inverno tenha especial fascínio sobre mim, ao contrário do tórrido Verão, que me desperta males que o corpo guardou durante a noite.

sábado, abril 22, 2006

Dizem que tenho boa vida

Porquê? Acham que não tenho responsabilidades?

Por incrível que pareça, tenho-as. Claro que a minha personalidade não reflecte isso, pois aparento calma e auto-controlo, não me gabando de ter 3 exames e 2 trabalhos na mesma semana, embora os tenha. Por outro lado, não gosto de deixar tudo para a última hora, pois isso tem resultado nefastos para quem quer acabar um curso. Por isso digo: boa vida têm aqueles que vão às finanças no último dia, que entregam os trabalhos depois do prazo e que se ralam pela comida no restaurante demorar muito tempo. No fim, é tudo ao contrário, eu é que tenho boa vida porque já resolvi as finanças, já entreguei o trabalho e fui mais cedo para o restaurante. Isto consegue-se perdendo noites a estudar e levantando-me mais cedo para tratar dos assuntos, ou seja, a boa vida é adjectivada para os que não a têm e é gabada por aqueles que a têm mas que passam a vida a dizer que são infelizes e que os outros é que vivem bem.

sexta-feira, abril 14, 2006

Férias: nada a acrescentar

As férias podem ter um efeito perturbador nas pessoas. Comigo acontece o seguinte: durante o tempo de aulas ou de trabalho sonho com o tempo em que vou ficar de férias, isto é, faço projectos e desenho uma agenda. Porém, quando chego a essas mesmas férias, realizo tudo o que projectei durante as aulas (ou no trabalho) em muito pouco tempo, restando-me assim a maior parte do tempo de férias para proceder a inutilidades como ir ao café, jogar e ver TV. Acho que o problema é definitivamente meu, falta é perceber se ele deve-se ao facto de fazer poucos projectos ou pelo contrário, se o problema está em fazer tudo em pouco tempo.

sexta-feira, abril 07, 2006

Comemoração

Este é o post 301, o que torna o post anterior no número 300.

Hurray!
Poder à palavra

Há certas coisas que adoro fazer na net. Uma delas é definitivamente cuscar. Não o nego, gosto de procurar informações respectivas a pessoas que conheço pessoalmente ou apenas pela net. Por vezes até de pessoas que não conheço. É por esta razão que gostava que todos tivessem um blog, onde fizessem as suas confidências e onde se percebesse quais os seus interesses e quais as suas amarguras ou felicidades. Claro está que através desta mesma confidência que vos faço, poderão vocês, caros leitores, aperceber-se que sites como o Hi5, o ICQ, o Orkut e o WAYN (entre muitos outros) são mundos que exploro devota e permanentemente. Pois bem, na realidade nem sou grande fã desses sitíos e raras são as vezes que os visito. Sinceramente gosto é dos blogs. Acho que num mundo onde grande parte da comunicação é hoje processada em bites, temos que dar o devido valor à palavra. É neste contexto que, mais que nunca, reconheço à palavra um enorme potencial nas interacções com outros seres humanos. Porque a imagem não é tudo, há que tentar perceber que mensagem querem as pessoas deixar para o mundo, não através do que vestem ou do que furam e tatuam, mas sim do que dizem ou escrevem.

PS: Quero fazer uma tatoo

sábado, abril 01, 2006

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Temperance
Giotto (1267-1337)

Temperance in the late medieval, was a crucial item to the noble's art, known as arete. Arete include quieter virtues, such as dikaiosyne (justice) and sophrosyne (self-restraint).

terça-feira, março 21, 2006

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Matters of the past are the same as a dream:
they will fade out in time and disappear someday

quinta-feira, março 16, 2006

Eu e a política

Ultimamente, tenho pensado muito em filiar-me num partido político português. É uma decisão que não vai contra príncipios pessoais, pois nunca defendi o apartidarismo, tal como nunca defendi a côr X ou Y. O que defendi até hoje, foi apenas justiça. Para mim e para os que me rodeiam no dia-a-dia. É por isso que considero a entrada para um partido político como positiva, isto é, de acordo com o curso superior em que me encontro e espero vir a concluir, uma filiação política seria altamente positiva para o futuro. Para o meu e para os que me rodeiam, pois usaria tudo o que me fosse possível e permitido para melhorar as suas condições.

Por outro lado, nunca vi o mundo político com bons olhos. É um mundo de uma verdade efémera, onde as ambições pessoais estão acima da vontade em mudar para melhor. Ao entrar para o mundo político pela ambição, estaria a tornar-me igual aos que lá andam ou esse é o primeiro passo para a beatificação política? Se fôr, compreendo melhor quando os analistas políticos dizem que o problema dos partidos está na sua base.

No fim acho que vou simplesmente ficar na mesma: atento ao fenómeno político, mas demasiado desgostoso com o mesmo para fazer parte dele.

terça-feira, março 14, 2006

segunda-feira, março 13, 2006

Hooligans

O que são afinal os hooligans? Desde arruaceiros a bebâdos, tudo serve para ilustrá-los. Ah, e têm que ser ingleses ou holandeses.

Sejamos sinceros, os hooligans existem em todo os clubes que arrastam atrás de si grandes massas de adeptos. Como qualquer grupo que fica maior, também no futebol, quanto maior for o grupo de adeptos, mais possibilidades existem que entre eles se encontrem deturpadores da ordem pública. O que não se admite é dizer-se que os hooligans são única e exclusivamente da Holanda ou do Reino Unido. Esta definição gratuita é fruto, em grande parte, da tragédia de Heysel que a Europa do futebol não esqueceu e condenou. Mas agora pergunto eu, não serão piores que hooligans aqueles que deturpam a verdade desportiva através de práticas ilícitas como a corrupção ou o doping? O Marselha de 1991, uma celebérrima equipa que maravilhou a Europa do futebol era, passado todos estes anos de acusações e de casos judiciais, uma equipa feita nas malhas criminosas e, por isso, tão má ou pior como os hooligans arruaceiros e destruidores de bares. Mas não, as condições do estádio belga em 1985, aquando a tragédia, não eram seguramente as melhores e, no entanto, foram os hooligans e a federação inglesa os condenados.

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Passado todo este tempo, ainda são os mesmos ingleses os hooligans, quando na realidade, são simplesmente os melhores adeptos que um clube pode ter. Por muito que isto custe à nossa mesquinha mentalidade, os cânticos que se fizeram ouvir em Liverpool no passado Liverpool - Benfica, são o que de melhor pode ter o futebol. Arrepia ouvir todo um estádio a cantar, intimida o adversário e contribui para um espectáculo que entretêm - afinal o grande objectivo do futebol actual. Pena é que os nossos mesquinhos dirigentes não vejam isso, apoiando e criticando as claques portugueses conforme a situação que melhor lhes serve. Também as claques portuguesas merecem respeito e como tal, também merecem ter limites. Que se saiba ver isso e que não se saiba só criticar, afinal, o grande vício dos portugueses.

Nota: Artigo também disponível no blog chuto-nos-queixos

sábado, março 04, 2006

Manias

Depois de ver o blog do Nelson, e como sei que ele passa por aqui algumas vezes, decidi também expôr aqui algumas manias minhas:

- Mania da indecisão. Quando penso que é aquilo, afinal será outra coisa. É uma mania irritante que me impede de fazer compras em pouco tempo.

- Mania de bolachas, tortas e outras colesterolices. Acho que a Dan Cake devia fazer uma estátua minha.

- Mania da discussão desportiva. Passo horas em sites de clubes, de diários desportivos, em fóruns, em discussões, etc.

- Mania de não lavar a loiça (mesmo que seja só um prato), o que se traduz em constantes ralhetes e sermões .

- Mania de não estender a toalha após o banho. A par da mania de lavar a loiça, esta também se traduz em ralhetes e sermões. A conjunção destas duas últimas manias no mesmo dia resulta em ira maternal :P

quarta-feira, março 01, 2006

L´ILE DE BLACK MOR

Início de tarde. Televisão ligada. Os programas rídiculos do costume nos principais canais generalistas (ou novelistas) portugueses, mas heis se não quando descubro na 2 um filme de animação. Comecei a ver, sem muita atenção, pensando que dali sairia mais um daqueles desenhos animados carregados de flashes, luzes berrantes e efeitos luminescentes que dão a entender que o objectivo máximo será provocar ataques epilépticos. Mas não. Surpreendemente, o filme L'Ile de Black Mor conseguiu captar a minha atenção e mais tarde o meu fascínio. Infantilmente ou não, recomendo muito este filme. Fica aqui a história breve do filme, segundo o site da 2:

"Em 1803, na costa da Cornualha, Kid, um rapazinho de quinze anos foge do orfanato onde vivia. Ele ignora o seu verdadeiro nome e tem como única riqueza um mapa de uma ilha de um tesouro, que tinha caído do livro de Black Mor, um pirata com quem Kid gostava de se parecer...
Na companhia de mais dois rapazes, Mac Gregor et La Ficelle, Kid arranja um barco e vai à procura da ilha, no outro lado do Atlântico. Mas... nada se passa como nos livros de piratas.
À procura da sua identidade, Kid é mais frágil do que parece e uma grande quantidade de aventuras esperam-no antes de chegar à ilha de Black Mor... "