DopingA Federação Internacional de Ténis (ITF), suspendeu o argentino Mariano Puerta dos courts durante
8 anos, devido a um controlo anti-doping no qual o tenista acusou
etilifrina, uma das substâncias classificadas como estimulante pela Agência Mundial Anti-dopagem (AMA). O tenista de
27 anos, reincidente em casos de dopagem (acusou
clenbuterol em
2004), vê assim a carreira praticamente terminada, assim como vê retirado da sua conta os
prize moneys e os troféus ganhos nos últimos anos.
Apesar de ter passado ao lado da maior parte da imprensa, esta notícia provocou-me algumas questões: porquê uma pena tão pesada a um tenista que não é propriamente jovem? E porque os casos de dopagem têm invariavelmente rostos argentinos por detrás?
Se a medida visa criar um exemplo para os mais jovens que se sentem tentados a seguir o caminho do doping, duvido que resulte, isto porque o desporto é cada vez mais rentável ao alto nível e quanto mais depressa se atinge esse nível, mais fama e melhor nível de vida se alcança, mesmo que seja às custas de práticas mercenárias como consumo de substâncias ilegais. Na minha opinião, e mesmo sabendo que Puerta é reincidente nestes casos, parece-me que a medida é exagerada.
8 anos é a vida desportiva de muitos atletas e neste caso específico, ajuizar uma medida destas a um atleta de
27 anos é tirar-lhe não só o resto da carreira desportiva, como mandá-lo directamente procurar outra profissão à qual terá dificuldade acrescida devido ao seu passado criminal.
Quanto à segunda questão, o facto é que já são demasiadas vezes que argentinos surgem em casos destes: Juan Ignacio Chela (em
2000), Guillermo Coria (
2001), Martín Rodríguez (
2003), Mariano Hood e Guillermo Cañas (em
2005), são outros casos de tenistas argentinos apanhados na rede do doping, isto para não referir casos de futebolistas que têm bem mais impacto devido à expressão deste desporto no mundo. São muitas e cada vez mais as referências a actos ilegais associados a argentinos e, por muito respeito que o mundo queira ter por indíviduos dessa nacionalidade, torna-se cada vez mais difícil acreditar na verdade desportiva que contenha argentinos pelo meio.